Faz tudo
- 15 de agosto de 2010|
- 19h55|
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Por Fernando Martines
Preço, design, potência do hardware, número de megapixels da câmera. São muitos os fatores que influenciam a compra de um celular. Mas é questão de tempo para que isso se torne um detalhe – e mais importante será saber quais aplicativos são compatíveis com o aparelho a ser adquirido.
Programas feitos para serem rodados no sistema operacional do celular, os aplicativos não fazem parte da realidade da maioria das pessoas que usam celular, mas isso deve mudar em breve. Eles são consequência da transformação do telefone móvel em computador portátil.
E, junto da ascensão desses programas, entra em cena um novo personagem: o desenvolvedor de aplicativos. Profissão que nem sequer existia há cinco anos, ela surge agora como filão de mercado – e mesmo que o Brasil tenha 350 mil pessoas usando iPhone, e o Android ainda esteja se estabelecendo no País, há uma tendência clara. E esse mercado ainda começa a dar seus primeiros passos.
Por aqui, o que tem se sobressaído é o desenvolvimento de aplicativos para grandes marcas e empresas. Mas se esse movimento faz que o mercado exista no País, ele também empobrece a criatividade da produção, já que esses profissionais trabalham não em projetos próprios, mas sim no de terceiros.
“A base de iPhones está crescendo a cada dia, e com isso o número de downloads também”, explica Breno Masi, sócio-fundador da Finger Tips, que desenvolve esse tipo de programa. “Mas ainda não é o suficiente para manter toda uma estrutura de empresa, o investimento inicial é muito alto.”
Masi explica porque o trabalho para marcas, foco de sua empresa, é tão atraente. “É um marketing que a empresa não impõe. O nosso aplicativo do Brasileirão tem a marca da Petrobrás e a média de uso dele por quem o baixou é de 15 minutos diários. São 15 minutos que, por vontade própria, a pessoa vai ter contato com a empresa. Isso é muito forte.”
Paulo Câmara, diretor de mobilidade da Ci&T, que também produz aplicativos, vê uma mina de ouro nessa relação entre clientes e marcas via aplicativos. A empresa presta serviços de tecnologia da informação, mas, desde o final do ano passado, resolveu entrar nesse mercado emergente, com investimento inicial de R$ 3 milhões: “Queremos desenvolver para marcas, pois elas sabem que dessa forma vão conversar diretamente com o público A e B”, conta Câmara.
Outra opção é apostar na publicidade. Foi o que fez o site Apontador. “Procuramos fazer aplicativos úteis e que sejam muito baixados e ganhamos vinculando publicidade a eles”, explica Rafael Siqueira, diretor da empresa. O carro-chefe é o Apontador Trânsito, que informa em tempo real como está o tráfego na cidade e já teve 90 mil downloads. “O Apontador Trânsito ganha ao expor a publicidade e se aperfeiçoa ao conseguir informações do usuários ”, explica Siqueira.
Já a Uplay, empresa que produz conteúdo para celulares desde 2006, aposta na quantidade como diferencial e se associou a operadoras para isso. “Investimos muito em fazer aplicativos para as lojas das operadoras de telefonia. Assim nosso mercado se expande muito”, afirma Adriano Rayol, diretor e fundador da empresa. Em 2009, a empresa gerou um volume de 3 milhões de downloads, e uma receita de R$ 12 milhões, valor que corresponde a pouco mais de 0,1% dos US$ 4,2 bilhões movimentados na loja da Apple com as vendas de aplicativos para o iPhone.
Se no geral os desenvolvedores ainda dependem de trabalhar para marcas e de publicidade, já existem algumas exceções. É o caso de Renato Pessanha, analista de sistemas que mora em Sorocaba, interior de São Paulo, e que nas horas vagas desenvolve aplicativos para iPhone. Dos mais de 240 mil programas disponíveis na App Store, 30 são de Renato. Um deles, o Forca, é pago e ficou entre os mais baixados no Brasil, México e Itália, atingindo boa colocação até mesmo nos Estados Unidos.
“Demorei quatro ou cinco dias para fazer o Forca e o lancei há um ano e oito meses e ele ainda está entre os 30 mais vendidos do País. Ganho mais dinheiro com a venda de aplicativos do que com meu emprego”, conta o desenvolvedor. O que falta então para transformar o hobby em profissão? “Na verdade, nada. Mas tenho medo que esse mercado mude completamente, por isso não confio”, explica.
Todos concordam num ponto: o Brasil ainda não é um mercado certeiro devido à instabilidade e lentidão da internet móvel e ao alto preço dos aparelhos. “Com um 3G decente e preços de smartphones compatíveis com os lá de fora, esse mercado vai explodir”, prevê, confiante, Masi, da Finger Tips. “É como no início da internet: todos sabiam que era importante ter um site, mesmo sem saber o porquê. Em um futuro breve, todos terão de estar presentes nos smartphones por meio de aplicativos, desde o maior banco do País até a padaria da esquina.”
Só então, programadores independentes como Pessanha poderão largar seus empregos e passar as tardes desenvolvendo seus próprios projetos – e ganhando por isso.
Aplicativos para tudo
Livros
MARVEL COMICS: Quadrinhos no iPhone
ALDIKO: Para baixar e ler livros no Android
iBOOKS: Navega pela loja de e-books da Apple
KINDLE: Amazon para Android e iPhone
Banco
BRADESCO: Realidade aumentada localiza agências
ITAÚ: Acha agências
e caixas pelo GPS
ATM HUNTER: Para iPhone, acha caixas eletrônicos Mastercard
Redes sociais
SKYPE: Recebe chamadas via VoIP
FACEBOOK: Gratuito
para clientes da Tim
FOURSQUARE: Geolocalização no Android e no iPhone
Música
MIDOMI: Busca músicas
por reconhecimento
de áudio e voz
GROOVESHARK: Cria biblioteca e playlists
iORGEL: Uma caixinha
de música dentro do
iPhone, gratuito
Mapas
GOOGLE MAPS: Traça rotas e mostra linhas de transporte público
APONTADOR: Informações atualizadas a cada 15 minutos
TOMTOM: Sistema de GPS gratuito
TV
JUSTIN.TV: Vídeos em streaming ao vivo, grátis
NET.TV: Programação ao vivo dos diversos canais da rede, gratuito
BBC WORLD NEWS LIVE: Notícias no
iPhone, US$ 3,99
Games
THE SIMS 3: Crie e cuide de seu avatar, gratuito para iPhone e Android
JEWELS: Gratuito para Android, é um misto de tetris com quebra-cabeça
MEGA JUMP: Arremesso de sapo
no iPhone
Metereologia
WEATHER CHANNEL: Previsões a cada hora para iPhone e Android
THUNDER AND LIGHTNING: Clique ao ver um raio e saiba a distância da tempestade, para iPhone
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16/08/2010 - 09:45 Enviado por: Mauricio
Tá na hora de focar mais no que realmente o povo brasileiro utiliza.
denunciar abuso
A mídia em geral trata o iphone e todos os “i-algumacoisa” como objetos perfeitos e maravilhosos, mas no entanto são produtos cheio de defeitos (vide antena do iphone), produzidos por verdadeiros escravos chineses e criados por um megalomaníaco que se acha Deus.
Além disso,tratam-se de equipamentos que pouquíssimos utilizam no Brasil. São aparelhos caríssimos, cujo uso é de poucos, a maioria jovens da classe alta e profissionais de mídia, conhecidos admiradores da marca Apple, inclusive os computadores e notebooks da empresa, e com isso manipulam a mídia em geral vangloriando os produtos da marca.
Questiono aqui a demanda desses produtos no país em relação às outras marcas. Em recente pesquisa, verificou-se que o Symbian ainda é o número 1 do país com margem muito, muito grande. O Android, utilizado agora por diversas empresas, vem correndo atráz, e os aparelhos da Apple, estão muito longe no mercado brasileiro.
Então por favor, parem de utilizar-se de dados norte-americanos e mostrem utilizade para nosso país.-
16/08/2010 - 19:02 Enviado por: Martim
Concordo Plenamente com o Mauricio, a imprensa só fala de apple, no brasil é muito rara uso desses aparelhos carissimos, nem imagino ver um Ipad no Busão quando vou trabalhar.
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16/08/2010 - 17:54 Enviado por: André Montoro
Onde encontro a “net.tv”, onde é o endereço na web????
denunciar abuso
Obrigado
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