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A próxima vítima

Por Filipe Serrano

A web está morrendo, e com ela todo o modelo construído em volta da internet baseado em bilhões de páginas HTML dispersas e organizadas por – não apenas, mas principalmente – uma empresa, o Google. Um modelo em que os concorrentes não têm vez e, por isso, estão criando plataformas onde o Google não pode entrar, como as lojas de aplicativos do iPhone e do iPad e a megalomaníaca rede social de Mark Zuckerberg, o Facebook.

Essa ideia foi proposta na edição de setembro da revista Wired, publicada na terça-feira passada, em uma reportagem de capa que, rodou, curiosamente, a web.

A versão digital da reportagem chamada A web morreu. Vida longa à internet, em tradução livre, foi um dos assuntos mais retwittados de acordo com o medidor de tráfego Tweetmeme. Foram mais de 7.614 retweets até sexta-feira, quase o dobro do segundo assunto mais retwittado da semana na categoria Mundo & Negócios, com 3.921.

A reportagem é dividida em duas partes, uma sobre como a mudança afeta a evolução da internet e do consumo de mídias digitais, e outra sobre como o “fim da web” é resultado de uma batalha da Apple e do Facebook contra o Google, e seus efeitos para a economia digital.

A primeira é assinada pelo editor-chefe da revista, Chris Anderson, e explica a ideia do fim da web afirmando que as pessoas estão mais recebendo – e não buscando – informação na internet usando principalmente aplicativos e plataformas. Conectado à rede com um celular, tablet, soft-ware ou rede social, o navegador – o browser – perde a relevância e, com ele, a ideia do website. “Plataformas dedicadas funcionam melhor ou se encaixam melhor na vida das pessoas”, diz o texto. Para o autor de livros como Free e A Cauda Longa, a tolerância ao caos da web está chegando a um limite. “Por mais que gostemos de liberdade e escolha, também adoramos coisas que simplesmente funcionam de forma confiável e fácil.”

O segundo texto, de Michael Wolff, descreve como o modelo de website se manteve ineficiente para os negócios online e pouco atraente à publicidade que paga por eles. Por fim, termina dizendo que com o modelo sem a web – menos disperso e focado menos na tecnologia – estamos retornando a um mundo em que buscamos mais experiências no conteúdo do que na web. “Estamos voltando para casa”, diz.

atestadodeobito

mortaXviva
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Edição do ‘Link’ de 23/08/2010

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3 Comentários
  • 22/08/2010 - 19:13
    Enviado por: Fredd Oliveiras

    O que é pior nisso tudo é a consequência política da morte da web: um passo na direção da perda da liberdade de expressão. Retorno ao modelo tradicional de comunicação de massas: “eu te sigo, você me ignora” (rádio e tv). Acho que todas as empresas querem isso, inclusive o Google, pois imperialismo e o comportamento predador, alcunhado docemente de competitividade, está intrínseco na natureza empresarial.

    Fredd Oliveiras
    Músico

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  • 23/08/2010 - 16:07
    Enviado por: Paris

    não acho que a internet vá morrer, e sim mudar, é o ciclo natural das coisas criadas pelo homem

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  • 31/08/2010 - 19:58
    Enviado por: Vinícius Osiro

    Eu sinceramente acho que a revista Wired se manifestou de forma precipitada sobre o assunto.
    É fato que ocorreu o crescimento de uso de aplicações web em dispositivos móveis, mas a Web, a ver ver, vive um momento insubstituível.

    Em resposta a isso, o blog Gizmodo publicou a seguinte notícia: http://is.gd/eO8Xa

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