Iniciativa quer reduzir o preço dos jogos no Brasil
- 30 de janeiro de 2011|
- 15h00|
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Por Carla Peralva
É caro comprar jogos no Brasil. Muitas vezes, é mais barato – e rápido, já que lançamentos demoram a chegar aqui – comprar no exterior e esperar o DVD chegar ou usar sites de download.
O projeto Jogo Justo, lançado por empresários do ramo em julho de 2010, quer mudar isso. Como? Reduzindo para 15% os impostos de games, consoles e acessórios, que chegam a 80% sobre o valor do produto importado, segundo Moacyr Alves, empresário que idealizou o movimento. Para isso, segundo Alves, o primeiro passo é conseguir que os jogos sejam considerados produtos de cultura, e não jogos de azar, como são encarados, hoje, pelas normas tributárias.
Para divulgar o projeto e atrair adeptos, o sábado passado, 29, foi marcado como o Dia do Jogo Justo. No dia, foi lançada a Associação Comercial, Industrial e Cultural dos Videogames (Acigames), formada por diversos profissionais envolvidos com games. Alves será o presidente e conta que a ideia é regulamentar o mercado, incentivar o empreendedorismo e lutar por melhorias no setor. Os impostos são apenas o primeiro passo.
E são um passo bem difícil. De acordo com Bruno Drago, diretor jurídico da Acigames, instâncias federais e estaduais estão envolvidas nas taxações que incidem sobre os jogos. Por isso, uma série de medidas frente à Receita Federal serão necessárias para que os impostos diminuam. “A maior dificuldade é fazer que governos estadual e federal trabalhem juntos, com a mesma agenda”, diz Drago.
Marcos Khalil, sócio-fundador da UZ Games e vice-presidente da Acigames, espera que, com a queda dos impostos, o mercado de games no Brasil cresça dez vezes em dois anos. Ele acredita que produtos originais entrando legalmente e com preço acessível no País ajudarão a diminuir o contrabando e a pirataria de jogos e até aumentarão a arrecadação tributária. “O governo vai arrecadar menos de uma fatia maior do mercado”, afirma.
Para Alves, uma vez que o mercado brasileiro for aquecido e grandes produtoras internacionais de games se estabeleçam aqui, a mão de obra brasileira especialidade no ramo que, hoje, foge para o exterior por falta de oportunidade, será absorvida. Isso incentivaria a criação de novas empresas e a formação de mais profissionais criativos.
O Dia do Jogo Justo contou com palestras em São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Brasília. Além disso, empresas adeptas ao projeto venderam mais de 70 mil peças de jogos pelo preço que teriam se os impostos fossem diminuídos. Games como o Pro Evolution Soccer 2011 para Xbox 360, normalmente vendidos por R$ 200, estavam a venda por R$ 100.
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Leia mais:
• Personal Nerd: Compre games de PC via download
• ‘Link’ no papel – 31/01/2011
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30/01/2011 - 18:52 Enviado por: finha
que noticia agradavel! tudo o que faltava na minha sexta basica!
denunciar abuso -
30/01/2011 - 20:51 Enviado por: Valloy
E Brasil. Jogo de azar? Emprega profissionais das mais variadas áreas, como programadores, desenvolvedores, músicos e artistas.
Todos temos culpa, nunca procuramos saber o porquê das coisas.
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31/01/2011 - 17:31 Enviado por: kello
Azar é morar neste país? Será que em dez anos conseguirão diminuir a tributação? Quem vicer verá!
denunciar abuso -
02/02/2011 - 23:08 Enviado por: Rubens Brilhante
Só muda com iniciativa privada.
denunciar abuso
Infelizmente no nosso pais se divertir com games é visto como coisa de criança.
Um pensamento primitivo que mostra a falta de preparo dos nossos representantes.
E ainda taxam como jogos de azar.
Azar é termos uma população que vota por brincadeira.
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