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Google prega ‘revolução dos smartphones’

Por Camilo Rocha

Eric Schmidt chama a internet de ‘consciência global’ e diz que smartphones ajudarão a romper a desigualdade digital

BARCELONA - ”Ainda haverá elites. Mas haverá um nivelamento. Os fracos serão fortes e aqueles sem nada terão alguma coisa”; “Precisamos agir agora para evitar um sistema de castas”; “A revolução será universal.” Tiradas assim de contexto, as frases parecem ser de algum líder político insurgindo a massa oprimida contra o sistema. Mas fazem parte do discurso de Eric Schmidt,  presidente do conselho e ex-CEO do Google, realizado nesta terça, 29, no Mobile World Congress, em Barcelona.

‘Se o Google fizer tudo certo, haverá um Android em cada bolso’, disse Eric Schmidt em palestra em Barcelona. FOTO:Manu Fernandez/ AP

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E como se dá a revolução pregada pelo executivo de uma das maiores corporações do mundo digital? “Smartphones”, disse ele.

Não lhe faltam exemplos. Schmidt falou da Primavera Árabe e da situação na Síria. Graças ao mundo conectado, à “consciência global” que, segundo ele, é a internet, “será impossível ignorar o sofrimento. Pense nas fotos que estão todo dia saindo da Síria”.

Mas o recado não é só para regimes tirânicos do Oriente Médio. É também para gente em casa, como o lobby dos projetos de lei Stop Online Piracy Act (Sopa) e Protect IP Act (Pipa). “Existem aqueles que criam e aqueles que compram. Aqueles que compram as criações dos outros. Mas eles serão consumidores educados, apoiando as criações dos 10%. Eles defenderão a rede contra ataques.”

O executivo explica como estamos no começo de um processo. “Fazendo as contas, telefones que custam US$ 400 vão custar US$ 20 daqui a 12 anos e se o Google fizer tudo certo, haverá um Android em cada bolso.”

O tema da superação da “desigualdade digital” se alinha com o que foi dito na conferência da Nokia no primeiro dia. Ao apresentar os telefones da linha Asha, para mercados emergentes, a empresa falou em conectar “o próximo bilhão de pessoas à internet”.

Recorde de ativações. O sistema operacional Android, cujo estande foca em aplicativos em totens com os nomes de vários deles, teve um dia de boas notícias nesse sentido. Foi anunciado nesta terça que o número de ativações diárias de aparelhos com Android chegou a 850 mil por dia (celular e tablet), um aumento de 250% em relação ao ano passado.

Hugo Barra, o brasileiro diretor de produtos do Android, que participou de uma parte da palestra de Schmidt, disse mais cedo que pelo menos metade dos aplicativos no Android Market serão voltados para tablets.

Depois, respondendo a perguntas dos jornalistas, Schmidt falou sobre a personalização cada vez mais da busca do Google, fugindo do padrão atual de resultados de “dez links”. Sobre a invasão da privacidade que isso poderia representar, ao armazenar informações do usuário, o executivo lembrou que tudo é opcional. “Você sempre poderá usar o Google de maneira anônima, termos muitas maneiras de fazer isso.”

Premiação. Mais cedo, a organização do congresso, a GSMA, anunciou os ganhadores da 17ª edição do prêmio anual da mobilidade, o Global Mobile Awards. Entre os vencedores estão a Rovio com o jogo Angry Birds (melhor aplicativo móvel para consumidores), o Google Maps para Android (melhor serviço móvel para o consumidor), a Samsung (melhor smartphone, com o Galaxy S II, e melhor fabricante de aparelho), o telefone C3-00, da Nokia (melhor telefone “de entrada” ou “feature phone”) e a Apple, com o iPad 2 (“melhor tablet”).

* O repórter viaja a convite da Nokia.

+ Acompanhe a cobertura completa do Mobile World Congress 2012

2 Comentários
  • 28/02/2012 - 22:24
    Enviado por: americo

    Varias formas de usar o Google de maneira anonima? Ah ah ah. Diz-me, ensina-nos uma! Voces nao querem isso.

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  • 04/03/2012 - 12:08
    Enviado por: jarbas

    boa materia.

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