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Chrome OS só vai decolar se usar a estratégia do Windows

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Depois do anúncio do novo sistema operacional do Google, o Chrome OS, algumas ponderações sobre a indústria de hardware e software são inevitáveis.

O Google já anunciou que o sistema será baseado em Linux. O mais interessante: será baseado em Linux puro, não em nenhuma distribuição já existente.

A opção por Linux é perfeitamente lógica. Para que sair fazendo um sistema operacional do zero se já existe um sistema-base amplamente conhecido, utilizado e com suporte de um batalhão de programadores que já o viraram do avesso diversas vezes?

Chrome usa estratégia do Windows

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O que o Google precisa fazer é criar seu “sabor” de Linux, feito sob medida para suas necessidades. O Linux é leve, consegue rodar de forma decente em qualquer PC em funcionamento hoje e, se devidamente modificado, pode ser muito amigável com o usuário. O Ubuntu está aí para provar isso.

O pulo do gato fica por conta das máquinas em que o Chrome OS rodará. Ele será um sistema operacional desenvolvido para netbooks. Imediatamente, já pensamos em máquinas equipadas com processadores de baixo consumo da família x86: Atom, Athlon Neo ou Via. Acer, Asus, HP, Lenovo e Toshiba já se comprometeram a embarcar o sistema em suas máquinas.

A Intel anunciou que irá trabalhar junto ao Google no desenvolvimento do Chrome OS. Até aí, nenhuma surpresa. Para a Intel, quanto mais aparelhos equipados com Atom, melhor. E o Google não tem absolutamente nada a perder aceitando o apoio da Intel, pois o poder da gigante dos processadores serve como um bom incentivo para que outros fabricantes lancem máquinas equipadas com chips Intel e Chrome OS.

É bom lembrar que esse tipo de acordo de distribuição foi o que fez a Microsoft grande como é hoje. Lá na década de 1980, foi um acordo de distribuição com a IBM que colocou o MS DOS em todas as máquinas da gigante. Hoje em dia, a Microsoft está presente como parceira de praticamente todo fabricante do planeta.

Esses acordos de distribuição são fundamentais para que o sistema decole. Pouca gente tem a disposição ou conhecimento técnico para instalar um sistema operacional em uma máquina zerada. Muito menos substituir um sistema operacional pré-instalado.

Na Ásia já existem netbooks equipados com processadores ARM, que não são compatíveis com a arquitetura x86. E esses netbooks normalmente usam um tipo adaptado de Linux. Ou até mesmo Android. E o Chrome OS rodará em máquinas ARM.

Pois é, os processadores ARM utilizam uma arquitetura completamente diferente do X86, denominada RISC. Processadores que utilizam essa tecnologia são pequenos, consomem pouca energia e, quando bem usados, podem ser bastante rápidos.

Os processadores ARM são usados em vários sistemas embarcados. Na verdade, em 90% dos sistemas embarcados, de computadores de bordo de veículos até a liquidificadores invocados.

A ARM licencia seus processadores para uma infinidade de fabricantes. Gente grande, como Sharp, Nokia, Nvidia, Sony, RIM, Apple, Samsung, Nintendo, Palm, Microsoft e Motorola. Qualcomm, Texas Instruments e Freescale, já listadas como parceiras do Chrome OS, também investem pesado na arquitetura ARM.

E a ARM tem olhado com muito interesse o mercado de PCs. Em uma aliança com o Google, a empresa tomaria fôlego para ir para cima da Intel e mudar o cenário do mercado de PCs de hoje.

E o Tegra, o poderoso processador da Nvidia que é voltado para smartphones, netbooks e dispositivos de internet, usa a arquitetura ARM mesclada com a GPU. Com um sistema operacional amigável e fácil de usar, máquinas equipadas com Tegra seriam muito mais acessíveis a usuários comuns.

O mais importante: processadores ARM são bem mais baratos que os da Intel e AMD. Em uma estimativa realista, um netbook equipado com Tegra e com Chrome OS embarcado poderia custar menos de US$ 200. Estamos falando de uma máquina capaz de rodar jogos, vídeos em Full HD, com saída para HDMI, conectividade 3G e autonomia de bateria muitas vezes superior aos melhores netbooks x86 do mercado.

Isso pode mudar radicalmente a penetração de computadores em escala planetária. Com computadores custando menos que a média dos celulares, praticamente todo mundo teria um PC.

O Google se cercou de parceiros por todos os lados. Ao mesmo tempo que se alia com os fabricantes dos PCs de hoje, já deixa aberta a porta para os possíveis PCs de amanhã. É uma estratégia ousada e extremamente agressiva, que pode deixar algumas vítimas pelo caminho. Detalhe: até alguns aliados podem cair, mas o Google não tem como perder.

E aí que o medo vem… um mundo inteiro conectado, usando um sistema do Google. Caso essa teoria se confirme, o que fará o Google com ainda mais poder do que tem hoje?

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2 Comentários
  • 11/07/2009 - 00:54
    Enviado por: Rafael

    Ganhará mais e mais dinheiro.

    Muito bom o post, Jô, parabéns!

    denunciar abuso
  • 11/07/2009 - 13:46
    Enviado por: Carlos Alberto Santos

    Qdo li o post no Blog oficial do Google eu fiquei bastante animado c/o projeto, no entanto um detalhe q após alguns dias de intensa leitura sobre o tema, me fazem pensar q talvez ele não seja tão interessante: o fato de só existir web apps.
    Como pudemos perceber no caso do iPhone, ele simplesmente decolou em relevância qdo a Apple criou um SDK e a App Store há um ano atrás.
    Muitos mencionam o fato de o WebOS da Palm tb utilizar-se apenas de uma tecnologia q o Google pretende fazer, mas é só perceber a capacidade que chegaram os aplicativos q rodam nativos no iPhone, e q ainda assim existe uma tremenda segurança no sistema (não existem malwares p/ele) q eu acho q o Google deveria seguir muito mais esse caminho.

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