Internet é a nova frente de batalha de Israel
- 16 de janeiro de 2012|
- 12h33|
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Por Agências
Grupo que se identificou como “Equipe de Hackers de Gaza” teria assumido ataque a site do serviço de resgate israelense
JERUSALEM – A internet se transformou na última frente de batalha de Israel. Uma série de ataques de hackers vêm acontecendo neste início de ano e as Forças Armadas já reforçaram suas unidades cibernéticas para lutar contra os piratas da rede.
Hackers atacaram o site da bolsa de valores de Tel Aviv (Tase), na segunda, 16, mas as operações não foram prejudicadas, informou uma porta-voz da instituição.
O site da El Al Airlines também caiu, mas executivos da companhia aérea nacional israelense não confirmaram ou negaram que isso tenha acontecido em função de ataques de hackers.
Ninguém assumiu a responsabilidade pelos acontecimentos.
Na sexta, 13, a imprensa do país reportou um ataque sofrido no dia anterior pelo site oficial dos Serviços de Incêndio e Resgate israelenses, assumido por um grupo que se identificou como “Equipe de Hackers de Gaza”. Os hackers mudaram a cor da página e postaram os dizeres: “Hackeamos seu site e continuaremos até que vocês sofram”.
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Embora sem consequências sérias, os ataques são os mais recentes de uma série de incidentes que estão enlouquecendo fabricantes de computadores e empresas privadas do país.
A situação levou o Exército israelense a criar unidades de elite formadas por especialistas em informática para liderar a luta contra os ataques cibernéticos, temendo que hackers de países inimigos possam pôr em xeque os serviços de segurança nacionais.
No mês passado, as Forças de Defesa de Israel recrutaram cerca de 300 jovens para enfrentar o que consideram “uma ameaça crescente”, informou nesta sexta-feira o jornal “Jerusalem Post”.
Há algum tempo, o Exército busca organizar, coordenar e reforçar as unidades para aumentar a segurança na rede, além de desenvolver novos softwares com a colaboração de empresas especialistas em tecnologia de ponta.
Outra das últimas vítimas foi, nesta mesma semana, o vice-ministro das Relações Exteriores do Estado judaico, Dani Ayalon, cuja página oficial também foi hackeada.
Pouco antes do ataque, Ayalon tinha feito duras declarações nas quais classificou os incidentes cibernéticos como “ataques terroristas” e advertiu que Israel “responderá com força aos hackers que danificarem a ‘cyber soberania’ israelense”.
“O ciberespaço parece ser o novo campo de batalha e nossos oponentes também não serão capazes de vencer nesse plano”, diz um comunicado do vice-ministro após a tentativa de invasão de seu próprio site.
A batalha na rede tornou-se mais virulenta no começo do ano, depois que um grupo de hackers da Arábia Saudita que se autodenominou “Group-XP” assumiu o roubo e a publicação dos dados de milhares de cartões de crédito israelenses.
As informações foram extraídas de um banco de dados de clientes do popular site israelense de esportes “www.one.co.il”. Além dos números dos cartões, foram divulgados seus códigos de segurança, endereços pessoais, nomes, números de telefone e de documentos de identidade dos proprietários.
Após a divulgação das informações, o Banco de Israel pediu à população que fique atenta ao uso dos cartões e que cogite cancelá-los caso suspeitem de que estejam sendo utilizadas por terceiros.
A resposta do Estado judaico não demorou a chegar e, poucos dias depois, um israelense que se identificou como Omer Cohen publicou na internet informações pessoais e detalhes de cartões de crédito de centenas de cidadãos sauditas.
O professor Gabriel Weimann, da Universidade de Haifa e supervisor do uso da internet por parte de movimentos e países inimigos, adverte que hackers que invadem bancos de dados não são mais que “a ponta do iceberg da atividade terrorista na rede” e assinala que as organizações armadas estão se concentrando no uso das redes sociais.
O Facebook é uma excelente ferramenta para que qualquer pessoa, criando um perfil falso, possa obter informações de grupos de israelenses, indica Weimann, que afirma que a milícia xiita libanesa Hezbollah está obtendo desse modo dados dos jovens israelenses que prestam o serviço militar.
/ Reuters e EFE
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