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5coisas: liberte-se dos programas proprietários

Por Tatiana de Mello Dias

SÃO PAULO – Acredite: para (quase) tudo há uma alternativa open source. Se você é um usuário comum de computadores, saiba que é possível substituir praticamente todos os programas cotidianos por alternativas livres – ou seja, feitas em código aberto.

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Por que substituir? A primeira vantagem é óbvia: a maioria dos programas livres são gratuitos. Depois, ao optar por alternativas, você se torna menos dependente das grandes empresas. Se não gostar, basta voltar ao original – pelo menos você ficou sabendo que aquilo que veio em seu computador não é a única opção.

Finalmente, várias alternativas livres são superiores tecnicamente do que os programas proprietários. Embora não tenham as garantias ‘oficiais’ (e sua assistência técnica), na vida real, a verdade é que isso não faz muita diferença. A comunidade de software livre é extremamente ativa na correção de falhas e solícita ao ajudar o usuários com qualquer problema corriqueiro.

Experimente:

1. Para escrever: o OpenOffice é um pacote nos moldes do Office, da Microsoft, mas livre. Mantido pela Apache, ele permite a criação de documentos, planilhas e apresentações. Ele abre arquivos em diferentes formatos, e seus documentos são salvos em um formato aberto com padrão internacional.

2. Para desenhar: o Gimp é um editor de imagens baseado em GNU. Bastante completo, ele é considerado uma boa alternativa para o caro Photoshop. Ele permite a criação e edição de imagens vetoriais e abre vários formatos, como BMP, PSD, GIF, JPG, PNG e TIF. Só tem dois problemas: ele usa apenas RGB (não suporta o CMYK, formato usado para impressões) e, por ser aberto, não usa as cortes Pantone, que são proprietárias.

3. Para conversar. O Pidgin é um programa de mensagens instantâneas compatível com 16 redes diferentes. É possível sincronizar nele contatos do Google Talk, ICQ, IRC e Windows Messenger, entre outros. Ele roda em Windows e Linux. Para os usuários de Mac, há outro programa semelhante: o Adium.

4. Para ver e ouvir. O maior apelo do VLC Media Player é que ele toca tudo. Qualquer formato – vídeo, dvd, música, codecs. Seu visual é extremamente simples – afinal, um player serve apenas para rodar uma mídia, não? E isso ele faz muito bem e sem firulas. Roda em todas as plataformas.

5. Para gravar. O Audacity já é um clássico. Lançado há 12 anos, ele é constantamente atualizado e é considerado o melhor editor em qualquer plataforma – Windows, Mac ou Linux. Simples e eficiente, ele permite que profissionais ou amadores criem mixes, podcasts e programas de rádio, com ferramentas de edição bastante simples.

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