iPad, capítulo dois
- 2 de março de 2011|
- 9h06|
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Por Agências
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Mais de um ano depois de lançar a febre dos tablets, a Apple se prepara para lançar a segunda versão do iPad nesta quarta-feira a partir das 10h no horário local (15h de Brasília) – possivelmente, sem o showman Steve Jobs.
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Muito mudou em 2010. O iPad criou uma nova categoria no mercado de computação e inspirou uma série de produtos semelhantes, que estão começando a chegar no mercado agora. Agora, com rivais como Motorola e Research in Motion (RIM) correndo atrás do prejuízo, a Apple também passa por uma transformação.
Houve tanta especulação se Steve Jobs subirá ou não ao palco em São Francisco quanto sobre o próprio novo dispositivo. O CEO normalmente lança novos produtos com um estilo que reflete a sua predileção pelo detalhe e pelo design. A Apple não fornece informações sobre o executivo, que sobreviveu a um câncer pancreático em 2008 e que está novamente de licença médica, aparecendo bem mais magro nas poucas fotos em que foi flagrado desde que deixou o seu cargo nas mãos de Tim Cook, que deve estrear na apresentação de um megaeventos da Apple. A outra opção é Phil Schiller, chefe de marketing da empresa.
Sua ausência disparará uma nova rodada de especulações sobre a sua condição, enquanto sua possível presença será dissecada igualmente na busca de indicadores do seu estado de saúde. Muitos no Vale do Silício ou em Wall Street duvidam que ele retornará ao comando da companhia que co-fundou em 1976.
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Se for Cook o apresentador, investidores prestarão atenção particular.
Wall Street tem lidado bem com a liderança do novo executivo, o possível sucessor de Jobs no comando da Apple, mas o evento desta quarta-feira testará uma característica-chave para que ele se dê bem como o maestro da Apple: sua habilidade como showman.
O momento em que tudo isso acontece também é particular, com o mercado de tablets se tornando mais competitivo. Apesar disso, a companhia não teme perder a liderança do nicho em curto termo.
Como será o novo iPad?
O novo modelo terá o mesmo tamanho de tela, 10 polegadas, mas será mais leve, mais fino e mais rápido, de acordo com o consenso de analistas e blogs de tecnologia. A Apple também deve incluir duas câmeras, uma na frente e outra atrás. Uma delas deve permitir videoconferências através do aplicativo Facetime. Acredita-se que o novo modelo também terá suporte a um chip para redes GSM e CDMA.
Ações de alguns fabricantes taiwaneses de componentes para a Apple subiram nesta quarta-feira no comércio asiático por causa do anúncio. A Genius Electronic Optical, que produz pedaços de câmera, e a Largan Precision, que faz lentes, são tidas como fornecedoras da Apple desde dezembro, mas não houve confirmação dos produtos que usarão suas peças.
As ações da Genius subiram 5,2%, mas acabaram descendo mais 2,5% ao final do dia. Enquanto a Largan teve alta de 0,2%, a Hon Hai Precision, ligada à Foxconn, subiu 1,8%.
Mas fabricantes de componentes geralmente não sabem qual será a aparência de um novo produto, principalmente porque são responsáveis pela manufatura de apenas uma peça, não pela montagem.
O apetite dos consumidores de tablet é enorme, mas a Apple não cuida mais deste mercado sozinha. A Motorola acabou de lançar o bem resenhado Xoom, enquanto a RIM, que se dedicado ao mercado executivo do Blackberry, começará a vender o Playbook. Em breve, a HP também deve lançar o seu Touchpad. Companhias como a Samsung e a Dell já comercializam os seus tablets, mas nenhum deles parece ter feito sombra ao iPad, por enquanto.
O dispositivo vendeu 15 milhões de unidades desde abril de 2010, quando chegou às lojas, três ou quatro vezes mais que os analistas haviam previsto. Sozinho, o tablet trouxe US$9 bilhões de lucro para a companhia. A previsão para 2011 é de pelo menos 30 milhões de iPads vendidos em um mercado que deve chegar a 50 milhões de unidades, se somadas todas as marcas.
/REUTERS
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02/03/2011 - 10:19 Enviado por: marcelo
Segundo a matéria entendemos que as empresas estão trabalhando para obter prejuízo. Será isso mesmo ??
“rivais como Motorola e Research in Motion (RIM) correndo atrás do prejuízo”. ????
Sugiro que elas iniciem a produção de máquinas de escrever mecânicas.
Abs
denunciar abuso
Marcelo -
02/03/2011 - 10:32 Enviado por: Fabio
” Agora, com rivais como Motorola e Research in Motion (RIM) correndo atrás do prejuízo, a Apple também passa por uma transformação…..” Correção: Nao se corre atras do prejuizo e sim do LUCRO. Expressao mal empregada no ponto de vista gramatical.
denunciar abuso -
02/03/2011 - 15:05 Enviado por: Raul Cruz Lima
VEM AÍ O iPAD2, iPAD3, iPAD4.
A nova versão do produto mágico que, no ano de lançamento, vendeu mais de 15 milhões de Hoje é o grande dia que a imprensa está anunciando há vários meses: o lançamento do iPad2. unidades. Todo mundo quer dar, em primeira mão, as novidades que a Apple vai apresentar. Vai ser mais fino, com duas câmeras (na frente, para ligações com imagem, atrás, para fotografar), mais rápido, melhor resolução de tela, tela que não “suja” com os dedos, e por aí vai. E quem já tem iPad já acha que ficou para trás.
Um amigo, desses loucos pela Apple, me escreveu logo que comecei a escrever sobre isso: “Raul, este ainda não é o iPad. Ainda não tem a qualidade de produto e de acabamento que fazem o padrão Apple. Eles lançaram assim mesmo só para ocupar espaço com um novo produto. O iPad2 é que vai ser o verdadeiro iPad”. Pode ser que o Ivo tenha razão.
Como a minha praia não é a tecnologia, não estou muito preocupado com as novidades que vão ser lançadas hoje. Estou, isto sim, é atento às mudanças que estão ocorrendo desde o lançamento do pré-iPad, segundo o Ivo. Como este conceito de tablet atingiu a gente como consumidor, como está mudando nossos hábitos, nossa forma de nos relacionar com a tecnologia. E como este conceito também vai afetar o mundo dos negócios.
Senão, veja: nos jornais de hoje tem meia dúzia de notícias sobre os tablets. Uma mostra como eles estão invadindo as escolas, substituindo livros escolares e trazendo novas possibilidades de ensino via interação com os alunos. Como escrevi num blog anterior.
Noutra mostra os tablets invadindo as empresas, que já são responsáveis por um quarto das compras do produto em todo o mundo, para distribuir para seus funcionários. No Brasil, dizem, empresas representarão muito mais: 30 a 40% do total de 300 mil aparelhos que deverão ser vendidos aqui este ano. Deve ser porque, para variar, os tablets são muito mais caros aqui que nos outros países. Você precisa ser pessoa jurídica para comprar um.
Outra matéria deixa mais claro, para a gente, o tipo de uso que as empresas vão fazer dos tablets. Dá como exemplo um grande laboratório farmacêutico brasileiro que já comprou 1500 iPads para seus representantes de vendas. Eles vão substituir as 50 toneladas de folhetos e catálogos, que imprimem todo ano, para levar aos 400 mil médicos do país suas novidades e suas ofertas. Além do charme, é claro, de apresentarem seus produtos num tablet, que ainda é uma grande novidade tecnológica. Depois, se o médico se interessar pelo conteúdo, recebe uma cópia digital via email. É claro que o tablet também vai servir para fazer relatórios, pesquisar informações, enviar e receber emails, etc. Manter o funcionário permanentemente conectado com a empresa.
Outra matéria fala dos concorrentes do iPad –da Samsung, da RIM (fabricante do Blackberry), da HP, da Motorola e da Asus. Todo mundo querendo uma fatia deste mercado que cresce rapidamente em todo o mundo. E está forçando a queda de vendas dos labtops.
Podia continuar, aqui, contando muitas histórias sobre os tablets. Por exemplo, ontem vi uma foto na Wired (revista sobre inovação e tecnologia) mostrando uma nova van elétrica da Volkswagen. No lugar do painel da direita, onde fica rádio, computador, etc, um iPad.
Mas importante mesmo é analisar o modelo de negócios da Apple, que introduziu o conceito e é campeã de vendas até aqui. Porque ela tem a loja da Apple, umbilicalmente ligada ao tablet. Quer dizer, o iPad é movido a Apps (aplicativos) que fazem as coisas acontecer. Por exemplo: você quer escrever, tem que comprar um App tipo Word (o Pages), que custa tipo US$ 9,00. Baratinho como software de texto, mas vendendo 15 milhões quanto dá? A Apple fica com 30% de tudo que é vendido ali. Um negócio enorme.
A maioria dos outros tablets usa sistema Android, da Google, que também abriu sua loja de Apps. Não é a Samsung ou a HP que ganham com a venda de Apps para Android (como a Apple) mas a Google –que passa a concorrer com a Apple neste novo mercado. Ela cedeu gratuitamente sua tecnologia em alta, para os fabricantes de hardware, mas vai ganhar na venda de software e conteúdo.
A maioria dos analistas tecnológicos acha que o tablet da Apple ainda está na frente. Mas muita gente prefere o sistema Android. Eu acho que a tendência é igualar resultados, partindo da cópia que todo mundo faz do iPad. No futuro os tablets devem ficar parecidos, com poucas diferenças, como acontece com os celulares. E aí o fator preço deve fazer a diferença.
E quem ganha esta guerra? A Apple é a única que tem os dois lados do negócio. Pode fazer como a Gillette sempre fez, vende aparelho barato porque seu negócio é vender gilete. Ou como a Kodak, que vendia câmera barata porque o negócio era vender filme. Onde a Apple ganha mais?
A verdade é que os outros fabricantes (que só ganham com a venda dos aparelhos) não estão conseguindo preços iguais ao da Apple –todos são mais caros. Se eu fosse o Steve Jobs, dava uma tacada de mestre. Depois do iPad2, que leva a Apple mais para cima, lançava uma versão mais simples –e mais barata. E passava todos os outros para trás.
denunciar abuso
http://raulcruzlima.blogspot.com
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