Lily Allen vs. P2P

Por Alexandre Matias

A cantora inglesa Lily Allen, que se apresenta no Brasil esta semana, declarou em um post em seu blog nesta segunda-feira (14), ser contra o download ilegal de músicas pela internet – justo ela uma artista revelada através da rede. O texto foi uma reação a uma matéria publicada na semana passada no jornal britânico Times, em que integrantes de bandas como Radiohead, Pink Floyd e Blur (reunidos sob a sigla Featured Artists Coalition) declararam-se contra o projeto de lei que vista instaurar, no Reino Unido, um processo semelhante ao que Nicolas Sarkozy queria apresentar na França, em que aquele que baixa música ilegalmente pela internet poderia ser desconectado da rede caso reincidisse no caso. Eis um trecho do post de Lily:

“(Nick) Mason (do Pink Floyd), (Ed) O’Brien (do Radiohead) e a Featured Artists Coalition dizem que trocar arquivos pela internet ‘é como samplear, como gravar uma fita da coleção de um amigo seu’, mas essas mixtapes e gravações feitas do rádio são bem diferentes do compartilhamento de arquivos que acontece hoje. Fitas gravadas em casa tinham uma qualidade ridícula – você ia comprar o disco, porque você gostava de uma faixa e queria ouvi-la sem ter um locutor falando por cima do final da música. No mundo digital, faixas pirateadas são tão boas quanto as compradas, por isso não há motivo para procurar por melhor qualidade. A Featured Artist Collation também diz que a troca de arquivos online é legal porque ‘é uma forma de uma nova geração de fãs nos conhecer’. Isso é ótimo se você é um artista estabelecido no fim de sua carreira com um monte de discos para atrair um novo público, mas artistas que estão começando não têm esse luxo. Basicamente, o que os artistas da FAC dizem é que ‘nós estamos bem, já nos demos bem, podem trocar MP3′, o que é injusto com artistas novos tentando entrar no mercado.

(…)

Falando assim, parece que eu estou ficando do lado dos donos das gravadoras. Não estou. Eles foram ingênuos e complacentes com a nova tecnologia – e gastaram todo o dinheiro que ganharam com seus gordos salários e não com desenvolvimento da indústria. Mas à medida em que eles perdem muito dinheiro para a pirataria, eles não vão cortar os próprios salários – eles param de investir em direção artística. Corte de verba resultam numa direção artística que não pode arriscar e só pode contratar artistas que eles sabem que irão funcionar. (…)

Eu não acho que isso torne tudo perfeito. É estúpido o fato de que adolescentes não podem comprar nada na internet, forçando-os a roubar o cartão de crédito da mãe ou baixar discos de graça. É sobre isso que os donos de gravadoras, artistas, provedores de acesso à internet e o governo deveriam estar discutindo”.

Lily Allen se apresenta em São Paulo nesta quarta-feira, 16.

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21 Comentários Comente também
  • 15/09/2009 - 16:40
    Enviado por: Christian Rocha

    Eu não me surpreenderia se descobrisse que declarações desse tipo (como a de Allen contra o download ilegal) fossem exigências das próprias gravadoras, através dos contratos.

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  • 15/09/2009 - 19:01
    Enviado por: Lucas

    É uma ingrata mesmo e ,além disso, está errada.
    Como proibir alguém de compartilhar algo que é de sua propriedade? Se é da pessoa, ela pode dividir com seus amigos , com quem quiser. Quem defende propriedade intelectual desta natureza, está criando um monstro na nossa sociedade.

    Assistam no google video:

    Alternative Freedom

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  • 15/09/2009 - 19:20
    Enviado por: Diogo Magalhães

    Ora, não são quase sempre as mesmas empresas fonográficas (Sony, Philips etc),as que nos venderam os aparelhos para copia de músicas?

    Não seria o caso de se coibir o empréstimo de livros, já que são também supostamente licenciados para uso de apenas uma pessoa ou uso doméstico?

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  • 15/09/2009 - 19:23
    Enviado por: Thiago Leal

    Tudo bem, Lily Allen, não vou baixar suas músicas. Aliás, em respeito à sua opinião, também não vou comprar seus discos nem nada que tenha o seu nome. Sucesso pra você, se é que vai ser possível sem as redes p2p.

    Que babaquice…

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  • 15/09/2009 - 19:32
    Enviado por: Franco JR

    Não dá para acreditar numa contradição como essa! Quantas pessoas conheceram a Lily Allen pela WEB? quantas estão gastando uma nota preta para assistir esse show aqui no Brasil, eu realmente gostava dessa garota, mas essa posição dela realmente me desanima! sorte que pessoas continuarão fazendo suas musicas e disponibilizando gratuitamente na rede, assim, esses grandes artistas das grandes gravadoras param de monopolizar o mercado, infelizmente pela nossa incapacidade de comprar seus produtos/discos.

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  • 15/09/2009 - 19:59
    Enviado por: Rafael Fonseca Mendes Leal

    Discordo. Dá a impressão de que o captalismo existe para o desenvolvimento, fazer dinheiro, para o progresso. Mas o sistema, acima de tudo, foi feito por pessoas e para pessoas. Dinheiro não é problema. O problema é como você lida com ele. É necessário duas coisas: 1) pessoas que dão esperanças para as pessoas; 2) uma maior socialização. Existe milhares de produtos que nunca poderão ser pirateados. Pode-se dar à população, pelo menos, informação.

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  • 15/09/2009 - 21:40
    Enviado por: Claudio Hideki

    Estranho…quando estão lá embaixo, querem de qualquer forma divulgar suas músicas…agora que estão atolados na grana, se tornam objetos das gravadoras e a ganância está acima de tudo. Viva o download!

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  • 15/09/2009 - 22:54
    Enviado por: Gian

    Viva o download!

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  • 16/09/2009 - 00:50
    Enviado por: seu_barriga@email.org

    “Basicamente, o que os artistas da FAC dizem é que ‘nós estamos bem, já nos demos bem, podem trocar MP3′, o que é injusto com artistas novos tentando entrar no mercado.”

    Mas, ai, entao? Qual a soluçao? Prender criança de 13 anos?

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  • 16/09/2009 - 01:04
    Enviado por: Danilo Barbosa

    O que realmente precisamos não é uma mudança por parte de governos que aceite a modernização da música e sim uma modernização de artistas. Atualmente, com o mínimo de gastos – afinal, o que é cobrado pro gravadoras é realmente um absurdo – qualquer pessoa pode se tornar um artista, apenas tendo um computador e talento.

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  • 16/09/2009 - 01:15
    Enviado por: Arthur

    Eu nunca baixei música dela nem nunca vou baixar então ela pode ficar tranquila se depender de mim.

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  • 16/09/2009 - 01:53
    Enviado por: Eduardo

    Por favor, pessoal. Não comparem troca de músicas/arquivos pela internet com empréstimo de livros a amigos.

    Quando você faz o download de uma música, você gera uma cópia daquele arquivo em seu PC. Você não está simplesmente emprestando um arquivo. Você está gerando uma cópia. E essa cópia, é ilegal.

    Se você comprou, é seu direito usá-lo. Só não pode reproduzi-lo. É o mesmo princípio usado para DVDs e os cassetes antigos.

    Sou contra distribuição ilegal de qualquer natureza, mas também sou igualmente contra essa indústria mercenária das gravadoras. Se querem ganhar dinheiro, cobrem um preço simbólico pelos arquivos, ofereçam vantagens. Enfim, pensem numa solução viável para todos.

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  • 16/09/2009 - 06:34
    Enviado por: emerson cardoso

    Na minha opiniao, o esquema do download ilegal e formas de combate-lo será pretexto e precursos de uma acao ampla e dura de censura na internet.

    O governo frances implementou isto já…

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  • 16/09/2009 - 08:30
    Enviado por: VoMiT

    Fala para ela ficar sossegada, que ninguém vai querer baixar as porcarias que ela grava. Choup !

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  • 16/09/2009 - 08:41
    Enviado por: Marcia

    quem é lily allen????rssssss

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  • 16/09/2009 - 10:25
    Enviado por: Samarkand

    Curioso ver tanta gente defendendo a cópia ILEGAL e AÉTICA do trabalho dos outros…

    A artista ficou conhecida pela Web? Sim, por via de um trabalho de marketing da sua gravadora, que investiu bastante na promoção dela e que gastou bem gravando-a em estúdios de verdade, não num quartinho com um computador cheio de softwares pirateados.

    A Web é apenas uma das mídias para divulgação, e dizer que quem ficou conhecido “pela Web” não pode reclamar do “compartilhamento” de arquivos é dizer que Web=pirataria, Web=ilegalidade… isto sim é absurdo.

    A Internet é uma ferramenta, serve para um monte de coisas boas, e se tem quem a use para ROUBAR o ganha-pão dos outros é outro papo…

    Outra coisa, quando vc compra um disco, o que vc compra é o direito de escutar o conteúdo dele, vc não comprou o direito de copiar pro mundo inteiro.

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  • 16/09/2009 - 11:00
    Enviado por: Robson

    Em breve os artístas não deverão mais se preocupar com o download de suas músicas. Pois, a cada dia que passa, somente as pessoas que não possuem ouvido crítico até por não terem oportunidade de ouvir o nítido e claro som dos ”discos de vinil”, vão baixar estes arquivos de mp3, que acabam com a música, as pessoas ouvem somente uma amostragem do verdadeiro som. Ou seja, mp3 será somente usado para divulgação e baixado por criancinhas. Pessoas com bons ouvidos, voltarão a comprar os discos, e usarão o cd somente para ouvir no carro. Quanto ao mp3, esta moda já está com os dias contados. É melhor ouvir rádio fm, do que ouvir o som metálico sem vida e sem qualidade do mp3. O inventor do mp3, com certeza, não se preocupou nem um pouco com a definição do audio, realmente o mp3 é um cancer no mundo da música que precisa ser eliminado urgentemente, para que novas gerações tenham oportunidade de ouvir som de qualidade. Outro exemplo: se o mp3 continuar, nunca mais teremos artístas como Beatles, Madonna, Michael Jackson, Raul Seixas, etc… pois as músicas são baixadas, mal fazem sucesso, e já são deletadas do computador, é por isso que as músicas do ano 2000 pra cá não são mais recordadas, agora um sucesso dos anos 80 é sempre lembrado, pois na época, se ouvia a música na rádio, no cassette e com certeza, nem que demorasse por causa dos altos preços, mas sempre se comprava o disco de vinil, assim o sucesso continuava, mesmo após o período de lançamento dos mesmos, pois ainda gravavamos para mais pessoas os antigos discos, divulgando muito mais a música, ela marcava por muito tempo a vida das pessoas. Hoje a internet é bem mais abrangente, mesmo assim, muito inferior, nunca vai superar o estilo ”anos 80”.

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  • 16/09/2009 - 11:14
    Enviado por: Amário

    Quem precisa das grandes gravadoras? Em outro techo do post da Lily ela diz que precisou trabalhar bastante para pagar uma “dívida” contraída junto a sua gravadora já que, segundo a cantora, os próprios artistas têm que praticamente pagar para gravarem os seus discos, especialmente no início da carreira. Isso não me parece nem um pouco interessante para ninguém e é notável a exploração que as “majors” exercem sobre os artistas. CONCORDO com a Lily quando ela diz que é muito fácil para um artista já estabelecido e que com certeza terá estádios lotados em seus shows distribuir músicas gratuitamente, MAS creio que quem está começando e não terá sequer um barzinho lotado não deve buscar um contrato com grandes gravadoras e sim estratégias de divulgação variadas na própria rede, inclusive com a distribuição gratuita de suas músicas.

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  • 16/09/2009 - 14:05
    Enviado por: Heloisa Biagi

    Como assim? A queridinha do MySpace, que só virou alguma coisa por causa da web, falando mal de downloads ilegais? O que o sucesso não faz com uma pessoa.

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  • 16/09/2009 - 14:21
    Enviado por: Rafael Camargo

    Artista quando é bom, ganha dinheiro com show e não com disco…

    Viva OASIS!

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  • 22/09/2009 - 23:21
    Enviado por: robson

    Cantores de radio.

    beleza vou pagar o disco, nota fical do disco, gravadora do disco, entrega do disco muito caro do moral não MP3 é oque vira DOWNLOAD sempre comunicação sempre Lily só conhece o mundo dela, se ela soubece a dificuldade de quem gosta e quer adquirir, esqueceria isso tudo (OUVIDOS SURDOS)…….

    paz!

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