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Mais um Kindle

Por Agências

A Amazon lançou nesta quarta, 27, uma versão mais barata e sem fio de seu Kindle, apostando que ao baixar o preço para US$ 139 tornará seu e-reader um item de apelo para as massas à medida em que o iPad da Apple ganha território. O maior varejista online do mundo e líder do mercado de e-readers também revelou a terceira geração de seu aparelho, 21% menor e 15% mais leve que a versão anterior – mas que ainda custa US$ 189.

A Amazon não abre os números das vendas do Kindle, mas disse na semana passada que sua taxa de vendas cresceu quase o triplo depois que o aparelho teve seu preço reduzido de US$ 259 para o atual e anunciou que os livros digitais estavam vendendo mais do que os de papel. A Apple já disse ter vendido mais de 3 milhões de iPads – ao preço inicial de US$ 499 – desde que lançou o produto em abril.

“Como estes preços demonstram, estamos começando a acumular provas de que isso é produto para as massas”, disse o CEO da empresa Jeff Bezos em uma entrevista na sede da Amazon em Seattle, nos EUA. “É um público enorme”. Ele disse que o sucesso das vendas do Kindle permitiu que a empresa baixasse ainda mais o preço quando aparelhos concorrentes começaram a entrar no mercado.

“Vendemos milhões da primeira geração do Kindle e agora iremos vender milhões destes”, disse Bezos, “e quando você entra neste tipo de volume, é possível fazer muitas coisas com os modelos fabricados e seus serviços no sentido de diminuir os custos”. O aparelho, que já está disponível para a pré-venda, começará a ser vendido a partir do dia 27 de agosto.

A Amazon melhorou o contraste da tela nos novos Kindles, mas o tamanho da tela de leitura (seis polegadas) permanece o mesmo. Páginas viram mais rapidamente e agora o aparelho permite armazenar até 3.500 livros digitais, o dobro do tamanho anterior. Ambos modelos têm bateria que dura um mês.

O analista da Forrester, James McQuivey, disse que ele não esperava um Kindle mais barato até o final do ano. “O que quer dizer que a Amazon está certa ao dizer que chegou para ficar neste mercado de aparelhos”.

A partir do Kindle, especulou-se que a Amazon poderia crescer ou cair, dada à força da empresa em vendas e não na fabricação de produtos. Mas a loja conseguiu fazer com que sua vasta coleção de livros se ajudasse a vender o aparelho, já que a grande maioria de seus 630 mil livros digitais podem ser vendidos ao preço de US$ 9,99.

Lançado no final de 2007 a US$ 359, o Kindle já passou por uma série de reduções de preços à medida em que a competição – da Sony, da cadeia de loja de livros Barnes & Noble e mais recentemente do iPad, tablet que inclui funções de um e-reader. Tais aparelhos permitem que consumidores leiam livros, revistas e jornais em uma prancheta do tamanho de um livro médio que baixa conteúdo digital da internet. Apesar de ter se tornado um hit instantâneo entre os fãs de aparelhos, seu relativo preço alto foi uma barreira para muitos.

Mas ao preço de US$ 139, a nova versão Wi-Fi custa pouco mais do que o preço de US$ 99 que muitos analistas disseram que seria o ideal para que o aparelho se tornasse aceito pelas massas. “Acho que este preço mostra que as pessoas podem comprar mais de um Kindle para ter em casa”, disse Bezos.

Apesar da expectativa de que o mercado de computadores tablet ofusque aquele para e-readers, a novidade da Amazon dá à empresa espaço para respirar, disse McQuivey. “A Amazon quer vender o suficiente para que você tenha mais de um destes pela casa. É como se fosse uma nova prateleira de livros. É este modelo que eles estão seguindo”.

Bezos afirmou que nos próximos meses a empresa anunciará novos parceiros lojistas que irão vender o Kindle, além das livrarias de aeroporto da HMSHost e a cadeia de lojas Target. A empresa continuará a fazer propagandas na TV, ele também disse. O CEO da empresa não respondeu quando foi perguntado se a Amazon estimava obter lucro com o Kindle mais barato. Alguns analistas dizem que os maiores benefícios vêm das vendas de conteúdo – não de aparelhos. “Nosso foco é nas duas partes do negócio, para que ambas virem uma só”, disse Bezos.

Enquanto o preço do próprio Kindle permitiu que que a Amazon baixasse o preço dos livros digitais, esta dinâmica mudou, segundo McQuivey. “É o velho negócio dos barbeadores e das lâminas de barbear. Você dá o barbeador e vende as lâminas perpetuamente”, disse.

Bezos reforçou que a empresa está decidida a melhorar o Kindle e que não tem a menor intenção de competir no cada vez mais disputado mercado dos tablets, como a Apple. “Esta é a terceira geração do Kindle e nós teremos uma quarta, uma quinta, uma décima e uma vigésima. Estaremos trabalhando o tempo todo para construir o dispositivo perfeito para a leitura digital”, disse.

/REUTERS

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3 Comentários
  • 29/07/2010 - 12:08
    Enviado por: RMariz

    A oferta de livros das editoras brasileiras no formato de leitura compatível com o Kindle aida é muito pobre. Faltam também todos os jornais (c/ exceção do O Globo) e revistas para satisfazer os usuários. Essa demora está estimulando a busca por softwares para conversão e destravamento de títulos disponíveis em outros formatos. Penso que a Amazon deveria imediatamente retabular sua política comercial para o Brasil, sob pena de ter a preferência por seu produto prejudicado pelo lançamento do Ipad, que me parece mais adaptável aos diversos formatos de leitura digital disponíveis.
    RMariz – usuário do Kindle DX desde nov.09

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  • 29/07/2010 - 23:21
    Enviado por: Danilo Miranda

    Estamos caminhando para uma convergência digital interessante porém muito atrasada.Concordo plenamente com o RMariz, o Kindle ainda não é um ítem das massas por falta de adequação das publicações nacionais e não pelo seu preço. Nesse ponto é que o Ipad ganha muito terreno.
    Continuamos sendo tolhidos tecnológicamente pela ganância captalista dos fabricantes e editoras.

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  • 08/08/2010 - 18:06
    Enviado por: alberto veloso

    E verdade , e necessaria uma adptacao rapida desta ferramenta no brasil .Agora uma dica para os editores do Estado .Esta errado quando se escreve publisher para editores em geral . , publisher e o dono do veiculo , por exemplo Abril o publisher Roberto Civita , Globo Joao Marinho etc , colocar um simples jornalista como publisher no minimo e burrice

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