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Eleições no Irã e o Twitter: usando mídias sociais a favor da democracia

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O usuário /arasmus, do Flickr, tem outras fotos de manifestações em Teerã

O Twitter tem sido a principal ferramenta dos iranianos na organização de protestos contra a eleição de Ahmadinejad, que os opositores alegam ter sido possível só através de fraude. A principal tag da cobertura é #iranelection, apesar de ela já estar sendo monitorada pelas forças do governo.

Além de comunicação entre si e com o mundo (já que a imprensa por lá também está sendo censurada), os iranianos também estão usando o Twitter para divulgar links para Flickrs com fotos dos confrontos entre as forças nacionais e os oposicionistas. Como o Rafael contou por aqui na segunda, o site chegou até a adiar uma manutenção pré-programada para não atrapalhar a coordenação das atividades dos manifestantes.

Para se esconder dos censores, os iranianos solicitaram aos ‘twitteiros’ ao redor do mundo que mudassem sua nacionalidade e fuso horário para Teerã, +3:30 GMT – e foram atendidos. Agora, as forças de segurança do Irã, que estavam monitorando Twitters originais daquele país, terão muito mais dificuldade de encontrar os verdadeiros iranianos no meio de tantos.

Nesta terça, o boingboing publicou um guia sobre como efetivamente ajudar os manifestantes via Twitter do Irã, que contém dicas preciosas para proteger a integridade das pessoas que estão arriscando as vidas pra noticiar algo que o governo Ahmadinejad gostaria que permanecesse oculto.

O governo, em represália aos protestos que começaram depois das eleições, no domingo, bloqueou o acesso à maioria das redes sociais – incluindo o Twitter, Facebook e YouTube. A população do Irã, que é de maioria jovem (entre 20 e 30 anos) e com formação universitária, tem achado meios efetivos de driblar a censura com o uso de proxies e tem usado principalmente o Twitter para organizar passeatas e protestos.

Os iranianos estão fazendo uso exemplar de uma ferramenta simples para driblarem um regime ditatorial, com iniciativas e coordenação sem precedentes. Este artigo do Mashable fala mais sobre a lição que os episódios da China e do Irã envolvendo censura na rede ensinam: é impossível censurar a internet.

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2 Comentários
  • 18/06/2009 - 15:35
    Enviado por: Patricia Kenney

    Não há como não se emocionar com essa VERDADERA revolução dos tempos. Quando a gente pensa que o mundo ficou pior na modernidade, esse é um GRANDE exemplo que há coisas incríveis acontecendo e mudando a forma de se viver no planeta Terra.
    Parabéns a esses jovens valentes de todo o mundo.

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  • 23/06/2009 - 00:34
    Enviado por: delmario

    estou solidario aos irmãos iraniNOS A JUSTIÇA TEM QUE PREVALECER EM NOME DE DEUS.

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