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Campus Party terá rede duas vezes mais veloz

Por Murilo Roncolato

A Campus Party 2012 apresenta um dos arquitetos da internet e participantes do Occupy Wall Street e Primavera Árabe

CAMPUS PARTY 2011

SÃO PAULO – A Campus Party anunciou nesta terça-feira, 31, os últimos nomes da sua programação para a edição de 2012. Entre os destaques, um dos arquitetos da internet e pesquisador do MIT, John Klensin; participantes do Occupy Wall Street, da Acampada del Sol e da Primavera Árabe para debater juntos os acontecimentos de 2011 pela primeira vez.

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A seis dias para o início do evento, o atual diretor da Campus Party, Mario Teza, anunciou internet de 20 Gbps (o dobro em relação ao ano passado) e definiu os três focos principais desta edição: inovação, computação em nuvem e gamificação. Teza agradeceu à Prefeitura, diretamente a Gilberto Kassab, presente na coletiva, pelo novo espaço, o Anhembi. Kassab lembrou que o Anhembi foi o primeiro espaço cogitado para receber o evento e disse que agora a Campus Party “chegou para ficar no Anhembi e vai entrar no calendário oficial da cidade”.

Mario Teza, depois que o prefeito deixou a coletiva, brincou sobre a possibilidade da Campus ir para o “Piritubão” (referindo-se ao Parque de Eventos Expo SP, que teve o projeto sancionado no último dia 11), que abrigará, segundo Teza, até 120 mil pessoas. “Não sei se a gente chega a tanta gente assim, mas…”, disse o diretor.

Entre os nomes de destaque para a edição, Dave Haynes, vice-presidente de negócios do Soundcloud, que conversou com exclusividade com o ‘Link’; Charles Lencher, do Occupy Wall Street; Olmo Gálvez, da Acampada del Sol; a blogueira sírio-espanhola Leila Nachawati; e John Klensin, pesquisador do MIT há 30 anos e um dos responsáveis pela criação de protocolos da internet, desde 1969, quando trabalhou no Protocolo de Transferência de Arquivos (FTP).

Haverá ainda Vince Gerardis, co-fundador da Created By, produtor de Jumper e da série da HBO Game of Thrones (baseado no livro de George R.R. Martin), e Chris Hofmann, diretor de projetos especiais da Mozilla Foundation (dona do browser Firefox).

Outros convidados internacionais incluem Alex Bellos, jornalista e autor do livro Alex no País dos Números (Companhia das Letras); Nick Denton, CEO do site de blogs Gawker; Michio Kaku, um dos grandes nomes da física teórica no mundo; Sugata Mitra, professor visitante do MIT e pesquisador das relações entre educação e tecnologia; Julien Fourgeaud, diretor de produtos da Rovio (criadora do game Angry Birds); Sebastián Alegría Klocker, menino chileno de 14 anos que criou um sistema caseiro de alerta de terremotos baseado em Arduino e que avisa de situações de risco no Twitter; e, mais uma vez, o diretor da Wikimedia Foundation, Kul Wadhwa, que volta especialmente para falar sobre as leis antipirataria em pauta.

Entre os participantes nacionais estão as crias da web Rafinha Bastos, Mauricio Cid (do blog Não Salvo), PC Siqueira, Rodrigo Fernandes (Jacaré Banguela), Rosana Hermann (Querido Leitor), Felipe Neto, Jovem Nerd e os músicos Emicida, MV Bill e Gaby Amarantos (a “Beyoncé do Pará”).

O evento zerou suas 7 mil inscrições em 22 dias; desses, 5 mil acamparão no local e a expectativa é de 200 mil visitantes na área aberta (Zona Expo), que neste ano terá um campeonato internacional de Starcraft (“Intel Extreme Masters”), e deve ter ainda, pela primeira vez, simuladores típicos da área interna, um espaço pelo qual será possível ver o que acontece dentro da Arena.

Evento. A Campus Party deste ano acontece de 6 a 12 de fevereiro. Em sua segunda edição sob o comando do gaúcho Mario Teza, o maior encontro de cultura digital do País pisa mais forte no campo do empreendedorismo, sob o conceito de “open innovation” ou “inovação aberta e colaborativa”, proposto em 2003 pelo professor americano Henry Chesbrough.

“Vamos colocar a inteligência da Campus a serviço de empresas e governo”, disse Teza ao Link, afirmando também que o conteúdo será multidisciplinar. “As áreas devem interagir mais.”

A edição passada teve problemas. Filas enormes, muito barulho e sucessivas quedas de energia. Para este ano, há geradores “para iluminar São Paulo”, diz Teza. Além disso, quase metade do público pediu para receber suas credenciais em casa, o que deve diminuir o tradicional caos do primeiro dia. No sábado e domingo anteriores ao início da Campus, dias 4 e 5, será feita ainda uma entrega antecipada de crachás.

Teza disse que o diálogo entre público, Campus Party e empresas funcionou de maneira mais efetiva agora e foi possível implementar mais sugestões na estrutura e programação, que, aliás, segundo Teza, promete ser “a melhor em cinco anos”.

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