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Amazon leva conceito do Kindle para tablets

Por Filipe Serrano

Análise originalmente publicada no Economia & Negócios do Estado desta quinta-feira, 29.

O presidente e CEO Jeff Bezos apresentou o tablet Kindle Fire em conferência nesta quarta. FOTO: Shannon Stapleton/Reuters

SÃO PAULO – O lançamento era mais do que esperado. Desde que a Apple desenvolveu o tablet, o leitor de livros digitais da Amazon, o Kindle, lançado em 2007, se tornou um produto de nicho dedicado à leitura. Por isso, ficou com a imagem de um equipamento tecnologicamente defasado comparado, inevitavelmente, ao iPad. A Amazon agora tenta reverter essa posição e mostra sua resposta um tanto tardia a esse novo mercado de computadores móveis já saturado de promessas de concorrentes do iPad.

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O Kindle Fire, como foi batizado, porém, vai além do que fizeram os fabricantes que têm lançado outros tablets. Ele promete fazer o que o primeiro Kindle fez com os livros. Será uma vitrine para a loja online norte-americana vender outros de seus produtos digitais, como filmes, séries de televisão, músicas e revistas. Um tipo de conteúdo que não funciona na tradicional tela preta e branca, feita de papel eletrônico, do Kindle, que também ganhou um novo modelo, agora sensível ao toque.

Jeff Bezos, fundador da Amazon e presidente executivo, deixou bastante clara a estratégia de ter um equipamento dedicado a incentivar os consumidores a adquirir os produtos da sua loja.

“Nós nos perguntamos: ‘existe uma maneira de levar todos nossos serviços a um produto notável oferecendo algo que os consumidores vão amar?’ A resposta é sim”, disse ele.

Muito mais do que um tablet, o Kindle Fire mostra como o futuro do comércio eletrônico passa pela venda de produtos digitais, online, em diversas plataformas e a Amazon não pode ficar fora disso. Com um produto dedicado, a loja direciona as vendas e atinge diretamente os consumidores de filmes e músicas que ela comercializa. A Apple faz o mesmo pela loja iTunes com iPads, iPhones e iPods. O formato do tablet ainda favorece o consumo desse tipo de conteúdo, o que é mais uma razão para a Amazon e outras lojas de comércio eletrônico apostarem no modelo digital.


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A loja de Bezos é forte em inovação, criando aplicativos para todas as plataformas de smartphones e tablets sempre que surge uma novidade. O objetivo é que qualquer consumidor possa ouvir, ler ou assistir os produtos digitais da Amazon tanto em computadores com Windows, em smartphones Android ou tablets da Apple.

O que chama ainda mais a atenção é o preço do Kindle Fire, com tela de 7 polegadas. Nos EUA, ele custa menos da metade do modelo mais simples do iPad, que tem tela maior (10 polegadas) e é vendido por US$ 500. Por US$ 200, o Kindle Fire se destaca entre os principais concorrentes do iPad, como o Galaxy Tab 10.1, da Samsung, o Xoom da Motorola, e o Playbook, da RIM, que também estão na faixa de US$ 500. Quem reduziu o preço teve bons resultados, como a HP, que cortou o valor do Touchpad para US$ 100 depois de anunciar em agosto que iria parar de produzi-lo.

O Kindle mudou o mercado editorial em quatro anos, mas o impacto do tablet veio com o iPad, muito antes do aparelho da Amazon.

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6 Comentários
  • 29/09/2011 - 17:47
    Enviado por: Renan

    Alguém sabe dizer se todos os serviços da Amazon vão estar disponíveis fora dos Estados Unidos? Sei que a loja de aplicativos da Amazon funciona apenas para aparelhos localizados por lá. Esse tablet está tão barato que mesmo com custos de importação, dólar subindo e tudo o mais, fica mais baratos do que os que serão montados no Brasil. Vale muito a pena!

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    • 29/09/2011 - 21:48
      Enviado por: Acido

      Barato? Não é bem assim, não se iluda.

      A Amazon não é besta. Ao vender um Tablet com esse preço, ela espera ganhar com venda de conteúdo. Quando vc compra um bicho desses, vc tem um mês de graça para um serviço deles que custa 80 dólares ano. Ou seja, indiretamente ela empura esse serviço para você.

      Esse tablet é de 7 polegadas, não tem 3G, não tem fone e nem câmera. E tem uma treta maior: o slick. Slick é o browser default de navegação com alguns recursos conectados ao serviço de nuvem deles, o EC2, para uma melhor renderização.

      A questão é que toda navegação que você fizer na internet será intermediada pelo EC2. Vc acessa uma página, faz a requisição, passa pelos serves da Amazon, eles buscam a página, cacheiam e entregam a você. Praticamente eles vão cercar a internet em um lugarzinho fechado. E quando você fizer uma conexão ao seu e-mail usando SSL, como será?

      Achei muito estranho esse tablet. Se vc quer consumir conteúdo, a melhor coisa é um iPad porque é maior, tem uma resolução melhor. O único problema é que é caro.

      Sério, o meu setup e o seguinte: a) smartphone: iPhone, b) processamento, entretenimento, leitura, estudo, trabalho: Macbook Air. Pra que Tablet?

  • 29/09/2011 - 17:56
    Enviado por: Magno

    Esta nova reportagem não informa quando os modelos touch estarão disponíveis no Brasil. Infelizmente, parece que os jornalistas brasileiros não estão curiosos com isso :-)

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    • 29/09/2011 - 21:30
      Enviado por: Acido

      Fire só será vendido a partir de novembro. E os kindles touch, tb.

      O único que está disponível é o Kidle com botões.

  • 29/09/2011 - 20:10
    Enviado por: Luis

    “Desde que a Apple desenvolveu o tablet…”

    Sério?!? A Apple desenvolveu o tablet??? Ou vocês estão MUITO mal informados ou são parciais e tendenciosos.

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  • 30/09/2011 - 01:24
    Enviado por: Eugenio Santos

    Curioso que a minha crítica à notícia tenha sido apagada, mesmo ela tendo sido redigida de forma polida e objetiva. Será que só pode elogiar neste espaço “democrático”?

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