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Terça-feira, 29 de Julho de 2014

21 de fevereiro de 2014 18h02

‘O WhatsApp permanecerá independente’, diz Jan Koum

Em entrevista ao Wall Street Journal, cofundador do WhatsApp diz que Facebook garantiu que serviço não terá anúncios

Por Ligia Aguilhar

SÃO PAULO – O cofundador do WhatsApp, Jan Koum, quebrou o silêncio e deu ao jornal Wall Street Journal sua primeira entrevista após a venda bilionária da sua startup para o Facebook por US$ 16 bilhões.

Na conversa, Koum respondeu ao principal questionamento dos usuários até agora, que temem a adoção de publicidade no aplicativo e a redução da privacidade após a venda para a rede social. “Permaneceremos independentes”, afirmou.

Koum disse que o fundador do Facebook,  Mark Zuckerberg, se comprometeu a não fazer qualquer mudança que implique em colocar anúncios ou mudar a experiência do usuário. Segundo ele, a venda do WhatsApp só foi fechada após Zuckerberg determinar que a junção das empresas teria o caráter de uma parceria, garantindo total autonomia e independência ao WhatsApp .

“Foi muito difícil para ele encontrar uma maneira de nos manter interessados na conversa. Mas à medida que passamos a conhecer um ao outro, nós começamos a nos respeitar mais ao longo dos anos”, disse. “Uma vez que ele deixou bem claro que não fará mudanças na experiência do usuário colocando anúncios ou desorganizando a experiência, se tornou muito interessante para nós ter essa conversa”, disse.

De acordo com a entrevista, Zuckerberg foi ao escritório do WhatsApp na quinta-feira, 20, esclarecer as dúvidas dos funcionários sobre a aquisição e garantir que a equipe da startup continuará trabalhando de forma independente após os funcionários serem incorporados pelo Facebook.

Também disse que foi de Zuckerberg a ideia de torná-lo membro do Conselho de Administração do Facebook, mesmo sabendo que ele não tem nenhum conhecimento sobre as métricas e o funcionamento da rede social.

Quando perguntado sobre o que determinará o sucesso da negociação no futuro, Koum respondeu: “Para nós, tem a ver com permanecer independentes, autônomos, como discutido e anunciado. E também tem a ver com crescer. Nós ainda temos uma missão. Nós ainda precisamos de um bilhão de usuários e depois chegar a dois bilhões. E nós não vamos parar até que todas as pessoas no mundo tenham uma maneira acessível e confiável de se comunicar com amigos e seus amados”, diz.