Conectando e andando
- 25 de março de 2012|
- 18h04|
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Por Murilo Roncolato
O acesso à internet via celular dobrou de 2010 para 2011 e deve crescer ainda mais
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SÃO PAULO – O acesso à internet pela rede de celular ainda é mais caro do que pela rede fixa no Brasil e está disponível para uma quantidade bem menor de municípios, mas a chamada “banda larga móvel” é a que mais cresce e a que mais deve se popularizar. A conclusão é de um estudo feito pela consultoria brasileira Teleco em parceria com a multinacional chinesa Huawei, que preveem um número quatro vezes maior de acessos à internet pelo celular em 2014 do que por cabo.
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Navegar na internet por smartphones se tornou uma prática comum para dezenas de milhões de pessoas. O número dobrou entre 2010 e 2011, e a previsão é de que o Brasil tenha 124 milhões de acessos pela rede móvel até 2014. Para a banda larga fixa, a perspectiva é de que esse número chegue a 30 milhões.
Para cada 100 habitantes, segundo a pesquisa, são 21 acessos móveis (maior que a média internacional) e 8,4 acessos fixos (menor que a média) no Brasil. Isso porque a fixa está disponível em 99,8% dos municípios; enquanto a rede móvel chega a menos da metade deles (48,6%).
O presidente da Teleco, Eduardo Tude, afirma que os preços dos planos ainda são a maior barreira para o crescimento da internet no País, tanto para a internet fixa quanto a móvel. Em média, um plano com franquia de 500 megabytes e velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) sai por R$ 56,20 pela rede móvel. Na fixa, uma conexão de 1 Mbps custa entre R$ 29,80 e R$ 54,90.
Preço e universalização são dois dos pontos que fazem parte do Plano Nacional de Banda Larga, gerenciado pela Telebrás, sob o Ministério das Comunicações. A ideia do programa de governo é aumentar o acesso à internet e promover (indiretamente, por meio de competição) a expansão da oferta para mais cidades. Para isso as empresas devem vender conexões de 1 Mbps por no máximo R$ 35 mensais ou R$ 29,90, quando houver isenção de impostos estaduais.
Competição, ao lado do preço, é outro grande problema do setor. Os cenários entre móvel e fixa, nesse campo, são bem parecidos. De toda a área coberta com internet móvel, apenas 12,6% dos municípios têm duas operadoras ou mais disputando mercado, segundo o Balanço Huawei da Banda Larga 2011.
O panorama mostra que há uma preferência pelo celular conectado e muitas vezes esta é a única opção para acessar a internet. As operadoras brasileiras já sentem a movimentação em suas receitas. A participação dos planos de dados no ganho total das empresas brasileiras é semelhante à das operadoras de países desenvolvidos. Enquanto no Japão a taxa é superior a 50%, na Europa é 30% e no Brasil se tem, em média, 20,9%. A Vivo lidera o quadro nacional com 26,1% (alta de 39,1% em relação a 2010).
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• Link no papel – 26/03/2012
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