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Do Anonymous para a OTAN

Por Carla Peralva

▪▪▪ Leia a íntegra da carta que o grupo hacker escreveu em resposta ao texto da Organização do Tratado do Atlântico Norte

Começou com o relator-geral do Reino Unido publicando um relatório no site da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em que fala sobre como “A revolução de informação atualmente em curso apresenta uma série de desafios políticos, culturais, econômicos e de até de segurança nacional”.

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No texto, a Organização declara abertamente os hackerativistas do Anonymous como uma ameaça – pois o grupo “está cada vez mais sofisticado e poderia invadir arquivos delicados do governo, de militares e de empresas” – e cita casos em que o coletivo hacker provou sua força: a derrubada dos sistemas de empresas como Visa, Mastercard, PayPal e Amazon, que de alguma forma prejudicaram o site WikiLeaks quando pressionados, e a invasão dos servidores da empresa de tecnologia de segurança HBGary, que vende produtos para o governo norte-americano.

Na sexta-feira, 10, mesmo dia em que a polícia espanhola afirmou que ter desarticulado a cúpula do grupo após uma série de prisões, o Anonymous respondeu à OTAN com uma carta aberta:

“Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.

O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer.  A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.

Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou  os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?

Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.

Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.

Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.

Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.

O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou  do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.

Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.

Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.

Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.

Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.

Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós  por pura raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.

Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.

Somos o Anonymous.

Somos uma legião.

Não perdoamos.

Não esquecemos.

Esperem por nós…”

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27 Comentários
  • 13/06/2011 - 14:53
    Enviado por: Gabriel

    Cada vez mais fica claro que nem as declarações dos governos e nem as atitudes dos grupos hacker estão imunes à questionamento. As pessoas devem, sem dúvida, questionar o tempo todo. Como acreditar em algo que não é questionável? Como será possível viver em um Estado em que supostamente “todo poder emana do povo” quando não há povo interessado e fiscalizador do poder.
    Não sou a favor de invasão de computadores, mas também não sou a favor da mencionada falta de clareza nas ações dos governos e instituições poderosas. No mundo do dinheiro, sem dúvida, quem precisa acordar e tomar daqueles que não deveriam representá-los é o próprio povo! Não somente informação, mas também a cobrança e exigência alta nos próximos representantes. De fato, ninguém pode estar satisfeito com o status quo.

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    • 13/06/2011 - 15:28
      Enviado por: Cido

      A questão é simples de ser respondida se vc entender o que é democracia: “Democria: governo em que o povo tem controle sobre os agentes do Estado”.

      O povo tem controle sobre o estado? Não, é um controle limitado em que os agentes do estado estão sob influências de diferentes interesses, geralmente de quem tem o poder econômico.

      A essência de um Hacker não é invadir computadores ou derrubar servidores. Talvez o seu conceito sobre Hacker esteja errado porque sempre houve Hackers na história do mundo. Hacker não é um conceito apenas tecnológico.

      Os Crackers, esse sim você precisa temer pois eles não são visiveis ou publicam cartas como o Anonymous o fez. O governo americano, desde o início da internet, mantém sistemas de vigilância e controle na internet, podendo rastrear qualquer coisa no mundo. O fato de isso não ser explícito, não quer dizer que os EUA sejam bonzinhos.

      E como bem disse a carta do Anonymous, se os governos fossem claros e transparentes, com certeza não existiria Hackers por aí.

  • 13/06/2011 - 15:30
    Enviado por: Felippi

    Concordo com o Gabriel sobre a falta de questionamento. Não que o Anonymous esteja certo em derrubar sites de empresas e governos, mas certamente eles são corretos em questionar as atitudes destas mesmas instituições que dirigem o mundo em favor de seus interesses e não do povo, afinal, congestionamentos, poluição e guerras, entre outros males, são consequências da gestão destes governos “democráticos”.

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  • 13/06/2011 - 17:12
    Enviado por: Rafael

    Todos tem algo a esconder, ninguém é imune a segredos, mas o estado deve dar um exemplo de idoneidade, nós vivemos no Brasil, onde a saúde de alguém de uma família nobre, ou de uma família não tão nobre, mas político, tem mais valor do que uma outra vida de origem idêntica a anterior. Nós vivemos numa comunidade e numa sociedade em que acreditar no poder judiciário se torna mais difícil, pois a impunidade vai muito além de uma idéia, hoje é uma noção, não acreditamos mais na política pois ela não se mostra confiável, hoje votamos em pessoas com capacidades “menos ruins” de nos decepcionar. Vivemos num país onde você não escolhe mais tanto por capacidade, você não escolhe quem vai fazer melhor pra sociedade, você escolhe quem vai fazer menos ruim pra você, alguém que não vá piorar a sua vida, onde a hipocrisia moderna torna o conceito de sociedade vago.
    O que o Anonymous mostra é que há pessoas, milhares de pessoas, revoltadas e cansadas desse tipo de tratamento, cansadas de viver domadas por impostos e impunidade, onde pessoas como eles são crucificadas por se mostrarem “Robin Hoods” em meio a uma podridão de incompetentes que é a nossa realidade judiciária e eleitoral.
    Eles tem meu total apoio, pois no momento em que não se for mais necessário a intervenção deles em fatos “isolados” onde “dizer a verdade sempre pode não ser o caminho” eles sumirão por conta própria, e se não sumirem, que mal farão dizendo a verdade?
    Mal nos fazem quem nos engana com nosso próprio direito, com nossa escolha por nos vendar frente à realidade dos fatos.
    Em outros tempos fez-se guerra, em outros fez-se revolução, mas o conceito é o mesmo, hoje o que mudou foi apenas o campo de batalha, pois a palavra é a mesma.
    “Viva La Resistànce.”

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  • 13/06/2011 - 20:18
    Enviado por: Ronald Sanson Stresser Jr

    Agora entendo porque até o Vaticano está na defesa dos hackers, eles são a voz do povo e a voz do povo é a voz de Deus. As pessoas se assustam porque fazem na cabeça delas uma confusão, proposital penso, entre hackers, crackers, estelionatários digitais, redes de pedófilos, etc. Na verdade os hackers são apenas populares, com conhecimentos avançados de tecnologia, que usam a rede para fazer o que dizem em seu manifesto. A sociedade conectada está invertendo a pirâmide e hoje quem manda somos nós, cidadãos e cidadãs da aldeia global, todos conectados em rede. O povo manda! Vivemos uma revolução (social) dentro da revolução (tecnológica) e se a Revolução Industrial escravizou, a Revolução Tecnológica está libertando. Vivemos na Era da Informação e do Conhecimento, as mudanças estão acontecendo e não há como adiar, o momento é agora. Está na hora de esquecermos estruturas de poder falidas, sistemas financeiros injustos e qualquer forma de poder obscura que não traga em sí o verdadeiro espírito da democracia e da liberdade. Vamos esquecer preconceitos, romper com velhos paradigmas e promover a mudança, de dentro para fora, partindo de cada um para todos e de todos para um. É tempo de evoluir!

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    • 14/06/2011 - 15:32
      Enviado por: Lewis

      Exatamente!

    • 14/06/2011 - 15:34
      Enviado por: Lewis

      Isso mesmo!

  • 14/06/2011 - 12:51
    Enviado por: Júnior Alves

    Eita, fiquei até emocionado. É nessas horas que sinto a necessidade de adquirir mais conhecimento e não ser só mais um alienado pela midia.
    Não querendo entrar na questão religiosa, mas já entrando, a igreja é outra corrupta hipócrita que “… tenta consertar suas duas caras escondendo uma delas…”.
    Ou você é 0 ou 1, não existe meio termo.
    abraçU

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  • 14/06/2011 - 13:04
    Enviado por: Antonio Ferreira

    Quanto tempo vai demorar pra imprensa entender que Anonymous NÃO SÃO HACKERS!

    Existem “hackers” entre eles, sim. Todos são “hackers”, não!

    Fora isso, muito obrigado pela informação

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  • 14/06/2011 - 14:57
    Enviado por: Marco Aurélio

    Foi-se época em que deuses jogavam dados …
    Agora eles precisam entender elaboradas funções em variadas linguagens.
    Informação é poder ao Povo!
    Transparência é dignidade ao povo!
    Honestidade é direito e dever do povo!
    Garantir e preservar isto agora e para as próximas gerações é ser do povo

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  • 14/06/2011 - 22:21
    Enviado por: Bruno

    o que me entristece é q só vontade não traz efeitos. Os mesmos grupos estão no poder desde sabe Deus qnd e eles sobrevivem e mantem a essencia do status quo variando apenas a “embalagem” no decurso do tempo. Nao queria que isso acontecesse, obviamente, mas as que chances de manutenção do sistema continuarem impenetráveis é muito grande. Ninguem se interssa por política pelo fato de que ainda é dificil enxergar que isso é nosso, tamanha a alienação da população em geral. Tudo ta corrompido. Se duvidar ate os Anons são uma mascára do sistema só pra tentar mostrar que alguem anda fazendo alguma coisa e subconscientemente as pessoas pensam:” uau, que bacana, finalmente alguem ta fazendo alguma coisa pra essa merda acabar…” E dai vc vai dormir um pouquinho mais feliz por que leu isso… De qualquer forma, meu apoio é grande. E se eles estão falando somente a verdade, pq nao se mostram? O efeito dominó poderia ser mais devastador. Mostrem as caras!!! Se entreguem pela causa que muitos também se entregarão.

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    • 15/06/2011 - 13:43
      Enviado por: Rafael

      Eles bem que queriam deixar de ser anônimos, mas se eles não fossem anônimos não teriam super poderes, todos tem defeitos, você precisa esconder alguns pra mostrar que é incorruptível. Eles estão usando da força que o anonimato pode causar pra devastar a corrupção, no momento em que eles mostrarem a cara, terão que se responsabilizar por todos os crimes que cometeram e pelos crimes que se especulam que eles tenham cometido. Você, assim como eu, conhece a justiça, e sabe como seria ‘fácil’ montar uma evidência falsa contra um grupo anárquico de “jovens” dispostos a derrubar o sistema. Eles enfrentam o sistema juntos, embora separados, pois mostrar a identidade faria com que o governo mundial fosse atrás de cada um deles.
      Hoje isso não é possível, mas vai chegar um dia que eles poderão se mostrar sem risco algum.

  • 15/06/2011 - 00:02
    Enviado por: Fernando

    Os anons, são anárquicos, sem líder, sem uma política, não são nem um grupo… eles não representam ninguém, pq cada um lá, tem uma ideologia diferente. Eles nem se quer se conhecem. É puro anarquismo. Alguns fazem ações e questionamentos legais… outros são estelionatários e crackers, que querem tirar proveito da situação, vide o ataque a Sony, roubo de informações privadas. Eles pretendem atacar a Nintendo e a Microsoft agora… por qual razão? Pra roubar? Cadê o fundamento lindo q falaram na carta aí?
    Tem q ficar claro que eles nao são um grupo único, com um represetante, não são como o Partido Pirata. Cada Anon, pensa de um modo diferente, e usa os conhecimentos em favorecimento próprio. Não será nem os governos mundiais que acabarão com eles, e sim eles afundarão por si próprio, pois quem acompanha, sabe que um dos principais servidores de ataques deles foi tomado por um garato de 18 anos, que não concordava com a política de outros Anons. Eles irão se matar. E tomara mesmo. Será um bem pro mundo.

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    • 17/06/2011 - 15:08
      Enviado por: Joazinho

      Ih meu amigo, acho que você tá mal informado.

      O Anonymous não crackeou a Sony e não há crackers/estelionatários entre eles (quero dizer, entre aqueles que agem em seu nome).

      Sim, cada um age for si, cada um pensa de maneira diferente, mas quando agem em nome de Ananoymous eles agem por liberdade de expressão, liberdade na internet, transparência política, econômica e até mesmo religiosa.

  • 15/06/2011 - 13:30
    Enviado por: Al

    FARC, Comando Vermelho, Sendero luminoso, Hezbollah, Anons.
    Todo mundo querendo o bem do povo sem mostrar a cara nem os planos para conseguir este “bem”.
    Hacker salvando o mundo? Faça-me o favor.
    Sentar na frente do computador para criar fórmulas de burlar os equipamentos alheios, sejam do governo ou o seu que está lendo isso.
    Acho que isso não agrega valor nenhum para o bem geral e eu pelo menos não assinei procuração para hacker nenhum me representar perante o governo. Não entregaria esta responsabilidade para um garoto de 18 anos ou menos.
    Governo, extremistas, anons, trabalhadores, hackers. Todo mundo é povo.
    Se não muda com uns, porque mudaria com os outros.
    Cada um que trabalhe para melhorar o seu mundo, com decência, honestidade e suor. Depois que se pense em mudar o mundo dos outros.

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    • 15/06/2011 - 19:33
      Enviado por: JC

      FARC e comando vermelho querendo o bem do povo, quando? Não defeque pela boca…

      Não assinou procuração? não precisa e mesmo assim poderá usufruir de um mundo melhor, de nada…
      E você? o que tem feito pelo seu pais e por você mesmo além das capacidades de um garoto de 18 anos?
      Nada né? está muito ocupado trabalhando 12 meses vendo 4 deles serem tomados pelo governo, sustentando os diversos planos de bolsa que o governo tem criado para angariar o voto da massa…
      E quem disse que os Anons são um bando de moleques? vc tem certeza que sabe do que está falando?

      “Se não muda com uns, porque mudaria com os outros.”
      Para conseguir resultados diferentes precisa fazer as coisas de modo diferente, é só pensar um pouco e ter vontade que você entende o espírito da coisa.

      “Cada um que trabalhe para melhorar o seu mundo, com decência, honestidade e suor. Depois que se pense em mudar o mundo dos outros.”
      É assim que o governo quer que você pense, enquanto ele te manipula e rouba os seus méritos.
      Dito isso, pode voltar pra sua vidinha de gado, massa de manobra, fique a vontade pra continuar sem fé e achando que fazendo somente “a sua parte” como um peão de tabuleiro, as coisas vão mudar um dia.

    • 16/06/2011 - 13:58
      Enviado por: Iury BAS

      E aqui vemos um pequeno escravo, que aceita sua vida de fantoche sem questionar nada.

      Enquanto você gosta da sua vida regrada a viver atrás de dinheiro para sobreviver e, caso não consiga obter este, que se dane você, pois o governo/estado/sistema esta pouco se lixando para quem você é ou o que você precisa, outras pessoas querem um mundo melhor, nem que para isso tenham de se tornarem ‘’entidades’’ ocultas, nem que para isso tenham de agir no campo que elas conhecem melhor. E não se engane, meu caro, o mundo real hoje depende do virtual. Uma pane do virtual pode gerar um caos imenso no real. Não subestime o poder que esse grupo tem.

  • 15/06/2011 - 17:06
    Enviado por: Vanildo Oliveira

    Muitos pontos interessantes no texto do Anonymous que nos leva a algumas questões, principalmente sobre o fato de a agenda dos governos estarem dissociados das necessidades do público em geral.
    Porém uma questão está acima disso. Concordamos que a democracia é melhor dos piores modelos de governos e a grande maioria dos governos foram eleitos democraticamente. Dito isso, pergunto: Quem outorgou ao Anonymous o direito de exercer suas atividades “em nome do povo”? Como sabemos que este grupo também não tem segundos interesses?
    Portanto, se somos contra uma situação, devemos lutar para mudá-las, porém dentro da legalidade. Hitler também tinha razões humanitárias para a guerra. Não significando que tinha direito de fazê-lo

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    • 21/06/2011 - 01:02
      Enviado por: Paulo Riceli Dias Lelis

      Por enquanto atitudes provam o que eles dizem até o contrário venha surgir. Com adolf foi a mesma coisa. Vejo o mundo com a desconfiaça que ele merece.

      É muito dificil se desprender da matrix…

    • 04/07/2011 - 17:05
      Enviado por: Anonymous

      Cara, Anonymous fala em nome do povo? Anonymous é um movimento descentralizado, não uma rede secreta…Talvez sejam várias, mas não é um governo alternativo. Falaste merda.

  • 15/06/2011 - 23:02
    Enviado por: Troll face

    Após que quem mandou essa carta foi um mlk de 15 anos, com bom potencial pra tirar dez em redação

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    • 27/06/2011 - 15:14
      Enviado por: Raphael

      nem todo.mundo que usa a internet é burro, e nunca se deve questionar o poder de uma organização deste porte, so pq alguns são adolecentes . Oq eles buscam w algo nobre mas no meio de todo conkinto de pessoas sempre havera algumas q se aproveitarão dessa oportunidade para se proptio benefisio

  • 16/06/2011 - 00:13
    Enviado por: Cab

    Só pra constar esse grupo tentou, sem sucesso, derrubar o site da Amazon o que, na minha opinião, é o maior #epicwin da história de uma empresa de internet. hahahaha =P

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  • 16/06/2011 - 15:36
    Enviado por: ale

    CADÊ O LINK DESSA CARTA ABERTA?

    QUE JORNALISMO, HEIN?

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    • 16/06/2011 - 16:35
      Enviado por: Murilo Roncolato

      Ale, você não deve ter visto. O link está – e já estava originalmente – no último parágrafo do texto. Mas, facilitando, o link é este aqui: http://bit.ly/kkHoSn

  • 22/06/2011 - 08:50
    Enviado por: Amadeu Carvalho

    Força a Legiao. Que leve a igualdade e justiça real a sociedade. Que acabe toda a sujeira e o governo cuidando do interesse próprio e de seus donos a elite.Legalizem a Liberdade!

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  • 23/06/2011 - 20:13
    Enviado por: Yuri

    Essa resposta de Anonymus me faz lembrar de um comentário do filósofo Olavo de Carvalho, a respeito de um sociólogo (o nome esqueci) que, em seu estudo, mostra que o crescimento do Estado é um fenômeno da Modernidade, não importando o regime político e econômico que vigore. Ao que parece, o Estado Moderno apresenta uma capacidade (aparentemente) infinita de se expandir sobre as populações (arbitrar, conhecer, impor etc.). Mesmo que na era da informação (neste caso, o Estado pode ser identificado como a classe política/legislativa)

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