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‘Prince of Persia’ vira filme dando sequência à evolução nos games

Por Redação Link

Tipicamente discreto sobre seus planos, o ator Jake Gyllenhaal (de Brokeback Mountain) passou de papéis coadjuvantes a protagonista de uma aventura de grande orçamento em Príncipe da Pérsia – As Areias do Tempo, filme que estreia no Brasil em junho e é tido pela Disney como o novo Piratas do Caribe.
“Sei que há muito ceticismo quando se traduz um videogame para o cinema, mas eu também estou animado pois sei que é uma das melhores adaptações que já foram feitas”, disse o ator de 29 anos. “Estes jogos não tiveram o respeito que mereciam e acho que (o produtor) Jerry (Bruckheimer) conseguiu fazer isto. Jogadores de videogame são difíceis de se agradar e eu gosto disso. Minha família sempre foi dura comigo e eu não me importo com críticas duras”.
O novo filme é inspirado no popular Prince of Persia (leia depoimento do criador do game ao lado) e estreará no fim deste mês no exterior, correndo o risco de virar série. “Não estou pensando em continuações, mas se o público pedir uma sequência, será uma honra”. (Mike Collett-White, Reuters)

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A criação do jogo por Jordan Mechner*

“Eu havia acabado de sair da faculdade, no final dos anos 1980, e queria fazer um jogo no meu Apple 2 que contasse uma história e que também envolvesse o jogador. Como os primeiros 10 minutos de Caçadores da Arca Perdida, com correria, o protagonista pulando sobre espinhos…
Eu nunca fui um grande artista ou animador, só que eu queria que o jogo fosse realista. Então, filmei meu irmão – que estava no colégio na época – correndo, pulando e fazendo os movimentos que o personagem faria. Depois, fizemos a rotoscopia, animando o jogo por cima do que foi filmado.
Fiz o primeiro jogo em um momento perfeito na evolução dos games e tem sido interessante ver como a ideia de mesclar jogos de plataforma com um estilo de ação e aventura baseado em um protagonista evoluiu. Hoje, isso é praticamente o padrão da indústria, e o Prince of Persia meio que acompanhou todo o processo.
Sempre achei que o jogo daria um bom filme, mas nunca imaginei que seria nessa escala épica. Editei um trailer com cenas do jogo para mostrar ao produtor Jerry Bruck-heimer o potencial que ele tinha para virar um filme. Ele gostou, então escrevi os primeiros tratamentos do roteiro.
O jogo evoluiu tanto, desde o primeiro personagem, que tinha 40 pixels de altura e rosto de 4 pixels, até as representações mais realistas dos jogos recentes… E agora o filme está quase pronto e, pela primeira, vez o príncipe vem em carne e osso. O elenco foi fantástico. Eu meio que só me encostei e fiquei assoberbado com a transformação dos meus personagens digitais em pessoas reais.
Prince of Persia é inspirado em todas as edições dos jogos, mas principalmente na versão de 2003, Sands of Time. É uma adaptação livre, que não segue a história do jogo bit a bit, mas dá para identificar diversos elementos da trama na forma de jogar o filme.”

*Depoimento cedido à Fred Leal

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