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Na encruzilhada entre Apple e Google

Por Filipe Serrano

A fabricante do Blackberry está em uma encruzilhada. De um lado, o pacote de serviços de dados da Research in Motion (RIM), que inclui acesso à internet e o serviço de mensagem instantânea, é um dos principais fatores que influenciam a compra de seus smartphones atualmente. De outro, a empresa poderia expandir a atuação levando seus serviços online para plataformas dos concorrentes, como o Android e o iPhone.

Em março, o site de tecnologia Boy Genius Report alardeou que o Blackberry Messenger (BBM) ganharia aplicativos para Android e iPhone. Embora a empresa negue quaisquer planos de fazer isso, a abertura do serviço beneficiaria os 43 milhões de usuários ativos do Blackberry Messenger, que, assim também poderiam se comunicar com as outras milhões pessoas que têm iPhones e celulares do Google – como é possível fazer com aplicativos multiplataforma como o WhatsApp.

“O BBM tem sido um catalisador essencial para o crescimento do Blackberry. O primeiro celular de muitos adolescente de 13, 14 anos é um Blackberry por causa do BBM”, disse o diretor da RIM para América Latina, Rick Costanzo, em entrevista durante a conferência Blackberry World, há duas semanas. “Queremos que o serviço seja só nosso. Não vamos abri-lo. E a realidade é que é um serviço muito complexo. Se abrirmos para os outros, podemos não dar conta (da quantidade de usuários).”

Para atender clientes corporativos, porém, a expansão para outras plataformas não parece ser um problema. No mesmo evento, a RIM anunciou a compra da empresa Ubitexx para levar o seu serviço corporativo para o Android e iPhone. A decisão, segundo o coordenador da área tecnológica da RIM, David Yatch, é para atender a “pedidos de empresas”, que querem uma solução única para gerenciar os celulares dos funcionários, independentemente da plataforma.

“Nosso foco é nas pessoas”, disse ele, respondendo se havia uma mudança de direcionamento para a RIM atingir um outro tipo de consumidor mais jovem. “O Blackberry tem uma participação enorme entre adolescentes, especialmente em países em que o BBM é extremamente popular, como Venezuela, Indonésia, Colômbia. No fim, o que acho que sempre fizemos bem é suprir a necessidade de comunicação das pessoas.”

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