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Troca de arquivos chega a 130MB/s na Campus Party

  • 29 de janeiro de 2010
  • 22h53
  • Por Filipe Serrano

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Que torrent, que nada. A troca de arquivos de filmes, games, músicas e seriados na Campus Party usa uma forma de download bem menos conhecida na internet, mas mais eficiente. É o programa de código aberto DC++. Com ele, a troca de arquivos é feita diretamente, de computador para computador, de cada pessoa presente no evento.

Para aproveitar a conexão ultraveloz de 10 Gbps, os participantes montaram uma espécie de servidor dentro do programa, especialmente para o evento. No DC++ é possível ver os arquivos do computador de cada usuário conectado e escolher quais deles baixar. No momento em que o Link acessou o programa, havia pelo menos 110 pessoas conectadas – um número até que pequeno para o total de participantes. Cada um dos computadores compatilhavam entre 2 gigabytes e 3 terabytes (mais de 3 mil GB) de arquivos, grande parte games, filmes, temporadas inteiras de séries americanas e muitas, muitas músicas.

“Nossa, achei incrível  o DC. Baixei House, Prision Break, Big Ban (Theory). Teve um moleque que baixou mais de 2 teras, estavam falando”, disse um participante do evento, que veio pela primeira vez à Campus Party e não conhecia o programa.

A troca de arquivos pelo DC++ é tão rápida usando a conexão da Campus Party que o download dos pacotes chega a velocidades de 50 megabytes por segundo. Um episódio de série americana, que costuma ter até 350 MB, é baixado em menos de 7 segundos. Em alguns momentos a velocidade chegava a 130 MB/s.

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Campuseiros montam torre de energético na madrugada

  • 29 de janeiro de 2010
  • 21h14
  • Por Filipe Serrano

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Um grupo de participantes da Campus Party juntou todas as 304 latinhas de energético que tomaram durante a semana e, com todas elas empilhadas,  formaram na madrugada de quinta para sexta-feira uma imensa torre, quase da altura dos pilares que sustentam o teto do Centro de Exposição Imigrantes.

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As latinhas começaram a se juntar sobre um computador de um deles e, com o passar das madrugadas campuseiras, só cresceu. Eles então colocaram todas elas sobre a bancada dos computadores e montaram a torre com fita adesiva .

Bruno Pereira, que tem um serviço de assistência técnica de informática em Cuiabá, foi um dos que participaram da construção da torre. Ele conta que a altura era ainda maior, antes de a torre ser atingida pelo mini-dirigível e pela mosca robótica que volta e meio circulam sobre as bancadas.

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“O Brasil pode ter a legislação de copyright mais progressista do mundo”, diz Lessig

  • 29 de janeiro de 2010
  • 17h06
  • Por Rafael Cabral

Com a aprovação da reforma da lei de direitos autorais, proposta pelo Ministério da Cultura, e do Marco Civil que regula os direitos do internautas, o Brasil pode ser o país com a legislação mais progressista de internet no mundo. A opinião é de ninguém menos que Lawrence Lessig, criador da licença Creative Commons, e a maior autoridade em direitos autorais na era digital. Em entrevista na Campus Party, onde palestrará às 19 horas sobre o futuro das redes de compartilhamento, o professor de Harvard afirmou que o País está, aos poucos, tornando-se “líder em cultura digital”.

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Lessig irá palestrar às 19 horas     Foto: Cristiano Sant’Anna/Flickr Campus Party

Aproveitando o evento, o advogado lançará a versão 3.0 das licenças Creative Commons no Brasil, adaptadas em parceria com o Centro de Tecnologia e Sociedade da Escola de Direito da FGV. Além disso, tem uma conversa marcada com a candidata à presidência Dilma Roussef, que visita o Centro de Exposições Imigrantes nesta sexta-feira, para discutir modelos de flexibilização dos direitos de autor e transparência política na web. “Os documentos e dados do governo não devem estar nem em CC, mas em domínio público”, acredita.

Moderado, Lessig disse à imprensa que rejeita “extremistas dos dois lados, tantos os fanáticos pelo copyright quanto aqueles que querem que tudo vá para o domínio público”, e tachou o copyright de “crucial para algumas com criativas”. “Criamos o Creative Commons não para que ele fosse o modelo ideal para todos, mas sim para termos uma altenativa. Para alguns serve, para outros não. Cientistas e acadêmicos têm necessidades diferentes daquelas da Britney Spears, por exemplo”, brincou.

O advogado ainda explicou, ao Link, a sua nova linha de pesquisas acadêmicas, em que abandona a questão do desiquilíbrio do copyright para se focar nos sistemas de lobby e corrupção do congresso norte-americano. Com os livros ‘Cultura Livre’ e ‘Remix’, Lessig deixou claro o seu ponto: “Agora é hora de entender porque as coisas não mudam. Meu interesse é mapear como o dinheiro impede o progresso em diversas áreas, dos direitos autorais ao aquecimento global”.

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“O mais importante é proteger a internet do excesso de regulação”

  • 29 de janeiro de 2010
  • 16h28
  • Por Tatiana de Mello Dias

O que é que o ‘pai’ da internet no Brasil tem a dizer sobre as normas que regulam a rede?

Eletricista e doutor em engenharia pela USP, Demi Getschko foi um dos responsáveis por implantar a primeira rede TCP/IP no Brasil, que conectou a FAPESP e a Energy Sciences Network (ESNet). Isso foi em 1991.

Hoje ele é diretor-presidente do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br).

Encontramos ele na Campus Party e perguntamos: depois de quase vinte anos e todas essas mudanças, o que ele acha do Marco Civil da Internet e das tentativas de controlar a liberdade na rede?

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Tommy Tallarico conta sua experiência com game music na Campus Party

  • 29 de janeiro de 2010
  • 9h05
  • Por Cido Coelho

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Varios amantes dos games reuniram-se nesta quinta-feira, 28, no palco do Game Music Brasil, na área Expo da Campus Party Brasil para conhecer o outro lado daquele é que considerado o maior produtor de game music do mundo, e é um dos criadores da orquestra Video Games Live (VGL), Tommy Tallarico.

Tallarico contou aos gamers reunidos na área dedicada a música de videogame um pouco da sua experiência profissional ele citou a sua vivência profissional na produção de games como Earthworm Jim, Metroid Prime e Prince of Persia, o cuidado com que se deve ter ao utilizar uma música em um determinado tipo de jogo e o trato de sincronizar o momento que o jogador que se diverte com o controle, possa também, se divertir com os ouvidos.

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Ao final da palestra com o pessoal da Campus Party, Tallarico fez uma rápida entrevista confirmou que vai voltar ao Brasil para fazer apresentações com o Video Games Live entre setembro e outubro de 2010, e atendendo um pedido dos brasileiros que é renovar a lista de músicas de video, com músicas de games como Mega Man, Shadow of the Colossus, Silent Hill e adiantou que nos novos shows ele vai apresentar um trabalho relacionado com o clássico game de luta Street Fighter II. Além disso, ele está preparando o lançamento de um DVD com os shows do VGL que deve ser gravado no País.

Tallarico explicou a importância do evento tecnológico deste porte no Brasil. Para ele, o País é um mercado importante que precisa mais de atenção.

“O Brasil é um grande mercado para videogames e precisa mais atenção. Eventos semelhantes como a Campus Party acontecem nos Estados Unidos e Europa com muita frequência e são organizados. Eu acredito que por causa da pirataria faz com que o país não tenha a devida atenção das distribuidoras de jogos. Os brasileiros gostam muito de videogame e são apaixonados por game music”, diz.

Tommy Tallarico fará mais duas palestras no espaço Ponto de Rede, da Petrobrás, que fica na área Expo da Campus Party Brasil, que vão acontecer nesta sexta-feira às 14h e no sábado, às 16h.

A Gambiologia na Campus Party

  • 28 de janeiro de 2010
  • 23h54
  • Por

Gambiologia é o termo inventado pela equipe do Metareciclagem para definir a ciência da gambiarra. O tema virou objeto de estudo da ONG, e é assunto cotidiano em diversos sites, como o Lifehacker. O debate apresentado na Campus Party reuniu na mesma mesa Glerm Soares, Sergio Amadeu, André Lemos, e o Coletivo Gambiologia.

O debate pretendeu “entender, referenciar e, de certa forma, naturalizar o improviso e a impermanência”, percebendo a gambiarra como elemento fundamental ao processo de evolução tecnológica – “como habilidade essencial para o mundo contemporâneo”, afirmaram os debatedores.

O Metareciclagem tem coletado material sobre o tema, e uma publicação virtual deve aparecer em breve – já dá pra ler a maioria dos textos compilados no site.

Um dos fundadores do Metareciclagem, Felipe Fonseca, define a gambiologia como “a arte de fazer”, e “a re-existência do faça-você-mesmo”. A teoria se aplica a diversas áreas, elevando personagens como o McGyver à condição de herói da inventividade. – afinal, o conceito é exatamente o de se virar “sem todo o ferramental, sem os argumentos apropriados, mas com o conhecimento acumulado pelas gerações” que a Metareciclagem defende.

A gambiologia pode ser enxergada em hábitos cotidianos, como mostram os blogs LifeHacker e Instructables [em inglês], e o brasileiro Gambiologia.net.

De Gil à ciência da gambiarra: a quinta-feira na Campus Party

  • 28 de janeiro de 2010
  • 22h46
  • Por

O terceiro dia de eventos da Campus Party Brasil começou animado, com mesa de debate sobre blogs de humor, e a participação do ex-ministro Gilberto Gil. Mas para os campuseiros, a realidade da vida no Centro de Exposições Imigrantes começou a assentar.

A movimentação parecia menos intensa que nos primeiros dias, e a concentração, menos afiada. Enquanto as discussões e palestras mantinham seu público cativo, boa parte dos participantes já vagava pelo pavilhão sem muito o que fazer. Esses foram os que já tinham “completado sua missão” na Campus Party, o que podia ser tanto encontrar os amigos da internet, quanto encher um HD inteiro com filmes e games.

O aspecto “parque de diversões” da Campus Party também começou a dar seus primeiros sinais de desgaste nesta quinta-feira, com a sensação de brinquedo repetido pairando no ar. Ainda assim, os campeonatos de games são ininterruptos, e todo mesão comunitário tem pelo menos um par de telas onde vilões explodem em sequência.

Uma das apresentações mais disputadas foi a dos ilustradores do Estado de S. Paulo, Daniel Roda e Eduardo “Tcha-Tcho” Malpeli. A dupla falou sobre o Ezflar, gerador open source de realidade aumentada apresentada em uma edição do Link em 2009 (e aplaudido pela Wired), e apresentou um novo projeto para o ano que começa: o Kunigo, uma rede social para facilitar o desenvolvimento de ideias.

Quem também marcou a presença do Estadão na Campus Party foi o editor-chefe de conteúdo digital e blogueiro do Link Pedro Doria. Ao lado de Eugenio Bucci, Doria dissertou sobre os perigos da censura prévia na web – “principalmente em ano de eleições”, como frisou. Doria falou também sobre a situação vivida pelo Estadão no caso Sarney.

Entre os debates mais interessantes e originais da Campus Party, estavam a discussão sobre a brasileiríssima gambiarra como elemento de evolução tecnológica, a apresentação de Marcelo Tas sobre a relação de tribos nativas com a web, e o destaque dado à necessidade de uma banda larga minimamente honesta no Brasil.

Já a discussão sobre compartilhamento e pirataria apresentou mais do mesmo, com o lado dos compositores defendendo um modelo defasado, e o representante do Partido Pirata, Ricardo Severo, incapaz de se defender com coerência. O rapaz alegou até que “nunca tinha pensado no lado dos compositores”, mas tentou se esquivar afirmando que “a relação do compositor é com o artista, e não com o público”.

O site oficial lista que quase 50 mil campuseiros já passaram pelo pavilhão do Centro de Exposições Imigrantes. Os eventos da Campus Party continuam até o fim do sábado, com a manhã de domingo reservada para o desmontar das barracas e as últimas despedidas.

Estadão marca presença na Campus Party

  • 28 de janeiro de 2010
  • 22h25
  • Por

O jornal O Estado de S. Paulo esteve presente na Campus Party 2010 também em cima do palco. As apresentações foram inauguradas por Alexandre Matias – nosso editor aqui no Link – na manhã de quarta-feira, com um debate sobre o fim do MP3. Também participaram da mesa o Gerente Comercial do Last.FM Brasil, André Luiz Gyukozits, e o diretor do programa Notícias MTV, Zé Antonio Algodoal.

Esta quinta-feira foi a vez dos ilustradores Daniel Roda e Eduardo “Tcha-Tcho” Malpeli, e do editor-chefe de conteúdo digital e colunista do Link, Pedro Doria. Tcha-Tcho e Roda apresentaram na Zona da Criatividade o gerador open source de realidade aumentada Ezflar (aplaudido pela Wired), e um novo projeto de rede social, o Kunigo.

O Kunigo foge do esquema tradicional das redes sociais ao conectar, além de pessoas, ideias. A ferramenta pretende facilitar o desenvolvimento de ideias e projetos através do compartilhamento de “blocos de informação” – que podem atender a diversos propósitos ao mesmo tempo. Por exemplo, um tutorial em como construir um motor pode servir tanto para um projeto de automóvel quanto a um projeto de ventilador.

A apresentação da dupla foi uma das mais disputadas na programação do fim da tarde, e o interesse dos participantes em prolongar a conversa ao fim da palestra provou a relevância de temas como Realidade Aumentada e colaborativismo online.

O colunista e blogueiro do Link Pedro Doria dissertou, ao lado de Eugenio Bucci, sobre os perigos da censura prévia na web – “principalmente em ano de eleições”, como frisou. O colunista parte do princípio que em diversos pontos do país, onde a mídia local é às vezes diretamente controlada pelos políticos, os blogs surgem como principal fonte de informação, e chegam a ameaçar alguns poderosos.

Doria falou também sobre a situação vivida pelo Estadão com o caso Sarney, e a postura do STF na manutenção da censura-prévia como artifício legal de intimidação e cerceamento da liberdade de expressão.

Pedro Doria ainda volta ao Centro de Exposições Imigrantes na tarde de sábado, para moderar um debate às 15h45 sobre política e mídias sociais. Participarão da mesa Pedro Markun, Rodrigo Garcia, Moriael Paiva, e Jorge Henrique Cordeiro, um dos responsáveis pelo Blog do Planalto.

Retrato da Campus Party por um não-geek

  • 28 de janeiro de 2010
  • 18h31
  • Por Fernando Martines

O repórter Felipe Branco Cruz, do Jornal da Tarde, foi à Campus Party na quarta-feira, 28. O jornalista cobriu o evento sob uma ótica diferente que nós do Link (a matéria está aqui):  sua visão é como alguém de fora desse mundo (um não-geek) o entende. Assim,  a partir deste ângulo, ele escreveu para o Link sobre a sua experiência na Campus Party. O relato você lê ai embaixo.

As três horas que circulei pela Campus Party na manhã de ontem foram suficientes apenas para sentir o clima geek da festa. Não deu para fazer muita coisa. Daí entendi o porque que tanta gente resolve acampar por lá. Ninguém quer perder nenhum minuto de festa. Minuto esse, aliás, aproveitado por downloads super velozes na banda larga de 10gb.

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Maciel e seu modding em forma de Kratos    Fotos: Leonardo Soares/AE

Na entrada, uma fila tão grande quanto a capacidade da banda larga. Depois descobri que a demora era porque não bastava credenciar apenas a pessoa, você tinha de credenciar também seu notebook. Sim, porque, lá dentro, sua vida virtual é tão importante quando a real.

Depois de enfrentar a fila, minha primeira providência foi habilitar o Wi-Fi do meu BlackBerry e me sentir mais integrado. Alguns minutos depois, descobri que só era possível se conectar a super banda larga utilizando alguns dos milhares de cabos de redes espalhados pelo chão do galpão. Mas, mesmo assim encontrei várias redes Wi-Fi disponíveis, algumas abertas, outras protegidas por senha, mas nenhuma oficial do evento. Nenhuma dessas redes, aliás, eram estáveis e o alcance era mínimo. Me falaram que o pessoal estava roteando o sinal para aproveitar a conexão dentro do banheiro e dentro das barracas.

A princípio, senti uma certa frieza dos participantes. Todos bem à vontade, usando camisetas, bermudas e chinelos. A frieza porque era difícil encontrar alguém com os olhos para fora das telas de seus notebooks. Todos pareciam muito isolados e, ao mesmo tempo, conectados jogando on-line ou conversando pelo MSN. Mas bastou falar um ‘oi, donde cê é?” para começar um bate-papo que era encerrado com trocas de MSN, twitter e e-mails.

Eventos como esses criam suas micro-celebridades. Na Campus Party deste ano, quem chamava a atenção era Maciel Barreto, de 34 anos, baiano de Itajuípe, cidade de 18 mil habitantes a oito horas de Salvador. Ele posava para fotos com seu computador modificado, em formato do personagem Kratos, do jogo de ação God of War. “Eu conheço mais gente na internet do que a população da minha cidade”, diz. Para fazer o desenho da máquina, Barreto levou três meses e usou fibra de vidro para modelá-la. “Fiz em homenagem a um amigo, fã do jogo”, explica. Para fazer a máquina, ele disse ter gastado em torno de R$8 mil, patrocinados por uma empresa de computação. A configuração não assustava tanto quanto a expressão agressiva de Kratos: um quadcore, com um tera de hd.

Se fosse feito um censo, 99.9% das pessoas se assumiram nerds. Era o caso dos amigos Rodrigo Tambara, de 19 anos, Mateus Lehmann, de 21, e Bruno Marques, de 19, que vieram de Porto Alegre, de ônibus, após uma viagem de 22 horas, só para a ‘festa’ informatizada. “Nerds sim, com certeza, mas tenho vida social”, pondera Tambara, que é estudante de Ciências da Computação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

A reclamação da turma era uma só: faltava mulher. “É só olhar. A proporção de homem para mulher é muito maior. Além disso, as gatas são todas funcionárias dos stands, dessas que distribuem papeizinhos de propaganda”, diz Tambara. Mas Lehmann lembra que as blogueiras que passam por ali bem que são bonitas. “É difícil achar mulher nerd bonita. Exceções são as blogueiras. Quase todas são bonitas”.

Parece conversa da série americana The Big Bang Theory, exibida pelo canal pago Warner. De fato, eles são fãs da sitcom, que retrata uma turma de nerds que lida com as gostosas do pedaço. “Aproveitei a superbanda larga para baixar a terceira temporada completa”, diz Marques. “Temos um amigo que é igual ao Sheldon. O nerd assexuado”, brinca Tambara.

Dos seis mil acampados, poucos tinham o conforto do blogueiro Rodolfo Castrezana, de 39 anos. Ele foi o primeiro sorteado para dormir em uma barraca de madeira. Promoção de uma empresa, o local foi criado para dar conforto a algum visitante. Tem televisão, frigobar, ventilador e travesseiros com pluma de ganso. A desvantagem é que o sortudo só pode dormir ali por uma noite. No dia seguinte, outro campuseiro, sorteado pelo Twitter, assume o lugar.

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Castrezana e seu “palácio” em meio às barracas

Já estava indo embora quando encontrei com Éder Martins, de 27 anos, baixando músicas e jogando com o colega do lado. Seu monitor era tão grande que parecia uma televisão de LCD (ou melhor, era uma televisão de LCD). A paixão por computadores dele era tanta que ele investiu mais na máquina do que no próprio carro. Seu equipamento era o mais caro da feira, com um valor acima de R$18 mil. “Meu carro, um Apollo, 92, vale três vezes menos. Larguei ele estacionado aí em frente, mas não largo meu computador”, diz Martins. Dentro do CPU, ele conta com seis terabytes de HD, cinco placas de vídeos e uma infinidade de outros apetrechos praticamente capazes de colocar um foguete em órbita.

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Campus Party e as mulheres

  • 28 de janeiro de 2010
  • 18h00
  • Por

Contrariando todas as expectativas, os marmanjos da Campus Party bolaram uma maneira criativa de fazer as mulheres aparecerem mais na festa dominada por nerds do sexo masculino. A campanha Lingerie Day, criada no ano passado por três blogueiros – @gravz, @morroida e @izzynobre – propões que as mulheres tirem fotos ousadas, de lingerie, e as exibam no avatar do Twitter durante o dia de hoje. A adesão (e o feedback dos rapazes) foi tão alta que a tag #LingerieDay está em terceiro lugar nos temas mais comentados desta quinta-feira. As fotos estão sendo colocadas no http://lingerieday.tumblr.com/, mas cuidado para clicar: nenhuma é explícita, mas todas tem um apelo, digamos, sensual.

Na Campus Party, nenhuma menina desfilou de lingerie, apesar de as fotos sensuais estarem rodando pelas telas. Mas as garotas da festa estão sendo homenageadas de outra maneira: no site http://campus-babes.com, estão sendo compiladas as fotos das meninas que passeiam entre as bancadas.

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