‘Medal of Honor’ banido de bases militares
- 9 de setembro de 2010|
- 16h06|
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Por Agências
Bases militares ao redor dos Estados Unidos decidiram banir a venda do novo game da série Medal of Honor, que permitirá jogar como um soldado do Talibã e atirar contra tropas norte-americanas no Afeganistão.
Jogadores estão zombando da decisão, dizendo que tecnologias avançadas se tornaram tão comuns no universo dos games que é possível jogar do lado do mal.
Medal of Honor, da Electronic Arts, começa a ser vendido nos Estados Unidos em 12 de outubro.
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Depois de protestos públicos, incluindo do secretário de Defesa britânico Liam Fox, oficiais militares dos Estados Unidos decidiram não vender o game em nenhuma das 300 lojas em bases militares.
Liam Fox disse no mês passado que estava “aborrecido e com raiva” com o game, que chamou de “um produto de mau gosto”. Fox sugeriu que os lojistas não vendessem o game para mostrar simpatia pelas tropas militares em missão no Afeganistão.

“Crianças perderam seus pais e esposas, seus maridos pelas mãos do Talibã”, disse Fox. “É chocante que alguém pense ser aceitável recriar ações do Talibã contra soldados britânicos”.
O game também não será vendido em nenhuma loja da 49 Game Stop, presente em diversas bases militares. Soldados poderão comprá-lo, desde que seja em lojas fora das bases.
“Lamentamos a incoveniência para os donos das lojas autorizadas, mas estamos otimistas que eles vão entender como o cenário de vida ou morte desse produto é apresentado como entretenimento”, disse o Major General Bruce Gasella, que lidera o serviço de comércio do Exértico e da Força Aérea americana, coordeando mais de 180 lojas em bases militares.
Casella tomou a decisão na semana passada, que logo também foi seguida pela Marinha. Kathleen Martin, porta-voz da área de comércio da Marinha, disse que o jogo não será vendido em nenhuma das 104 lojas da Marinha “por respeito aos homens e mulheres que servem à Marinha e a suas famílias”.
Versões mais antigas da série Medal of Honor, que tem 11 anos, se passaram na Segunda Guerra Mundial, e era possível jogar como os aliados ou como os nazistas.
O novo game vai se passar no Afeganistão atual, onde cerca de 140 mil militares dos Estados Unidos e da Otan combatem o Talibã.
A história é contada a partir de um pequeno grupo de personagens, chamado de “Tier 1″, soldados de elite que recebem ordens diretamente do presidente e da Secretaria de Defesa.
“Operando diretamente sob a Autoridade Nacional de Comando, um grupo quase desconhecido de soldados cuidadosamente escolhidos são chamados quando a missão não pode falhar”, diz a descrição do game da Electronic Arts em seu site.
O site, porém, não diz que a versão multiplayer permite jogar com o Talibã.
Um vídeo de promoção mostra entrevistas com membros da divisão de operações especiais do Exército que serviram como consultores para ajudar a tornar o game o mais real possível. Os rostos dos homens entrevistados são borrados e seus nomes não são mostrados.
“Fazendo parte do game, pelo menos coloco a minha opinião como os militares são representados”, diz um dos homens.
A Electronic Arts não respondeu os pedidos para comentar. A porta-voz Amanda Taggart foi citada pelo Sunday Times no mês passado dizendo que gamers estão acostumados a jogar com os dois lados.
“A maioria de nós tem jogado assim desde os 7 anos. Alguns são os policiais, outros os ladrões”, disse ela ao jornal.
(Associated Press)
Abaixo, o trailer do game.
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09/09/2010 - 17:54 Enviado por: Ademir
Na verdade foi um vacilo da parte do marketing da EA, ou derrepente até que não, mas desde o couter strike que existem vários jogos de guerra em que vc pode escolher em sem um terrorista ou soldado. E diga-se de passagem que essa escolha só é possível quando se jogoa on line, na versão off line que é realmente onde a estória do jogo acontece, só dá para ser soldado da OTAN.
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Eu não vi nenhum americano ou ingles reclamando de matar norte coreano no crysis… -
10/09/2010 - 08:35 Enviado por: cesar
Engraçado né todos jogos que tenho de guerra e tiro tem americanos matando, ingles, coreanos, alemão, afegão, brasileiros rsss. mas agora nao pode ter o inverso né… esses americanos são toscos ridiculos … adorei o jogo ser dessa forma e vou comprar com certeza, quero meter bala no rabo desses gorduchos cretinos que se acham o dono do mundo..
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quero sim jogar com talibã.. adoreiiiiiiiiiiiii -
10/09/2010 - 09:33 Enviado por: Sergio Magno
Não sei o que os americanos querem dizer com estas afirmações e atitudes. Acho que querem dizer que só as vidas dos americanos tem valor, que o resto do mundo pode ser morto por eles sem qualquer problema. Será que eles sabem que os que são mortos por eles, quando jogam bombas nas escolas, igrejas, nos bairros residenciais, que ali tem famílias com pai, mãe, filhos? Que devem sofrer como eles as perdas tanto materiais quanto humanas?
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Vejo estas declarações como impróprias e preconceituosas. -
10/09/2010 - 10:08 Enviado por: fernandozz
Isso sim vai fazer toda a diferença, BANIMOS ele, UAU.
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