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Internet será monitorada com mais rigor no Tibet

Por Agências

Com medo de protestos, governo chinês ordenou o endurecimento da censura da internet e de comunicações via celular

O Dalai Lama falou em uma conferência sobre medicina social e preventiva na Índia nessa terça-feira, 28. Na China, uma onda de suicídios e protestos contra o governo tem preocupado as autoridades. FOTO: Ashwini Bhatia/AP

PEQUIM – O principal dirigente chinês do Tibet instou as autoridades a controlar com mais firmeza a internet e os celulares, reportou a mídia estatal nesta quinta-feira, 1º, refletindo os temores do governo de inquietação antes da sessão anual do Legislativo.

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A decisão é a mais recente de uma série de medidas que o governo afirma ter adotado para manter a estabilidade, depois de uma onda de suicídios e protestos contra o controle chinês das áreas de população tibetana no país.

O anúncio significa que as comunicações via celular e internet serão monitoradas e censuradas com ainda mais rigor.

Chen Quanguo, que foi apontado pelo Partido Comunista chinês para governar o Tibet em agosto passado, instou as autoridades de todos os níveis a “elevar seu alerta quanto à manutenção da estabilidade”, antes da sessão anual do Congresso Nacional do Povo, de acordo com o jornal oficial Tibet Daily.

A sessão do Legislativo chinês, desprovido de poderes reais, começará na próxima segunda-feira.

“Celulares, a internet e outras medidas para a administração de novas mídias precisam ser implementadas plenamente a fim de defender o interesse público e a segurança nacional”, disse Chen.

A China adotou uma segurança mais dura naquilo que define como Região Autônoma do Tibet e em outras áreas de população tibetana no país, depois de incidentes nos quais pessoas atearam fogo a elas mesmas e de protestos contra o domínio chinês, especialmente nas províncias de Sichuan e Gansu.

Março é um período especialmente delicado para o Tibet, porque será o quinto aniversário de uma onda de tumultos violentos na região.

De março de 2011 até agora, 22 tibetanos se imolaram em protesto; acredita-se que 15 deles tenham morrido devido aos ferimentos, de acordo com grupos de defesa dos direitos humanos. A maioria desses protestos foi realizada por monges budistas.

Chen também prometeu “esmagar completamente as forças hostis”, que disse serem lideradas pelo Dalai Lama, e deu a entender que não relaxará a postura dura do governo quanto à região, imposta por seu predecessor Zhang Qingli.

/ Sui-Lee Wee (REUTERS)

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