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Banda larga: média mínima

Por Murilo Roncolato

Anatel determina que empresas serão obrigadas a garantir, em uma média mensal, 60% da velocidade comprada

Paulo Bernardo durante sessão da Comissão de Ciências e Tecnologia do Senado para tratar de banda larga popular.
FOTO: Ed Ferreira/AE

SÃO PAULO - Terminou na sexta-feira, 16, uma consulta pública da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) estabelecendo critérios para medição da qualidade da banda larga ofertada pelas operadoras. Entre outros pontos, a reguladora determina que as empresas serão obrigadas a garantir, em uma média mensal, 60% da velocidade comprada. A porcentagem aumentaria para 70% no segundo ano de contrato e 80% no terceiro. Atualmente as operadoras se comprometem com apenas 10%. A Anatel tem até o dia 31 de outubro para analisar as propostas da consulta e publicar a nova regulamentação.

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Os provedores de internet questionam a Anatel e seu método de avaliação dos serviços. A Associação Brasileira de Telecomunicações (Telebrasil) diz que o sistema não leva em consideração possíveis distorções causadas por razões geográficas ou pelo hardware do usuário. A agência deveria, segundo a Telebrasil, “considerar as experiências internacionais” e medir a partir das redes do provedor. Hoje, mede-se por um software a velocidade que chega ao usuário e não a que “sai” do provedor.

Para o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Rodrigo Abdalla, as empresas questionam esse mínimo a ser garantido pelo provedor por questões de custo. “O provedor vendia 1 Mbps e garantia 10%. Era 1 Mbps que podiam ser distribuídos para dez clientes, 10% para cada. Agora é 1 Mbps garantindo 60%. Leia-se custo maior e receita menor.” Ele diz não ter como prever as consequências das novas regras. “Para quem já tem internet, o serviço pode melhorar. Mas, havendo aumento de preço, os excluídos continuarão excluídos”, diz levando em conta sua pesquisa que aponta 17 milhões de famílias no Brasil que não tinham condições de pagar nem R$ 35 por acesso, preço mínimo oferecido pelo governo no Plano Nacional de Banda Larga.

Marcello Miranda, conselheiro da Anate, critica a posição dos provedores e acha que o conceito de internet estaria deturpado. “Banda larga não é luxo, ninguém trabalha sem internet. Não dá para discutir isso só como um produto de mercado. Não é mais uma questão de lucro, mas de direitos.”

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Leia mais:

• Link no papel – 19/09/2011
Qualidade da banda larga sob consulta

6 Comentários
  • 19/09/2011 - 08:33
    Enviado por: joe doe

    so no .br que compramos um produto/servico e recebemos 10% dele …

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  • 19/09/2011 - 09:29
    Enviado por: Formol

    Isso é piada? Vamos lá, eu moro no centro de São Paulo e não tenho internet. Nenhuma operadora instala internet no meu endereço. Então não tenho acesso nem aos 10% hoje garantidos. Mas isso tudo é culpa do LOTEAMENTO POLÍTICO de cargos. Como isso funciona? Os políticos vão parar nos cargos por conveniência política, o velho toma lá dá cá, e não por CAPACIDADE TÉCNICA. O ministério das comunicações é um exemplo claro. O infeliz aí da foto, ministro das telecomunicações é um BANCÁRIO DE NÍVEL MÉDIO. Isso mesmo, um bancário sem nível superior, uma cara que nunca fez faculdade e está aí mandando no ministério. Isso explica muita coisa, não?

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  • 19/09/2011 - 14:33
    Enviado por: Hades

    “O provedor vendia 1 Mbps e garantia 10%. Era 1 Mbps que podiam ser distribuídos para dez clientes, 10% para cada. Agora é 1 Mbps garantindo 60%. Leia-se custo maior e receita menor.” – Se é para cobrar o justo que cobre apenas o 10% não os 100%. só nesse país ter isso.

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  • 19/09/2011 - 15:48
    Enviado por: Ricardo

    Nossa, como o Brasil está atrasado nesse quesito!

    Aqui nos Eua a mais de 10 anos a DSL era superior a 2 Megas download e 1 mega upload pelo que eu me lembro.

    Agora é 20 Download e 5 megas upload.

    Sem contar que o preço fica em uns 20 dollars mensal mais ou menos.

    Mudando de assunto: Jesus esta voltando. Misericordia, perdão, amor eterno, vida eterna… tudo isso a disposição para aqueles que o amam.
    Vamos correr para os braços do nosso criador Jesus Cristo enquanto há tempo.

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  • 19/09/2011 - 16:00
    Enviado por: Ricardo

    Para Formol: Ter ou não faculdade aqui nos Eua não diz absolutamente NADA quando comparado com cursos profissionalizantes e experiencia.

    O Brasileiro em sua maioria tem uma ideia erronia nessa questão.

    Aqui o download 20 megas e 5 megas upload sai na faixa de uns 20 dollars mensais.

    Mas pode optar por 150 megas download e 35 upload, só que é bem mais caro.

    O problema é que o Brasil está entre 10 a 15 anos em relação a velocidade e preço.

    Essa velocidade da “banda larga” no Brasil é o preço e velocidade de 10 a 15 anos aqui nos Eua.

    Por aí você tem uma ideia de tão caro e devagar que é a conexão aí.

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  • 19/09/2011 - 22:32
    Enviado por: martirio do pais

    pais com um governo incompetente que chega a doer, quero ir embora deste suplicio de estado.

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