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Google eólico

Por Agências

O Google acertou a compra de 37,5% das ações de um projeto de construção de um parque eólico que se estenderá pela costa atlântica (leste) dos Estados Unidos, por um custo total de US$ 5 bilhões.

É o que indica no blog oficial da empresa o diretor de operações comerciais “verdes”, Rick Needham, que definiu o investimento como “um bom negócio que é bom para o meio ambiente ao mesmo tempo”, e disse esperar um “retorno financeiro sólido”.

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O custo total do projeto, que começará em 2016 e terá um primeiro estudo de viabilidade em 2013, será de US$ 5 bilhões, mas o Google não firmou qual será a parte exata da contribuição da empresa.

Para a primeira fase, com custo de US$ 1,8 bilhões, o Google vai fazer um investimento inicial de US$ 200 milhões, segundo o jornal New York Times, que cita a empresa que lidera o projeto, a Trans-Elect Development.

A ambiciosa rede eólica, chamada de Conexão Eólica do Atlântico (AWC, na sigla em inglês), se estenderá por 563 quilômetros da costa leste, entre os Estados de Nova Jersey e Virginia, e será capaz de produzir até 6 mil megawatts de potência.

“Isso equivale a 60% da energia eólica produzida em todo o país no ano passado e é suficiente para abastecer cerca de 1,9 milhões de residências”, disse Needham.

A ideia é aproveitar os fortes ventos da região com torres eólicas que podem ser “tão potentes quanto cinco reatores nucleares”. As turbinas serão instaladas sobre as águas do Oceano Atlântico, nas regiões onde a profundidade é menor.

Needham afirmou que o investimento “é uma oportunidade para fazer esta indústria decolar” nos Estados Unidos, que tem avançado nos últimos anos em ritmo chinês, e para “ajudar os Estados do Atlântico a cumprir com suas metas sobre energias renováveis”.

O Google, que já investiu em outras ocasiões em projetos para aumentar a produção de energia eólica, termo-solar e geotérmica, terá 37,5% das ações do projeto, a mesma proporção que a Good Energies, empresa especializada em energia renovável.

Mas é provável que sua participação seja reduzia à medida em que novos investidores entrem no negócio, segundo o NewYork Times.

A empresa japonesa Marubeni Corporation, que terá 10% das ações, também será um importante investidor do projeto, cuja primeira fase ficará pronta depois de 2021.

/ EFE

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