Entidade pede incentivo para games brasileiros
- 25 de fevereiro de 2011|
- 18h49|
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Por Murilo Roncolato

A partir da esquerda: Moacyr Alves Jr., Mitikazu Lisboa; Pedro Franceschi; Adolfo Melito; Emiliano de Castro; André Forastieri e Fábio Feldman no evento na Fecomercio. FOTO: Divulgação
A maior entidade representativa da classe comercial de São Paulo enviará uma carta ao Ministério de Ciência e Tecnologia e passará a pressionar governo federal a fim de buscar incentivos e capacitação para a indústria de jogos eletrônicos no país. Atualmente, o mercado de games gera R$ 300 milhões para as empresas brasileiras. A perspectiva é de que esse número salte para R$ 3 bilhões até 2016.
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A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio) se uniu às principais produtoras e entidades representativas das empresas do setor de entretenimento eletrônico e definiu uma carta sugerindo ações que o executivo deveria tomar para alavancar o setor no Brasil.
“Vamos falar a verdade, o mercado no Brasil não existe”, disse Adolfo Melito, um dos assinantes da carta e presidente do conselho de Economia Criativa da Fecomercio. O conselheiro acrescenta ainda que o número brasileiro de R$ 300 milhões se torna pífio quando comparado ao dos Estados Unidos. “O mercado de games no mundo gera US$ 30 bilhões, os Estados Unidos sozinho detém metade desse bolo”, aponta.
Segundo ele, as entidades pressionarão o governo sob três aspectos: capacitação profissional, combate à pirataria e diminuição no custo de contratação de trabalhadores.
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“Além da desoneração da folha de pagamento”, diz Melito, “é urgente a renúncia fiscal: tem que tirar IPI, PIS e COFINS e incluir a categoria no Finep”. A Federação paulista se uniu a grupos como Abragames (Associação Brasileira de Desenvolvedores de Jogos Eletrônicos) e Acigames (Associação Comercial, Industrial e Cultural de Games), esta responsável pela bandeira do Jogo Justo, iniciativa que briga pela redução dos impostos sobre jogos eletrônicos de 80% para 15%.
O conselheiro da Fecomercio diz ainda que é urgente ações contra pirataria, já que, segundo a Abragames, 94% dos jogos para computador e videogames (consoles) são adquiridos ilegalmente. “Se as empresas tiverem que gastar dinheiro para evitar isso, não vai haver dinheiro para desenvolvimento”, opina.
O diálogo entre o setor e o Ministério de Ciência e Tecnologia já existe desde o início de fevereiro, sendo a carta mais um elemento técnico e formal da discussão. Ela será levada ao ministro Aloizio Mercadante na próxima semana, entre os dias 1 e 2 de março.
“A gente não vai dar espaço para isso ficar lá três anos sem ninguém fazer nada. Se algo não puder ser feito em 6 meses, é muita incompetência. Nós estamos colocando a bola na frente do gol, só falta o Ministério botar para dentro”, brinca Melito.
Mercado
Durante evento ocorrido na Fecomercio nesta sexta-feira, 25, intitulado “O Mercado de Games e Aplicativos no Brasil”, o presidente da Abragames, Emiliano de Castro, ilustrou o potencial do setor comparando-o com outras áreas do mercado de entretenimento. Como exemplo citou que, no cinema, o filme Lua Nova chegou a 73 milhões de dólares em 24 horas; na literatura, o livro Harry Potter e as Relíquias da Morte bateu 220 milhões de dólares; e no setor de games, Call of Duty Modern Warfare 2 atingiu 400 milhões de dólares em um dia”.
“O faturamento de games já superou a indústria de cinema, isso não é surpresa, incrível é a gente ainda se impressionar com esses dados no Brasil”, diz Castro. Ele ainda aponta que no Brasil falta uma “cultura de jogos”, o que gera debates “pobres e mal informados” sobre games, sempre relacionando-os com violência e jogos de azar.
Outra deficiência apontada pelos representantes do mercado é a falta de capacitação dos profissionais. Mitikazu Lisboa, diretor da Hive Games, reclama que os aspirantes possuem apenas ideias, mas não têm conhecimento técnico em design, simulação, 3D, programação ou visão de mercado. Segundo Lisboa, há 15 vagas na Hive que eles não conseguem preencher.
A Hive Games possui o maior faturamento dentre as empresas de games no Brasil. O lucrou no ano passado foi de cerca de R$ 8 milhões, mais do que o dobro em relação aos R$ 3,9 milhões de 2009. Mitikazu aponta que uma enorme possibilidade no gênero é o de publicidade dentro do ambiente virtual dos jogos ou in-game advertising. A previsão é de que esse nicho gire US$ 1 bilhão no mundo em 2011.
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25/02/2011 - 19:53 Enviado por: Vitor Soares
Iniciativas como essa são o que faltam para ajudar a tirar um preconceito terrível com o videogame e colocar nele impostos absurdos só por ser “um produto eletrônico” que “vem de fora”. Ele precisa ser visto como produto cultural. Diminuindo os custos, todos compraremos mais e incentivaremos ainda mais o crescimento das empresas. Existem diversos jogos que eu sou fã e, infelizmente, fui obrigado a comprar de maneiras alternativas, sem dar o devido apoio à empresa que criou.
Ainda bem que existem sites como Steam, que me ajudam a ter jogos legalmente de uma forma não tão cara.
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25/02/2011 - 20:00 Enviado por: Tondinelli
O grande problema hoje em dia, é que como dito na matéria acima, os impostos sobre os games são quase o dobro do valor real do game que estamos comprando, sendo que não é necessário todo esse montante de impostos sobre o produto.
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As pessoas acabam comprando o produto pirata para economizar, já que a maioria das pessoas não possui dinheiro para bancar jogos de 160~300 reais, como tem alguns por ai. Principalmente os consoles, que em dólar não passam dos 300, no Brasil passa dos 1200 reais. O que é um absurdo tremendo!
Precisamos renovar essa constituição que caracteriza video-games como jogos de azar e diminuir esse montante de impostos sobre os games, que é uma fatia do mercado que o governo perde à toa. -
26/02/2011 - 11:34 Enviado por: Diego Souza
Não podemos argumentar a pirataria aqui no Brasil, sem de ante mão, fazer uma redução drástica nos impostos como um todo, pois, caso o Brasil, não querer seguir o exemplo da Sony, que lança o produto cerca de 4 a 6 anos depois, e joga toda a responsabilidade para o Governo ( o que não é errado ); O que ocorre no Brasil, seria a total marginalização deste conceito, taxando os usuários de pirateiros, pois, como você quer mudar algo, primeiro incentive de forma correto e com possibilidades, o mercado como um todo, pois para Resumir, o Errado do Brasil é que, não se aquece o mercado, ou seja, novamente a dita frase filosófica Brasileira ” Bate primeiro e pergunta depois ”, e cá para nós se pelo menos a metade das pessoas que querem combater a pirataria, tivessem a mentalidade do Senhor Adolfo Melito hein………, a realidade seria outra aqui no Brasil, bem melhor diga-se de passagem, e acrescentando, externo a ,colocação aos governantes !!!!
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26/02/2011 - 14:48 Enviado por: Henrique
É disso que o país precisa! Incentivo a compra de mercadorias e não a proteção extrema dos produtos nacionais, falidos ou inexistentes.
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O combate a pirataria é um ponto de extrema importância a ser levado em consideração.
Parabéns a todos e ao estadão, por dar a apôio a essa causa nobre. -
26/02/2011 - 23:50 Enviado por: glauco
Se um pirata ou um pessoa que quer compartilhar fazem isso em casa pq não fabricam os dvd com o software aqui no Brasil como antigamente era feito com os cartuchos ? Durante mais de dez anos vale lembrar que maioria de industrias de vg não estão enm aí para o mercado brasileiro, sem assistencia tecnica e sem reconhecimento oficial de seus produtos aqui, mudou um pouco isso de uns tempos para hoje.
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Vejo muita má vontade destas empresas de consoles e de jogos que preferem importar do que fabricar aqui capacidade idustrial temos. -
27/02/2011 - 03:52 Enviado por: Dãngylle Rodrigues /DF
MEUS CAROS, VEJAM: A EMPRESA BRASILEIRA QUE MAIS LUCROU NO ANO PASSADO ARRECADOU SÓ R$8000000,00 DE REAIS, SENDO QUE TEM EMPRESAS AMERICANAS QUE GASTAM ATÉ MAIS DO QUE ISSO SÓ PARA DESENVOLVER UM JOGO. SE BEM QUE ANALISANDO MELHOR É ATÉ UM ÓÓÓÓÓÓTIMO RESULTADO SE LEVANDO EM CONTA QUE BRASILEIRO ADORA COMPRAR PRODUTO PIRATA DE TUDO QUANTO É TIPO E ISSO É TUDO CULPA DOS NOSSOS GOVERNANTES, QUE POR SUA VEZ SÃO ELEITOS POR NÓS MESMOS, O QUE NOS TORNAM OS CULPADOS NO FIM DA HISTÓRIA. IMAGINA SÓ PAGAR R$8,00 DE IMPOSTO NUM GAME QUE CUSTA R$10,00??!! DIGAM-ME: QUAL É O IDIOTA QUE VAI FAZER ISSO? PREFIRO SAIR DA MINHA CASA, PEGAR UM BAÚ NA RUDOVIA QUE FICA A 10 MINUTOS A PÉ, PAGAR R$1,5 DE TARIFA PRA IR PRA FEIRA E COMPRAR UM CD COM QUALQUER JOGO QUE CUSTE ENTRE R$5,00 E 20,00 REAIS, PAGAR R$1,5 PRA VOLTAR E COMEÇAR A JOGAR DO QUE IR A UMA LOJA E GASTAR R$160,00, EM MÉDIA.
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INFELIZMENTE A EMPRESA QUE DESENVOLVEU O JOGO NÃO VAI TER O RECONHECIMENTO (R$) MERECIDO PELO MESMO, MAS EU É QUE NÃO VOU PAGAR ESSA PERCENTAGEM DE IMPOSTO PARA OS NOSSOS POLÍTICOS ESBAMJAREM DINHEIRO NAS CUECAS, MEIAS, MELAS E OUTROS BURACOS, NEM QUE EU SEJA PREZO!!
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