Isso não é jogo
- 18 de julho de 2010|
- 20h29|
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Por Agências
Por Seth Schiesel, do The New York Times
Nenhuma empresa de games foi mais bem sucedida nos últimos anos do que a Zynga. De Mafia Wars a FarmVille, ela definiu a última geração de jogos no Facebook. Entre os milhões de adeptos da rede social, é difícil achar alguém que nunca tenha ao menos visto em sua atualizações de status avisos de jogos da Zynga.
O último lançamento é o FrontierVille, que reuniu 20 milhões de adeptos em apenas dois meses. Como outros títulos da empresa, ele foi brilhantemente desenhado e meticulosamente executado para conduzir você numa esteira rolante virtual infinita.
FrontierVille e todos os outros títulos da Zynga não parecem jogos. Está claro que ali o objetivo é transformar o jogador em consumidor. Quando você conversa com designers de grandes jogos, eles dizem: “Fazemos o tipo de jogo que você gostaria de jogar”.
Não é o caso da Zynga. O FrontierVille está mais para: “Fazemos o tipo de jogo que achamos que vai atrair mais e converter em moeda corrente o maior número de pessoas com cartões de crédito que não se preocupam em esbanjar US$ 10 ou US$ 20 numa bugiganga cara e virtual”.
No jogo, você começa sozinho, na floresta, com algumas galinhas. A ideia é domar a natureza, abrindo clareiras na mata, plantando, criando animais, atraindo uma esposa, tendo filhos e formando uma colônia.
Como outros jogos da Zynga, o FrontierVille foi criado em torno de alguns conceitos básicos: fazer que os jogadores retornem ao jogo múltiplas vezes por dia, estimulando-os sempre a convidar mais amigos e oferecendo constantemente motivos para pagarem mais alguns dólares.
Você pode jogar o FrontierVille gratuitamente e sem ter de atormentar seus amigos, mas seu avanço será lento e precário. Se deseja sentir que realmente chegou a algum ponto, terá de convidar mais amigos ou desembolsar mais dinheiro, ou ambos. Gastei US$ 20 em 170 ferraduras virtuais, que usei para desbloquear animais de fazenda, como bois e vacas, e por algumas árvores, como pessegueiros.
Pagando ou não, o FrontierVille foi criado para mantê-lo sempre às voltas com o jogo. Você gasta pontos de energia para alimentar os porcos, cortar árvores ou abater cobras. Uma vez gasta a energia, você pode esperar algumas horas para comer sua comida virtual ou despender comprar novo fôlego virtual com dinheiro real. Essa estrutura se ajusta ao modo como as pessoas usam o Facebook, checando de tempos em tempos o que seus amigos postam.
Todos os grandes jogos, como qualquer bom entretenimento, envolvem uma certa dose de manipulação. E talvez os títulos da Zynga, de tão explícitos e transparentes, possam ser até considerados menos manipuladores.
Google Games
O Google investiu de US$ 100 a US$ 200 milhões na Zynga. Especula-se que sua intenção é criar uma plataforma própria de games. E o Facebook?
(Tradução de Terezinha Martinho)
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19/07/2010 - 20:38 Enviado por: Fabio Baldo
nossa otimo exemplo essa porcaria de jogo, e o mais legal é q tem idiotas que gostam, aposto que se fizessem jogos pra derrubar cidade como Nova York ou São Paulo para plantar arvores em grandes areas ao inves de derrubar para criar bois, vacas, galinhas pais ou irmãs, não iriam gostar nem um pouco, pathca palhaçada!
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