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Mais privacidade?

Por Reuters

markzuckerberg

Sob fortes críticas desde que alterou a política de privacidade do Facebook, Mark Zuckerberg, presidente da rede social, anunciou nesta quarta-feira, 26, que em breve será possível alterá-las com mais facilidade, dando aos usuários mais poder sobre o controle das informações que podem ou não ser acessadas por outras pessoas.

Contudo, Zuckerberg disse que a configuração padrão vai manter a relativa facilidade de os usuários obterem informações entre eles, enquanto a empresa tenta encontrar um balanço delicado entre proteger os direitos à privacidade e promover a interação social na internet.

“Usuários estão no serviço porque eles adoram compartilhar informações”, disse Zuckerberg. “As pessoas acham que não ligamos para a privacidade, mas isso não é verdade de jeito nenhum… Existe um balanço.”

Embora o Facebook tenha dito que tornará mais simples proteger a privacidade, os usuários terão de trocar as configurações para deixar de concordar com as políticas que fazem que seus dados fiquem publicamente expostos, disse Zuckerberg. Entre as mudanças, será mais simples bloquear o acesso de aplicativos de terceiros a dados de usuários. O Facebook também publicará menos informações de cada usuário nas buscas.

A controvérsia sobre as políticas de privacidade do Facebook começaram no ano passado com o crescimento no número de usuários e de criminosos que têm usado o banco de dados para acessar informações que podem ajudar a praticar crimes contra usuários.

Há um mês, quatro senadores norte-americanos se manifestaram contra as recentes mudanças que tornaram publicamente visíveis dados como cidade de origem, interesses e lista de amigos dos usuários. Antes, o usuário decidia quem poderia vê-los (se todos, se só os amigos ou se os amigos dos amigos). Um dos congressistas, o senador Charles Schumer, disse nesta quarta-feira que os novos controles de privacidade representam um primeiro passo significativo para resolver as preocupações.

“O Facebook ouviu seus usuários e percebeu que uma proteção maior da privacidade é necessária”, disse Schumer em declaração oficial. Mas ele acrescentou que preferira que o Facebook apenas compartilhasse as informações dos usuários se eles escolhessem fazê-lo, em vez de usar o sistema de “se não mudar, você está concordando”.

“Uma pessoa não sabe como usar as configurações até que ela realmente tenha usado o Facebook. As mudanças só terão efeito de forem dispostas de uma forma fácil para o usuário. Vamos monitorar isso com cuidado”.

Zuckerberg disse que pedir para os usuários aceitarem o compartilhamento das suas informações seria contra o espírito das redes sociais, tornando difícil para os usuários de identificar seus amigos e fazer novas amizades online.

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1 Comentário
  • 26/05/2010 - 23:19
    Enviado por: Ewerardo Tabatinga, Belo Horizonte, Minas.

    Estamos caminhando, de mansinho, para a construção de um sistema que armazene todas as informações possíveis sobre cada um de nós, de modo que se “saiba” quem somos, o que fazemos, o que comenos, o que pensamos. Aí, sem privacidade e sem liberdade, poderemos ser dominados e manipulados.
    Terá poder o detentor dessas informações.

    denunciar abuso

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