De olho na próxima fase
- 16 de outubro de 2011|
- 18h07|
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Por Filipe Serrano
Para ofuscar erros do começo, Zynga tenta vender uma nova imagem de empresa inovadora
Jogos sociais são parecidos: fáceis de jogar, exigem apenas um computador qualquer. E, com poucos cliques, qualquer um começa a construir fazendas, cidades e máfias usando itens virtuais finitos. Cada ação rende moedas ou outros itens que ajudam a progredir no jogo, mas as recompensas só são liberadas depois de um período de tempo que varia de minutos a dias.
Mensagens pulam na tela a todo instante sugerindo novos objetivos e pedindo que o jogador chame outros amigos – usuários do Facebook – para participar.
Só que os recursos se esgotam rapidamente e, para seguir progredindo, é preciso esperar para recolher as recompensas ou comprar com dinheiro real itens e moedas virtuais. A parte dos usuários que compra itens virtuais foi responsável por 96% da receita da Zynga em 2010. Os outros 4% vieram da publicidade.
Em 2009, a imagem da Zynga ficou manchada depois de o CEO Mark Pincus dizer em uma palestra que, no começo, precisava gerar receita a qualquer custo. “Fiz tudo de horrível para obter receitas o mais rápido possível”, afirmou. “Dávamos fichas de pôquer para quem baixasse uma barra de ferramentas Zwinky, daquelas coisas que você baixa e nunca mais consegue se livrar.” Um teste de QI via celular oferecido nos games da Zynga em troca de recompensas rendeu uma ação judicial no ano passado.
O que se viu no evento da semana passada foi uma tentativa de passar uma imagem de empresa inovadora que busca fazer dos games uma plataforma social.
Pincus falou que tem “trabalhado duro” para deixar os jogos mais equilibrados. “Sabemos que não podemos pedir mais do que 15 minutos do seu tempo”, disse. “Se você gostar dos jogos, esperamos que continue jogando por meses ou um ano”.
Além de ter lançado o Project Z, a Zynga anunciou novos jogos: mais um da franquia “ville”, o CastleVille, e o Hidden Chronicles, cujo objetivo é encontrar objetos escondidos em diversos cenários. A empresa também ampliou a oferta de games para smartphones e tablets e anunciou que o Mafia Wars 2 também está disponível para o Google+.
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