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Sábado, 29 de Novembro de 2014

20 de agosto de 2014 19h44

Impressoras 3D devem levar até 10 anos para se popularizarem

Previsão da Gartner é de que esses produtos levem de 5 a 10 anos para chegar ao grande público consumidor; preço é uma das razões

Por Murilo Roncolato

Uma impressora MakerBot custa não menos que US$ 2 mil. FOTO: Creative Tools/Flickr/CC BY 2.0

SÃO PAULO – Impressão 3D se tornou alvo das mais altas expectativas de quem pensa e discute inovação, criatividade, rumos da indústria ou só é pirado com novas tecnologias. Ela é a principal razão de ex-editor da Wired Chris Anderson cravar uma nova revolução industrial, ao considerar que o impacto das impressoras seria maior do que o da web. A má notícia é que, segundo a Gartner, ele não é tão para já assim.

Segundo a empresa de pesquisas, as aplicações de impressoras 3D ainda vão se popularizar na indústria e na medicina antes de chegar de vez – e de forma massiva – aos consumidores comuns, o que deve acontecer em até 10 anos.

“Impressoras 3D para consumidores estão a 5 ou 10 anos de adoção ‘mainstream’”, diz o vice-presidente de pesquisa da Gartner, Pete Basiliere.

“Hoje, aproximadamente 40 fabricantes vendem impressoras 3D mais comumente utilizada por empresas, e mais de 200 startups ao redor do mundo desenvolvem e vendem impressoras 3D voltadas para o público consumidor, com preços em torno de algumas centenas de dólares”, diz Basiliere. Modelos como Printrbot, UP! Mini, Cubify e modelos de RepRap têm seus preços entre US$ 350 e US$ 910 – embora outros mais conhecidos, como as MakerBot passem dos US$ 2 mil.

“No entanto, até este preço é muito alto para o grande público consumidor hoje, mesmo considerando o amplo conhecimento [das pessoas] sobre a tecnologia e o interesse da mídia.”

No gráfico, a Gartner relaciona o que chama de “ciclo do hype” sobre impressão 3D em 2014. No topo, impressoras 3D industriais, aplicações na medicina, para o consumidor comum, ou em etapas de produção em fábricas. Dessas, só o uso medicinal é previsto para acontecer de fato em menos de 5 anos (mas não antes de dois).

Além deles, a curto prazo deverão ser mais comuns o uso de scanners 3D (para capturar o formato 3D de objetos antes de mandá-lo para a impressão), oferta de serviços em impressão 3D. Em menos de dois anos, apenas o uso de impressão 3D para o desenvolvimento de protótipos a baixo custo.

Os itens de grande expectativa que levarão mais de 10 anos para vermos entre nós são apenas dois: o uso comum de impressoras 3D em salas de aula e a prática de impressão 3D “macro”, de grandes objetos, como casas ou aviões.

Para saber mais sobre a pesquisa e sobre o “ciclo do hype” leia a coluna do Renato Cruz desta semana “Para acreditar no ‘hype’”.