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Hackers roubam dados de site da ONU

Por Redação Link

Por Gustavo Chacra
CORRESPONDENTE
* Do caderno ‘Internacional’ nesta sexta-feira, 2. 

NOVA YORK - Hackers-ativistas invadiram o site do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e divulgaram centenas de senhas de e-mails de funcionários da organização em um dos mais graves ataques cibernéticos da história da entidade. Denominado Team Poison, o grupo também publicou uma mensagem acusando as Nações Unidas de corrupção, fraude e atrocidades.

Site do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). FOTO: REPRODUÇÃO

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Especialistas em segurança cibernética disseram que os hackers são sofisticados e não descartavam até mesmo o envolvimento de países ou outras organizações na operação. Recentemente, um outro grupo conhecido como Anonymous, aliado do Team Poison, também atacou governos e entidades internacionais.

Os hackers, na mensagem colocada no site, também responsabilizaram a ONU por supostas atrocidades em Darfur, Ruanda, ex-Iugoslávia e Israel.

“Um Senado para a corrupção global, as Nações Unidas facilitam a introdução de uma nova ordem mundial e um governo mundial”, disse o grupo no comunicado postado na internet. Segundo o Team Poison, “a ONU se tornou um monstro que preciso ser controlado. É uma fraude”.

A ONU afirmou que as informações divulgadas pelos hackers seriam antigas e sem importâncias. “Nenhuma das senhas está ativa”, disse Sausan Ghocheh, porta-voz da UNDP. Porém os especialistas em segurança cibernética discordam. Eles diziam ontem que os dados são recentes.

Mais grave, em vídeo no YouTube, os hackers exibem até mesmo dados da vida pessoal de alguns membros do Pnud. Informações detalhadas de contas da Organização Mundial de Saúde também foram atacadas pelo Team Poison. No twitter, os hackers afirmaram que podem divulgar “e-mails comprometores” da ONU, da BBC e da Fox News.

Nesta semana, os hackers do Team Poison e do Anonymous anunciaram que juntarão forças para atacar o sistema financeiro na “Operação Robin Hood”. Eles pretendem invadir os dados de contas de banqueiros e transferir os fundos para movimentos como o Ocupe Wall Street.

O governo americano considera o combate a estes hackers uma prioridade. Uma espécie de Exército cibernético está sendo treinado pelo Pentágono para enfrentar os ataques não apenas destes grupos, como também de nações estrangeiras. Há suspeitas de que chineses, russos e iranianos tenham tentado realizar ações contra sites do governo americano. Ao mesmo tempo, instalações nucleares iranianas teriam sido alvejadas por um vírus atribuído aos serviços de inteligência de Israel e dos EUA.

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