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‘Quem é pior: Apple ou Microsoft?’ puxa o papo nesta festa

Por Tatiana de Mello Dias

Na apresentação da Google TV, Eric Schmidt pediu: “Precisamos das suas ideias e tempo precioso”. Estava falando com os desenvolvedores que trabalham sobre a plataforma do Google.

Parte do sucesso da empresa vem das criações dessa comunidade. Por isso, a empresa capricha na hora dos mimos, para cultivar essa relação.

O Google I/O é o auge dessa relação. O evento é a oportunidade dos desenvolvedores entrarem em contato com os criadores das plataformas do Google.

À primeira vista, parece uma Campus Party do Google: um monte de nerds ligados em equipamentos eletrônicos ao longo de dois dias de intensa atividade.

No fim do primeiro dia, todos correram para mostrar seus documentos de identidade para os atendentes: era a hora da festa.

O happy hour do Google tem seu quê nerd: demonstração de robôs, aviões de papel, rodas-gigante e parafernálias afins.

O som, sempre muito alto, foi de mashups feitos no YouTube a música eletrônica.

A tática do “você vem sempre aqui”, entre as pessoas na festa, dá lugar à abordagem: “qual é pior, Apple ou Microsoft?”

No total, ao menos cinco mil pessoas passaram pelo Moscone Center, em São Francisco, entre quarta, 19, e quinta-feira, 20.

Os desenvolvedores, que pagaram pelo menos US$ 100 para se inscrever receberam em casa um Nexus One. Mas o mimo final fez ainda mais sucesso: no anúncio do Android 2.2, o vice-presidente de engenharia do Google anunciou que os desenvolvedores poderiam retirar, após a palestra, seus HTC Evo 4G. A plateia foi a delírio – grande parte dos participantes passou a tarde inteira com os rostos colados nos aparelhos.

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