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Sábado, 20 de Dezembro de 2014

02 de julho de 2014 15h51

Internet das coisas pode tornar mapa de Harry Potter real

Estudo da Universidade da Virginia tenta criar sistemas para identificação de tarefas em casa inteligente, como acontece no Mapa do Maroto da saga de J.K. Rowling

Por Bruno Capelas

Geladeira conectada já é uma realidade, mas a internet das coisas pode muito mais. FOTO: Reprodução

SÃO PAULO – “Quem deixou a luz acesa?”. “Quem esqueceu a torneira pia aberta?”. “Quem não fechou a porta da geladeira direito?”. Quantas vezes você já ouviu em casa perguntas como essas, sem conseguir ter respostas concretas? Isso pode acabar, graças a um sistema que está sendo desenvolvido pela Universidade da Virginia, nos EUA, em um experimento liderado pelo professor Karim Whitehouse, baseado na internet das coisas e no ideal de uma casa conectada.

A ideia é simples: Whitehouse conectou quatro casas em Charlottesville, no estado da Virginia, com sensores que mostram que pessoas entraram em cada cômodo, e quais as tarefas e dispositivos caseiros mais utilizados por cada uma delas. Os dados serão armazenados na nuvem e poderão ser encontrados em um novo app, que será chamado de “Marauder’s Map” – em tradução literal, Mapa do Maroto.

O nome faz referência a uma das ferramentas mais curiosas da série de livros do bruxo Harry Potter: o Mapa do Maroto era um mapa de verdade que mostrava o castelo de Hogwarts, a escola onde Potter estudava, e a movimentação de quem estivesse perambulando por ele e o que estava fazendo. O sistema de Whitehouse, entretanto, não é feitiçaria, mas sim tecnologia.

Sensores inteligentes não são necessariamente uma novidade – Google e Apple são empresas que já tem produtos nessa linha – mas o sistema de Whitehouse se destaca por suas capacidades pouco intrusivas. Para saber quem entrou em uma sala, os sensores medem apenas a altura da pessoa, e outros sensores customizados espalhados pela casa, pelo sistema de água e de energia, conseguem captar o que cada um está fazendo.

“Hoje, os sensores estão pensando já em aplicações, luzes e dispositivos caseiros, mas não sobre as pessoas. Podemos criar algo novo e que entenda as pessoas de cada casa, inspirando uma nova geração de produtos e tecnologias”, disse ele à revista americana Fast Company.

O objetivo do sistema, diz ele, é fazer as pessoas entenderem o que acontece em suas residências, e tomarem melhores decisões sobre consumo de energia. Isso sem falar em benefícios marginais, como bons sistemas de segurança e sensores. “Afinal, um sensor que sabe quem entrou em casa pode alertar os donos da casa para um ladrão”, declarou o professor.