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China não é responsável por hackers, diz jornal

Por Agências

Jornal do Partido Comunista rejeita acusação que a China esteja por trás da onda de ataques que roubou informações de dezenas de alvos

PEQUIM – Um jornal estatal chinês rejeitou, nesta sexta-feira, 5, insinuações de que a China estaria por trás de um grande onda global de ataques digitais que, nos últimos cinco anos, atingiu mais de 70 entidades governamentais, grupos sem fins lucrativos e empresas.

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O jornal do Partido Comunista chinês, Diário do Povo, disse que foi uma “irresponsabilidade” relacionar a China a série de ataques relatados pela empresa de segurança McAffee na quarta-feira.

O relatório da McAfee afirma que os ataques tiveram como alvo uma ampla quantidade de organizações, incluindo as Nações Unidas, o Comitê Olímpico Internacional e empresas, na maioria, dos Estados Unidos.

Alguns especialistas citados no noticiário afirmam que os alvos dos ataques sugerem que a China é o primeiro suspeito. A McAfee não disse quem pode estar por trás dos ataques, mas afirmou que o responsável é provavelmente o governo de um país, alegação que o jornal chinês também criticou.

“O novo relatório da McAfee alega que ‘um governo’ realizou ataque de espionagem pela internet de larga escala, mas a análise da justificativa é obviamente sem sentido”, afirmou o diário.

A China não comentou oficialmente o relatório, mas em outra ocasiões o país negou todas as acusações de promover ataques online e afirmou que o país, ao contrário, é vítima de hackers.

“Relacionar a China com hackers é irresponsável”, disse o jornal. “Na verdade, à medida que aumentam os ataques contra empresas e organizações internacionais reconhecidas internacionalmente, alguns veículos de comunicações ocidentais têm descrito repetidamente a China como ‘a mão por trás da cena’.”

O jornal parece sugerir que os Estados Unidos não são menos suspeitos do que a China, apontando reportagens de que o governo dos EUA recruta hackers abertamente, enviando representantes do Departamento de Defesa, de Segurança Nacional, da NASA e da Agência de Segurança Nacional, para encontros de hackers.

O relatório da McAfee surge logo depois de autoridades da Coreia do Sul afirmarem na semana passada que um ataque com suposta origem na China resultou no roubo de informações pessoais de 35 milhões de internautas do país. A China não respondeu às acusações.

Empresas como Citigroup, Sony, Lockheed Martin, PBS e outra também foram alvos de hackers neste ano, mas a McAfee afiram que a maior parte deles foi “em busca de notoriedade” por parte de grupos como Anonymous e Lulzsec.

Mas as ameaças do relatório da McAfee são “muito mais insidiosas e ocorreram sem desdobramentos públicos”, escreveu Dmitri Alperovitch, vice-presidente de pesquisa da McAfee e autor do relatório. Ele disse que o invasor é motivado por “um enorme interesse por segredos e por propriedade intelectual”.

/Gillian Wong (AP)

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1 Comentário
  • 06/08/2011 - 11:23
    Enviado por: Thales

    Parei de ler em “Um jornal estatai chinês”

    denunciar abuso

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