O cinema é todo seu
- 12 de junho de 2011|
- 18h00|
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Por Redação Link
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▪▪▪ Mobz coloca na mão do usuário a decisão do que vai passar. Pode até não ser filme
Por Douglas Vieira
SÃO PAULO – Nem crowdfunding, nem crowdsourcing. “Crowdbooking” é a expressão que Fábio Lima usa para definir a atuação de sua empresa, fundada em sociedade com Marco Aurélio Marcondes: a Mobz — que até fevereiro chamava Moviemobz. A mudança de nome fará sentido mais adiante. Mas o que é “crowdbooking”? O conceito vem da ideia de vender sessões de cinema em que a demanda do público defina quantas salas serão destinadas à exibição, quais filmes serão exibidos e em que cidades. Ou seja, agendar a programação de acordo com a escolha do público — crowdbooking (o verbo “book”, em inglês, quer dizer “agendar”).

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As salas de cinema, condicionadas a trabalhar no modelo dominante de oferecer as produções já em cartaz, com horários predefinidos, demoraram para entender. Era início de 2009 e Lima queria fazer o primeiro crowdbooking: a exibição de Iron Maiden – Flight 666, documentário sobre a banda inglesa de heavy metal. O resultado da experiência seria crucial. “Precisávamos mostrar que existia público para assistir ao Iron Maiden no cinema. Começamos vendendo em 13 salas e, no dia da exibição, eram 103. Um marco.”
Todo esse processo, de detectar a demanda a vender os ingressos, acontece no Mobz.com.br — e, até o final do ano, também estará em aplicativos para celular. O sistema de vendas, aliás, foi desenvolvido pela própria empresa, o que garante uma compra sem as inconvenientes taxas de conveniência. Ao público, basta se cadastrar, votar no que deseja ver e torcer por um volume suficiente para o voto deixar de ser desejo e virar um programa.
Sai o ‘movie’. Na mesma época da exibição de Flight 666, a Mobz tinha acabado de fechar um contrato com o Metropolitan Opera de Nova York para exibir — ao vivo, via satélite ou em gravações em alta definição — as montagens de sua consagrada programação. Mas a ideia não era vender a exibição de filmes? Não só. E isso explica porque “movie” saiu do nome da empresa.
Mobz vem de mobilização, e o conceito pode se aplicar a diferentes eventos. Shows, óperas, balés, jogos de futebol e filmes do portfólio da Hollywood Classics — que reúne clássicos de todos os grandes estúdios — são conteúdos que a Mobz já oferece. E, entre os projetos engatilhados, ainda há peças de teatro ao vivo (para 2011) e sessões de videogame (ainda sem previsão).
Tudo que cair bem em uma sala escura pode entrar — até palestras. “Posso colocar o Steve Jobs falando de Palo Alto, no lançamento do iPhone 5, por exemplo, e passar em inúmeras salas no Brasil. O cinema tem a vantagem de poder ser um centro de convenções mega pulverizado.”
Mais ‘movie’. Apesar dos investimentos diversificados, um dos projetos mais ambiciosos de Lima fará brilhar olhos cinéfilos. Ele quer fazer sessões simultâneas, aqui, de filmes que estejam sendo exibidos nos principais festivais de cinema do mundo — Berlim, Veneza, Cannes, Sundance. Para isso, tem feito reuniões com organizadores dos festivais e com os agentes responsáveis pelos direitos dos filmes.
Por enquanto, o projeto bateu na trave. “A gente quase fez dois filmes de Cannes neste ano, mas houve um atraso no envio do DCP (digital cinema package)”, conta Lima, que negocia com a organização do Anima Mundi uma operação idêntica, embora voltada para o mercado nacional. E não se surpreenda se, em breve, a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo tiver São Paulo só no nome.
ABC. Mais especificamente o C, de São Caetano. É de lá que ele saiu. Com 34 anos, é formado em 1998 no curso de Rádio e TV, pela Universidade Metodista, em São Bernardo do Campo. Saiu, porque mora no Rio de Janeiro, onde fica o escritório voltado para conteúdo da Mobz — o de publicidade fica em São Paulo.
Lima gosta de ser 0 próprio chefe, Trabalhou seis meses como empregado e abriu uma agência de publicidade em 1997. Em 2002, virou sócio-fundador da Rain Network, empresa de distribuição digital para cinemas.
Dali veio a ideia para a Mobz. “Com rolo de 35 mm não dá para colocar dois filmes na mesma sala, por conta do trabalho de trocar os rolos. Com digital, coloca quantos quiser. É difícil dizer em quanto tempo isso vai acontecer, mas a programação vai ser toda organizada por demanda.”
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Leia mais:
• Além das compras coletivas
• Link no papel – 13/06/2011
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14/06/2011 - 09:01 Enviado por: W Peroni
Gostei, mas creio que não entendi direito!
denunciar abuso
Somente lançamentos?
Supondo que eu queira ver a trilogia “De volta para o futuro”
Tendo mais nostalgistas-oitentistas que queriam ver essa velharia terá uma sala passando? -
14/06/2011 - 21:38 Enviado por: Ricardo
Realmente a notícia fez meus olhos brilharem. Torço enormemente para que esta iniciativa dê certo. E pelo o que eu entendi W Peroni se puder mobilizar pessoas que queiram assistir De Volta Para o Futuro no cinema terá um sala sim…
denunciar abuso
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