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Skype virá em celulares de operadora americana

  • 17 de fevereiro de 2010
  • 12h12
  • Por Filipe Serrano

O aplicativo do Skype virá pré-instalado em celulares vendidos pela operadora americana Verizon Wireless. A parceria entre as duas empresas foi anunciada ontem durante a feira de telecomunicações Mobile World Congress, em Barcelona, Espanha.

Com o Skype no celular, os clientes americanos poderão fazer chamadas pela internet para seus contatos do Skype e até mesmo para números de telefones convencionais, usando os créditos que compram na conta do Skype.

Há pouco tempo uma parceria do tipo soava arriscada para as operadoras, que poderiam perder receita já que as pessoas não usariam mais sua rede para fazer chamadas. Por outro lado, com o Skype no telefone e com a possibilidade de fazer chamadas pela internet para qualquer lugar do mundo pagando tarifas baixas, as pessoas têm mais um motivo para assinar um plano de dados 3G com a operadora.

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Celulares vão rodar sites e aplicativos em Flash

  • 16 de fevereiro de 2010
  • 19h17
  • Por Filipe Serrano

Durante a apresentação que o CEO do Google fez em Barcelona, Eric Schmidt mostrou um pouco de como será o Android rodando Flash. Com um Nexus One na mão, Schmidt carregou vídeos diretamente do site do New York Times e também abriu um game em Flash, do site Miniclip, completamente jogável na tela de toque do celular.

Foi uma prévia do que deve acontecer este ano: os celulares vão começar a rodar sites e aplicações em Flash, assim como os computadores. A Adobe revelou ontem que lançará versões móveis do Flash para telefones com os sistemas Symbian, Windows Mobile, BlackBerry webOS (da Palm), além do Android. A empresa espera que as primeiras versões do Flash Player 10.1 comecem a ser lançadas no meio do ano.

Além do Flash, a plataforma Adobe AIR 2, usada em programas como Twhirl e Twitter Deck, também ganhará compatibilidade com os celulares, ampliando as opções para desenvolvedores criarem aplicativos para celulares.

A Adobe ainda anunciou uma parceria com 70 empresas de mídia e da área de telecomunicação para melhorar a compatibilidade de aplicações do tipo do Flash em celulares, desktops e outros eletrônicos. O projeto foi chamado de Open Screen Project.

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Microsoft se renova com Windows para celular

  • 15 de fevereiro de 2010
  • 15h54
  • Por Filipe Serrano

O anúncio hoje da nova geração do sistema para celulares da Microsoft colocou a empresa de volta ao centro da evolução da computação móvel. O Windows Phone 7 Series (ou a sétima versão do Windows Mobile) provoca um impacto quase tão grande quanto o Android. Porém, em vez de os serviços do Google estarem em primeiro plano, são as ferramentas da Microsoft que pipocam pelo telefone.

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Para fazer buscas online, o Windows Phone 7 usa o buscador Bing. Para procurar endereços, o Bing Maps. Para transferir músicas do computador para o telefone, o software do Zune (para quem não conhece, Zune é o iPod da Microsoft). Quem quiser baixar jogos, se registra na Xbox Live, a rede de games do famoso console. Sem falar no Outlook para ler e-mails, o Internet Explorer para visitar sites, e do pacote Office. Com o Windows Phone 7 a Microsoft cria um sistema que se encaixa bem com os serviços dela e adaptado às telas de celular sensíveis aos toques dos dedos.

Durante o anúncio, o CEO Steve Ballmer disse que o sistema foi criado do zero, pensando nas tecnologias que existem hoje e para integrar a comunicação online ao telefone. Dessa vez, a empresa parece ter conseguido um bom resultado. Os celulares com Windows prometem ser tão fáceis de usar quanto qualquer iPhone ou Android, com comandos intuitivos.

Cada tipo de funcionalidade do Windows Phone está organizada em “hubs” ou “centrais”. A central de “pessoas” (ou ‘people hub’) mostrará todas as formas de se comunicar com os contatos da agenda, seja por mensagens de texto, por recados no Facebook ou até por fotos postadas em redes sociais. Por falar nisso, o Windows Phone terá integração com o Facebook para publicar imagens com um clique. Há ainda as centrais de fotos, games, aplicativos (a loja online Marketplace), Office (com ferramentas para o trabalho) e de música e vídeo. Veja as imagens aqui.

Um outro detalhe durante a apresentação, porém, deixou uma dúvida no ar. Ballmer criticou indiretamente o iPhone e o Android porque estão cheio de aplicativos, mas as pessoas só podem usar um programa de cada vez. Ele deu a entender que, no Windows Phone, os aplicativos poderão conversar entre si. Ninguém sabe como isso vai funcionar na prática. Ballmer disse que esse detalhe será apresentado daqui um mês, em um evento para desenvolvedores. Mas a ideia mostra o caminho que os celulares podem tomar daqui para frente. Além de precisar de sistemas que estimulem a criação de aplicativos de terceitos, os programinhas precisam ser integrados. para trocar informações entre eles e trazer uma experiência mais completa para as pessoas.

Pode ser. Por enquanto, porém, o Windows Phone ainda fica na promessa. Os primeiros modelos de celular do mercado a usar o novo sistema só devem chegar nos EUA e na Europa no fim de 2010. Até lá, os concorrentes terão bastante tempo para se armar contra a Microsoft.

As operadoras Orange (França) e AT&T (EUA) devem ser as primeiras a lançar os telefones com Windows Phone. Mas outras, como T-Mobile, Telecom Italia, Telefónica, Sprint, Verizon, Vodafone, SFR, Telstra e Deutsche Telekom também estão na fila.

Fabricantes que já tinham celulares com Windows Mobile também estão na empreitada para adotar o Windows Phone, entre eles LG, Samsung, HTC, Sony Ericsson, Toshiba, Dell, HP e Garmin-Asus.

O Windows Mobile 7 em imagens

  • 15 de fevereiro de 2010
  • 13h46
  • Por Filipe Serrano

Tela inicial

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A central de fotografias

* imagine que ao arrastar o dedo na tela, ele vai trazendo a parte da imagem fora do celular para a tela. Vale o mesmo para as imagens seguintes.

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Central de contatos

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Central do Office

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Central de música e vídeos

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Central de games

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Acompanhe o anúncio do Windows Mobile 7

  • 15 de fevereiro de 2010
  • 12h06
  • Por Filipe Serrano

Vai começar a apresentação de Steve Ballmer, que deve mostrar o próximo lançamento da Microsoft para celular, a nova versão do Windows Mobile.

* UPDATE – desculpe o horário. Aqui já são 15h. Considere três horas a menos no Brasil, ok?

16h20 – Acabam as perguntas e respostas. E é isso aí. O Windows Mobile 7 parece mesmo que é uma virada da Microsoft na área de celular. Obrigado àqueles que nos acompanharam. Mais notícias de Barcelona, do Mobile World Congress 2010, aqui no ‘Link Tempo Real’

16h18 – Painel no fundo: ‘Ready, set, seven!”.

16h17 – Ballmer parece que está com vontade de tossir, daí de repente dá uns berros que fazem todo mundo rir.

16h16 – Acaba a apresentação. Vamos agora para as perguntas e respostas.

16h14 – Aqui: “queremos ter celulares  Windows Phone até o fim do ano, antes do Natal”

16h13 – Nada de datas de lançamento ainda…

16h12 – Andy se despede. Ballmer assume outra vez.

16h09 – Só elogios e números de vendas da AT&T. Pelo menos acabou rápido. Agora vem um executivo da francesa Orange.

16h07 - T-Mobile, Telefonica, Sprint, Vodafone, AT&T, Orange, SFR, Verizon, Telstra são as operadoras parceiras que vão trazer o Windows Phone primeiro. As duas principais, diz Andy, são Orange e AT&T. Executivos da AT&T sobe no palco.

16h03 – LG, Samsung, Sony Ericsson, HTC, Toshiba, Dell, HP, Garmin/Asus na lista de parceiros

15h59 – Entra no palco Andy Lees, vice presidente senior de comunicações móveis, para falar das parcerias com outras empresas.

15h58 – “Queremos que os desenvolvedores, as operadoras, os fabricantes, o hardware e o software trabalhem mais livres.”

15h57 – “Com essa integração vocês poderão ver uma consistência melhor na experiência com o celular”

15h55 – Ele reafirma que os aplicativos poderão ser integrados. “Vamos falar no mês que vem sobre o que os desenvolvedores poderão fazer”

15h53 – “Queríamos fazer algo diferente do nosso passado e do que está no mercado. Começamos a criar uma geração nova com o Windows Mobile 7″

15h52 – Vïdeo diz que os celulares de hoje só deixam você usar um aplicativo de cada vez. No Windows Mobile 7, supostamente, eles podem ser integrados. Vamos ver o que o Ballmer tem a falar agora. Ele volta para o palco.

15h50 – Joe deixa o palco. Começa um vídeo de demonstração.

15h48 – Xbox Live vai para o celular!

15h47 – Sincroniza com o Zune Software, para passar as músicas, como o iTunes.

15h45 – Tem um aplicativo do Zune integrado para tocar música e vídeo, mas também vai aceitar aplicativos dos fabricantes

15h43 – A hora de falar de música e vídeo.. “Music and Video Hub”. “Todo celular vai ser um Zune” (!)

15h41 – Vai ter também um “Office Hub”. Com o OneNote (para fazer anotações), documentos, share point..

15h40 – Você só coloca seu login do Facebook uma vez. Torça para que o celular nunca seja roubado.

15h39 – “Pictures hub”. Tem galeria com as miniaturas quadradas do mesmo jeito. Tem álbuns da internet também.  As fotos podem ser publicadas no Facebook diretamente.

15h38 – Agora ele vai falar dos álbuns de fotos

15h36 – Basicamente é uma lista de contatos, com as últimas chamadas e as últimas atualizações das redes sociais (twitter, facebook e o “windows live status”[?])

15h35 – Vai ter uma coisa que se chama “people hub”. Um central de comunicação. Mostra as pessoas que você se comunicou recentemente. A foto de cada um, quadradinho.

15h33 – O leitor de e-mail também está melhor. Dá para selecionar mais de uma mensagem e excluí-las.

15h31 – Opa. O browser também mudou. Tem multitouch e ajusta a página bem na tela. Ainda faz um super zoom nas páginas da web.

15h29 – O legal é que os resultados são personalizados. Mostra o lugar que você procurou, serviços em volta, reviews.

15h27 – Botão de busca faz exatamente do mesmo jeito que o Android. Abre uma campo de texto no alto da tela e o teclado virtual. A busca, advinhem, é pelo Bing.

15h25 – Tem integração com o Bing Maps. Quando você clica no endereço de uma pessoa ou um lugar, ele abre direto o endereço no mapa. Hmm…. ok. Dá pra trocar pelo Google Maps?

15h24 – Agora ele mostra o calendário. Nada de mais, só um visual muito melhor.

15h23 – Joe puxa o celular muito forte e o cabo se solta. Hilário.

15h22 -  A tela é customizável com esses widgets. Eles são bem quadradinhos.

15h20 – Joe mostra um prototipo rodando o sistema. A tela é cheia de widgets grandes com redes sociais, contatos, data, e-mails e uma foto do seu álbum embaixo

15h19 – “Todo celular com Windows Phone vai ter três botões: start, search e back”

15h18 - Joe volta a falar

15h15 – Um vídeo mostra a nova versão do Windows! Mais bonito mesmo! E mais fácil para tela de toque.

15h14 – “Um celular não é um computador”, ele diz. Ah, vá. Ainda bem que descobriram.

15h13 – Joe Belfiore, vice presidente do Windows Phone (windows mobile) entra no palco. Sai Balmer.

15h12 – “Nosso prazer compartilhar o novo Windows Mobile. O Windows Mobile 7.0″

15h11 – Steve Ballmer entra no palco. Começou

15h10 – Nosso anexo à conferência já está lotado. Esperando começar.

15h05 – Depois de uma fila gigantesca de jornalistas, conseguimos entrar no hotel onde será a conferência. O salão já estava lotado. Colocaram os jornalistas numa sala separada com três televisores.

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Intel e Nokia anunciam novo sistema para portáteis

  • 15 de fevereiro de 2010
  • 9h41
  • Por Filipe Serrano

A Nokia e a Intel anuciaram hoje em Barcelona que vão lançar juntas um sistema operacional para dispositivos portáteis, como netbooks, televisores, aparelhos de entretenimento para automóveis e, claro, telefones celulares.

O Maemo, da Nokia, e o Moblin, da Intel, serão unidos em um só, que se chamará MeeGo. Os dois sistemas baseados em Linux eram apostas individuais dos fabricantes para os dispositivos móveis. O Maemo vinha sendo usado em tablets portáteis e celulares da Nokia, como o N810 e o N900.

O Moblin ainda era uma aposta da Intel, e agora as duas empresas ganham mais força para competir em um futuro próximo onde todos os eletrônicos (TVs, navegadores GPS, celulares) ficarão mais parecidos com computadores e conectados à internet.

O MeeGo será um plataforma aberta. Isso significa que qualquer empresa ou desenvolvedor de software pode criar programas para o sistema facilmente, além de poder modificar o próprio sistema.

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Feira em Barcelona começa com celular de alta definição

  • 14 de fevereiro de 2010
  • 22h10
  • Por Filipe Serrano

A Samsung fez uma pré-estreia dos lançamentos que fará durante a feira Mobile World Congress na noite deste domingo em Barcelona, na Espanha. A fabricante coreana fechou um dos pavilhões do evento, com pelo menos duas centenas de convidados, para apresentar sua nova linha de celulares.

O destaque ficou para o Samsung Wave (S8500), o único demonstrado no evento de domingo. Com uma tela de 3,3 polegadas que utiliza uma tecnologia que a Samsung chamou de Super Amoled, o aparelho tem uma das melhores reproduções de gráficos já desenvolvidas em um celular.

A tonalidade das cores tão forte que os vídeos e fotos reproduzidos no Wave ganham uma qualidade comparável à de TVs de alta definição, apesar de a resolução ser de 800 x 480 pixels. Por falar nisso, o celular é capaz de tocar arquivos de vídeos DivX, XvID, WMV gravados em alta definição (720 linhas progressivas), comuns em vídeos de filmes e séries no computador, além de MPEG4, que é um formato de vídeo mais usado em dipositivos portáteis.

O Wave é um sucessor da linha de celulares com tela de toque da Samsung. A empresa aprimorou a experiência de toque, cujos comandos não eram tão precisos e rápidos o suficiente. O Wave vem com um processador de 1 GHz, com capacidade de responder aos toques com mais velocidade. Porém, os modelos que estavam em demonstração, usados pelo Link, ainda engasgavam em alguns momentos (veja o vídeo no fim da página).

Além disso, foi criada uma nova interface com o sistema operacional para celulares, criado pela Samsung, o Bada. O sistema já havia sido anunciado em dezembro, como uma plataforma aberta para que os desenvolvedores de aplicativos criassem e transfomassem o Bada como bem entendessem, no mesmo conceito do Android.

Na prática, o Bada é uma evolução da interface que a Samsung já vinha usando em outros modelos de toque, como Jét e o Star. Só que, em vez de trazer uma barra lateral com opções de widgets para a tela inicial, agora há um atalho que abre o diretório de widgets na parte de baixo da tela.

Na parte de cima, aquela barrinha de status com o horário e o nome da operadora pode ser arrastada para baixo e a pessoa vê as últimas notificações, como mensagens, e-mails e alertas. Reconheceu? Funciona exatamente do mesmo jeito que o Android. Até o desenho da barrinha é parecido. Não será uma surpresa se o Google reagir (até judicialmente) no futuro à interface do Bada.

Além disso, o Bada traz um aplicativo que a Samsung chamou de Social Hub. É uma forma de integrar as contas da internet no celular, como de e-mails, do Twitter e do Facebook. Os contatos da internet são todos carregados para o telefone, como no Android. Ainda há uma opção boa de poder sincronizar o calendário do celular com as agendas do Google, do Yahoo e outros serviços online. No Android, só é possível carregar a agenda do Gmail.

O Wave ainda traz outras novidades tecnológicas. É o primeiro telefone com a tecnologia Bluetooth 3.0, que pode transferir um arquivo de 3 megabytes (MB) em apenas 1 segundo entre dois aparelhos com a mesma tecnologia, oito vezes mais veloz que o atual Bluetooth 2.0. Uma música em MP3 costuma ter entre 3 MB e 6 MB. A rede Wi-Fi também utiliza uma tecnologia mais veloz, que é a frequência 802.11n. Se o roteador tiver a mesma tecnologia, a conexão da internet pode ficar mais rápida.

O celular ainda tem câmera de 5 megapixels, GPS, 3G e grava vídeos em 720p. Estará disponível em versões com 2 GB e 8 GB de memória. Ainda não tem preço sugerido, nem data definida para chegar ao Brasil, mas deve aportar pelo menos depois do feriado do dia das mães, em maio.

Fotos do Samsung Wave e do lançamento do Bada:

Imagens: FILIPE SERRANO/AE

Demonstração do Samsung Wave:


* O repórter viaja a convite da Samsung

Sábado com pesquisador da Nasa e Kassab (de surpresa) na Campus Party

  • 31 de janeiro de 2010
  • 1h02
  • Por Fernando Martines

Este sábado, 30, marcou o último dia de eventos na Campus Party. No domingo, nada acontecerá de oficial: nem palestras, nem debates, apenas algumas entregas de prêmios. Na verdade o clima já era de fim de festa nesse sábado. Desde manhã, várias pessoas deixavam o Centro de Exposições dos Imigrantes com seu computadores alojados em porta-malas de táxis. Dentro do local o clima também já estava cinzento: menos barulho e movimentação que nos outros dias e mais pessoas dormindo. A Campus Party só acordou quando o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, apareceu, às 15h45, de surpresa no debate “Blogs, Mídias Sociais e Política”, mediado por Pedro Doria, editor de mídias digitais do Estado, e prometeu: “Teremos sim um blog da Prefeitura”.

Outro destaque do sábado foi a palestra do brasileiro Marco Figueiredo, pesquisador da Nasa há 17 anos. Marco defendeu a tese de que se as empresas aerospaciais pelo mundo afora liberarem para o público informações e dados que hoje mantém secretos, a exploração humana no espaço será muito mais rápida – e para isso, serida fundamental essas empresas (que culutuam a “cultura do segredo” segundo o pesquisador) trabalharem com softwares livres, para que a cultura wiki, do compartilhamento, ajude a gerar mais ideias e evolução dos projetos.

Saldo

Por ser o último dia relevante da Campus Party, o Link saiu perguntando aos campuseiros neste sábado o que eles acharam do evento (e para aqueles que tinham ido no d ano anterior, para que comparassem). A reação foi quase unânime: os novatos gostaram muito do evento; os veteranos afirmaram que a organização estava melhor que a do ano passado, mas ainda deixava a desejar (principalmente pelo fato de muitas palestras e debates ocorrerem juntas, sendo impossível ouvir as pessoas) e a segurança não foi a ideal (nenhum caso de roubo foi citado, mas a maioria dos campuseiros disse que não se sentiam seguros e que um furto poderia ser feito facilmente por ali). Confira ai embaixo, os depoimentos:

Rauan Garbin, 18 anos

“Achei que as palestras seriam melhores e imaginei que a internet era mais rápida. Está rápida, mas pensei que seria mais”.

 

Andreia Martins, 22 anos

“Gostei muito da internet rápida e do network com pessoas de outras empresas, já que trabalho em uma empresa da web também”.

 

Marcella Caravlho, 19 anos

“A organização está melhor que no ano passado, mas falta bastante coisa pra melhorar. Segurança, por exemplo, ainda está pecando. A alimentação, pra quem pegou o pacote, está melhor que ano passado”.

 

Caio Henrique Pinheiro Melo, 23 anos

“ A organização está bem melhor que no ano passado. A segurança ainda tem problema, como ano passado. A acústica das palestras é muito ruim.Em relação a alimentação, a comida melhorou, mas ano passado podia repetir e era suco a vontade”. 

 

Lucas Teixeira Costa, 25 anos

“Minha primeira Campus Party e achei muito organizado, muito animado. A segurança podia ser melhor, qualquer um podia roubar laptops apenas fazneod uma simples troca de adesivos. As palestras acho que foram direcionadas apanas para inciantes, achei que tinham que ter algumas mais profundas. Eu já sei tirar foto razoalvelmente bem, mas todas as oficinas eram sobre ‘como aprender a tirar fotos com a máquina que você tem’, ou coisa para quem não tem a mínima noção”.

 

Suelane Cristina, 21 anos

“A organização melhorou em relação ao ano passado, souberam aproveitar espaço. A segurança está igual à do ano passado, tem hora que eles relaxavam. Achei as palestras melhores que em 2009, foram mais abrangentes”.

 

Cleyton Fabio Leite Batista, 31 anos

“Achei o evento meio desorganizado. Excesso de fila pra tudo. Mas o contato pessoal foi muito bom. E a segurança ficava ruim a partir do momento em que eles cansavam e não vistoriavam mais nada”.

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Modding, a grande hype da Campus Party 2010

  • 30 de janeiro de 2010
  • 23h08
  • Por Fernando Martines

Quando o filme Velozes e Furiosos foi lançado no ano de 2001, popularizou instantaneamente um conceito: o do tunning. Ter o carro exatamente igual ao das outras pessoas, exceto pela cor, já não interessava mais. Por isso neons, nitros, pinturas estlizadas e escapamentos barulhentos foram adicionados aos carros. Na Campus Party, o caminho dos computadores parece ter tomado o mesmo rumo: após a primeira edição, em 2008, cada vez mais campuseiros se embrenham no mundo do modding – que significa “tunar” seu PC, estilizá-lo, e (afirmo com medo) transformá-lo em uma obra de arte plástica.

A área vem tomando muito espaço na Campus Party. Um fato que comprova isso é que de todas as centenas de debates, palestras e micro-eventos, o que mais se destacou nessa edição da CP foi o computador em forma de Kratos do baiano Maciel Barreto. Se você acompanhou alguma reportagem, sem na internet, jornais ou televisão sobre o evento, você com certeza viu a CPU no formato do protagonista do game God of War (até Dilma se encantou “a obra”). A história já foi contada e recontada: Maciel demorou três meses apenas para fazer o desenho do Kratos e gastou R$ 8 mil para colocá-lo em prática – tudo pago pela empresa de computação que o patrocina. Jogador fanático por God of War, o baiano resolveu fazer um PC na forma de Kratos em homenagem a um amigo que também gosta muito do game.

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Kratos PC, o objeto mais fotografado da Campus Party    Fotos: Filipe Serrano/AE

Maciel afirma que começar a fazer modding foi quase que uma consequência inevitável para ele: “Logo que eu comprei o computador, eu queria transformá-lo em algo diferente, não igual a todos. Comecei a pesquisar e vi que tinha um pessoal que já fazia isso e depois entrei de cabeça”. Para ele, a maior dificuldade da técnica é conseguir capital suficiente para criar. “è difícil conseguir o dinheiro para por em prática tudo que você planeja”, conta.

Outro modding que ficou famoso aqui na Campus Party foi o de Omar Majzoub. O campuseiro trouxe ao evento um modding todo inspirado na série Lost. Dessa forma, o CPU é em forma de octógono (só tem lógica para quem acompa o programa) e vem como o logo da Dharma. O logo da série também vem estampado, da mesma forma que está na abertura da série. Omar demorou cinco meses para concluir a obra e gastou dois mil reais (economizou bastante, já que usou peças que já tinha em casa). A opção em fazer um computador com referências à série, não tem outro  motivo senão o fato de que o campuseiro é fã de Lost. Ele explica: “Eu queria trazer um bom case para apresentar aqui na Campus Party e resolvi fazer relacionado com Lost. No começo  pensei em fazer o computador em forma de ilha (na série, os perosnagens estão perdidos em uma ilha), mas não conseguia encaixar algo assim. Então pensei no octógono e deu certo”.

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 ”Lostmod”, o computador estilizado por Omar

O curioso é que a primeira vez que Omar viu um modding foi na Campus Party de 2008. “Achei tudo aquilo muito bonito e logo depois comecei a pesquisar, ir atrás de fazer os meus moddings”, conta o campuseiro. Ao contrário de Maciel, Omar acha que o mais complicado nessa arte é conseguir transpor as ideias do papel para a realidade.

Outro modding que chama bastante a atenção na Campus arty é o dragão de Alexandre Ferreira. Olha ai embaixo (é realmente impressionante):

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Sim, tem um processador ai dentro

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Conhecimento wiki para explorar o espaço

  • 30 de janeiro de 2010
  • 14h09
  • Por Fernando Martines

O conhecimento formado pelo sistema wiki para ajudar a humanidade a aumentar sua presença no espaço. Exagero? Quem defende a ideia é Marco Figueiredo, pesquisador da Nasa há 17 anos. Marco expôs a teoria neste sábado, na Campus Party.

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Marco, mineiro de Governador Valadares, ministra a palestra com sotaque americano    Foto: Divulgação/Flickr Campus Party

O pesquisador da Nasa já começou deixando claro que software livre, conhecimento formado por compartilhamento, são assuntos delicados em sua área. “Se eu disser algo que não posso aqui, revelar um segredo, além de levar uma multa milionária, serei preso”, disse.

Apesar de estar trabalhar para o lado que preza, como ele mesmo definiu, a “cultura do segredo”, Marco se mostrou um grande entusiasta de que Nasa e as outras empresas aeroespaciais liberem dados e informações para que o público possa trabalhar em cima disso. “Manter esses segredos impede o desenvolvimento da tecnologia”, afirmou o pesquisador brasileiro.

Como consequência da total falta de compartilahmento de conhecimento nessa área (“Falar sobre a cultura do conhecimento livre numa conferencia aerospacial seria uma heresia”) Marco aponta o problema da repetição dos projetos: como uma empresa não tem as informações que a outra possui, ela acaba copiando softwares e programas da concorrência. “Não há evolução de ideias, as coisas se repetem muito”, analisou.

Mas, apesar de seu apoio ao sistema wiki de formação de conhecimento, Marco apontou que também existem motivos plausíveis para os avanços na área serem guardados a sete chaves: “Do mesmo jeito que fazemos um foguete para levar um satélite para o espaço, isso pode ser usado para jogar bombas em qualquer parte do mundo”.

Mas, digamos que boa parte do conhecimento dessa área fosse liberado. Como ajudar a produzir coisas relevantes num setor que exige conhecimentos tão profundos em matemática, física (além de que os softwares desse campo não devem ser a coisa mais simples de se mexer)? Marco finalizou dizendo que liberação do conhecimento serviria como um incentivo para as pessoas estudarem temas relacionados a exploração espacial.

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