O presidente do PSDB paulista, deputado Duarte Nogueira, divulgou uma nota hoje na qual rebate as declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para quem não existe político “irretocável“. “O ex-presidente disse que ‘político ético, de comportamento irretocável, não existe’. Por esta afirmação, relembro Mario Covas (‘asseguro, sem vacilação, que é possível conciliar política e ética, política e honra, política e mudança’)”, disse o tucano.
“Em pouco mais de uma semana, o ex-presidente Lula tenta dar sinais de lucidez com sinal trocado. Há cerca de dez dias, ele disse que o PT precisava recuperar princípios e valores. Só é possível achar aquilo que se perde, e não o que se abandona. E o PT abandonou seus princípios e valores”, completou.
Nogueira também criticou os ataques de Lula à imprensa, que seriam, segundo ele, uma demonstração de que o ex-presidente e o PT ”não conseguem conviver com o contraditório”.
O ministro Aloizio Mercadante (Educação) queria ser candidato a governador de São Paulo pelo PT em 2014. Disse isso a mais de um interlocutor, e não só do PT. Agora, anunciou que resolveu não disputar a eleição paulista porque considera “a educação a grande prioridade estratégica do País”. ”Eu, ficando, também demonstro essa prioridade. Temos que demonstrar essa prioridade com atitudes concretas”, afirmou.
Nos bastidores, sabe-se que Lula não queria Mercadante candidato em São Paulo. Falava da “fadiga de material” e da necessidade de o partido avançar para além dos 30% de intenção de votos que tradicionalmente tem no Estado – Mercadante disputou o governo em 2006 e 2010 e perdeu os dois embates. No partido, já era esperada uma operação de Lula com a presidente Dilma Rousseff para pedir a Mercadante que ficasse no governo, onde seu trabalho seria indispensável – uma maneira elegante de o retirar da disputa de 2014. Pelo jeito, a operação saiu agora…
A saída de Mercadante do cenário lembra a operação de 2011, quando Lula tirou de cena Marta Suplicy para emplacar Fernando Haddad como candidato a prefeito de São Paulo no ano seguinte. Deu certo, Haddad foi vendido como uma “novidade” e ganhou a eleição. Com Mercadante, a história é um pouco diferente. A operação, segundo os petistas, deveria ser mais cirúrgica, já que o ex-presidente tem uma relação mais próxima com o ministro, além de ter uma dívida com ele, que teria se sacrificado e entrado em disputas eleitorais que não queria a pedido de Lula. Portanto, a decisão de não ser candidato deveria partir de Mercadante, ainda que ele fosse levado a tomar essa resolução.
Outra coisa. No longo prazo, ficar no governo pode ser bom para Mercadante. O ministro é um dos mais fortes da Esplanada, e a presidente gosta dele. A eleição de 2018 está logo aí e, por enquanto, Dilma não tem um candidato. Desde já, Mercadante torna-se um dos cotados para a sucessão, se ela se reeleger no ano que vem.
Agora, o cenário fica aberto para os ministros Alexandre Padilha (Saúde) e Guido Mantega (Fazenda). Em reunião no Instituto Lula, ontem, os petistas chegaram a dizer que a ausência de uma marca de Padilha no ministério, uma das fragilidades do ministro apontadas pelo partido, não seria um obstáculo para ele disputar São Paulo. Lula também vê com simpatia o nome de Mantega. Avalia que seria um ótimo candidato se a economia voltar a crescer no ano que vem. Na reunião de ontem, quando os petistas falaram que o partido tinha que ter o candidato resolvido até o primeiro semestre, alguém citou Padilha. Lula disse que poderia ser outro nome também…
Há outros cotados para a disputa, mas que não devem entrar no páreo. O ministro José Eduardo Martins Cardozo (Justiça) não conta com o apoio de Lula. E o prefeito Luiz Marinho (São Bernardo do Campo) já disse ao PT que pretende ficar até o final da sua gestão, em 2016, no ABC paulista.
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Em reunião no Instituto Lula ontem, o PT começou a ensaiar um discurso para retirar a vaga de candidato à reeleição, em 2014, do senador Eduardo Suplicy (SP), que ocupa uma cadeira no Senado pelo partido desde 1991. O assunto foi abordado de maneira rápida por um grupo de prefeitos e líderes do PT, na presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com relatos de petistas, um prefeito do partido sugeriu que, em 2014, Suplicy concorra a uma vaga de deputado federal. O presidente do partido, Rui Falcão, teria complementado a questão ao dizer que a vaga ao Senado seria importante numa negociação do PT com partidos aliados.
Os petistas paulistas acham que o nome de Suplicy pode ajudar a puxar votos na chapa de deputado federal, que não teria um nome forte na eleição de 2014 – muitos dos parlamentares que tiveram votação expressiva não vão concorrer na próxima eleição, como João Paulo Cunha, condenado no processo do mensalão, e Jilmar Tatto, que ocupa secretaria no governo de Fernando Haddad.
O outro ponto usado pelos petistas – e destacado por Falcão – é a necessidade de composição com aliados em São Paulo. O PT quer fechar alianças com o PMDB e o PSD, de Gilberto Kassab. Para isso, precisa ter as vagas de vice e do Senado para oferecer.
Há algum tempo, o PT já estuda rifar a vaga de Suplicy, cada vez mais distante da direção nacional. Na eleição do ano que vem, estará em jogo apenas uma cadeira no Senado por Estado, o que dá um peso ainda maior para a vaga – na eleição passada, foram renovadas as duas outras cadeiras. O PT, porém, teme os danos da operação. Avalia que Suplicy pode se colocar como vítima e conseguir o apoio da base do partido para poder disputar a reeleição.
Sucessão. Na reunião de ontem, também foi debatida a sucessão em São Paulo. O presidente do PT estadual, Edinho Silva, afirmou que o partido deveria definir o candidato a governador no final do primeiro semestre, para começar o segundo semestre com uma estratégia mais definida e uma organização maior. A tese foi ponderada pelos presentes, entre os quais Lula, que disse não ser hora de acelerar o processo. O ex-presidente afirmou, inclusive, que o ministro Aloizio Mercadante (Educação) ainda teria dúvidas sobre se será candidato em São Paulo.
Os presentes também falaram que o desempenho do Ministério da Saúde no Estado não seria um obstáculo para Alexandre Padilha disputar a eleição em São Paulo. Também cotado para concorrer em 2014, pesa contra o ministro o fato de os petistas avaliarem que sua gestão na Esplanada carece de uma marca forte. Ontem, no entanto, os integrantes do partido afirmaram que a gestão da saúde no governo de Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, também não serviria de bandeira eleitoral para os tucanos na eleição do ano que vem. Portanto, Padilha está no jogo.
O PT se divide hoje entre o nome dos dois ministros. Lula, segundo petistas, ainda nutriria certa expectativa pela candidatura do ministro Guido Mantega (Fazenda), que teria potencial para decolar apenas se a economia ganhar força.
Na reunião de ontem, o partido definiu que o novo presidente estadual será Emídio de Souza, ex-prefeito de Osasco. Ele será o responsável por conduzir o partido no processo eleitoral de 2014. A eleição será apenas em novembro.
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O deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), líder do governo na Câmara, e o senador Walter Pinheiro (PT-BA), reuniram-se no final da tarde de domingo com o governador Geraldo Alckmin (PSDB), no Palácio dos Bandeirantes, para discutir a Medida Provisória 599, que prevê alterações na cobrança do ICMS para acabar com a guerra fiscal, e o projeto que cria novos critérios para divisão dos recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE).
A MP prevê que a União compense perdas dos Estados decorrentes da unificação da alíquota do ICMS cobrado nas operações interestaduais. A equipe econômica paulista estima perdas de R$ 6 bilhões em receitas até 2015 caso seja aprovada a mudança – para o resto do País as perdas seriam de R$ 2 bilhões. Só na arrecadação com o comércio eletrônico a queda seria de R$ 2 bilhões para São Paulo.
Alckmin também teme o impacto nas receitas paulistas do projeto que muda a divisão do FPE. Na conversa, os dois petistas teriam demonstrado abertura para discutir os pontos negativos para o Estado.
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Hoje, publiquei no jornal um texto sobre as articulações do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD) no atual xadrez político. O discurso público do presidente do PSD vai numa direção, enquanto a sua movimentação política nos bastidores segue por outra. Kassab diz publicamente que é candidato a governador de São Paulo em 2014, mas já fez chegar ao Palácio dos Bandeirantes a intenção de ser vice de Geraldo Alckmin na disputa – cargo que também foi alvo de conversas que manteve com o PT paulista.
Os tucanos são querem fechar as portas para Kassab, mas temem uma aliança com o ex-prefeito, com quem o governador rompeu na eleição para a Prefeitura em 2008, quando a cúpula do PSDB, inclusive José Serra, resolveu apoiar a candidatura dele contra a de Alckmin. “Se Kassab for vice em 2014, assume o governo em 2018 e acaba com o PSDB paulista no dia seguinte”, afirmou um tucano próximo ao governador.
O ex-prefeito mira em 2018, quando Alckmin, se reeleito em 2014, teria que se desincompatibilizar para disputar a Presidência da República. O cargo de governador, então, cairia no seu colo, como ocorreu com o de prefeito em 2006, quando Serra renunciou ao mandato para disputar o Palácio dos Bandeirantes.
Alckmin terá de colocar na balança qual risco prefere correr: o de ficar sem o apoio de Kassab e o tempo de TV do PSD na campanha à reeleição, jogando-o no colo do PT, ou o de entregar o partido nas mãos do ex-prefeito em 2018.
Leia o texto publicado no Estadão hoje:
Ex-prefeito quer ser vice de Alckmin
Assim como o PR, de Valdemar Costa Neto, e o PP, de Paulo Maluf, o PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, trabalha em duas frentes na disputa de 2014: o alinhamento com o PT na reeleição de Dilma Rousseff, em Brasília, e o reenlace com o PSDB de Geraldo Alckmin, em São Paulo. O discurso público, porém, segue outra lógica, a do despiste: a retórica aponta em uma direção, enquanto a movimentação nos bastidores segue outra.
Ontem, Kassab disse que, antes de 2014, o PSD não embarcará no governo Dilma. Afirmou também que, se houver um ministério para o partido no curto prazo, será da cota da presidente – o vice-governador Guilherme Afif Domingos, por exemplo, seria uma escolha “pessoal” dela. Dessa maneira, o PSD, que na realidade ficou insatisfeito com as ofertas feitas pela Presidência – o partido chegou a almejar Transportes ou Cidades -, vende a ideia de que será independente. E tenta, assim, se descolar do estigma da negociata peemedebista, citada pelos líderes do PSD como exemplo a evitar.
Recentemente, o ex-prefeito também passou a dizer que será candidato a governador no ano que vem. Nos bastidores, o partido de Kassab já pediu a vice de Alckmin, com quem o ex-prefeito esteve no final do ano passado em uma conversa de aproximação no Palácio dos Bandeirantes. Kassab quer, assim, reeditar a mesma estratégia de 2004, quando foi vice de José Serra, caminho que o levou à Prefeitura. Na ocasião, o ex-prefeito também falava que o PFL, seu partido, teria candidato próprio. Mas, nos bastidores, trabalhava pela aliança com o PSDB. “Um dia quero ser vice, mas não agora”, afirmou em junho de 2004, três dias antes de ser indicado oficialmente candidato ao cargo pelo PFL.
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Candidato derrotado à Prefeitura de São Paulo em 2012, o ex-deputado Celso Russomanno aparecerá hoje em cadeia nacional, durante o programa partidário do PRB, que vai ao ar a partir das 20h30. O ex-parlamentar é a principal aposta do partido para a eleição de 2014, provavelmente numa composição com outra legenda.
No programa, Russomanno, que liderou a maior parte da disputa paulistana e ameaçou deixar o eleito, Fernando Haddad (PT), de fora do segundo turno, explicará porque o partido não quis apoiar o PT nem o PSDB, de José Serra, na última etapa da eleição em São Paulo. Na realidade, houve uma negociação com os tucanos, que envolveu até o governador Geraldo Alckmin, mas que acabou não evoluindo. Russomanno também descartou apoiar o PT, depois de ter se tornado alvo de Haddad na campanha.
Aparecem também no filme o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, Antonio Bulhões, líder do PRB na Câmara dos Deputados, o senador Eduardo Lopes e dois prefeitos: Ruy Muniz, de Montes Claros, e Heleno Silva, de Canindé do São Francisco.
Assim como Russomanno, outra aposta do PRB é o ministro Marcello Crivella (Pesca), que também dará um depoimento no programa de hoje.
O PRB tem feito movimentos para mudar a imagem do partido, associada à Igreja Universal, a qual os seus fundadores eram ligados. No sábado, o economista Marcos Cintra, ex-PSD, de Gilberto Kassab, toma posse como presidente paulista do partido, cargo ocupado anteriormente por um integrante da igreja.
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A Construindo um Novo Brasil (CNB), maior corrente interna do PT, se reunirá entre sexta-feira e sábado, num hotel em São Paulo, para discutir a posição de seus integrantes no próximo PED (Processo de Eleição Direta) do partido, em novembro, quando será definirá a nova direção petista.
Além do apoio à reeleição do atual presidente nacional, Rui Falcão (SP), serão discutidos os três nomes que a CNB indicará para compor a Executiva do PT no lugar dos petistas que deixarão suas funções: o deputado José Guimarães (CE) tornou-se líder do PT na Câmara dos Deputados e deixou a vice-presidência; Fátima Cleide assumiu diretoria na Fundação Perseu Abramo, ligada ao partido; e André Vargas sairá da secretaria de comunicação petista para se candidatar à vice-presidência da Câmara dos Deputados.
Na primeira parte do encontro, na manhã de sexta, haverá um painel para discutir conjuntura econômica, com o economista João Sicsú, do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).
Devem participar da reunião da CNB ministros do governo Dilma Rousseff que fazem parte da tendência, entre os quais Marta Suplicy (Cultura) e Alexandre Padilha (Saúde).
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Bruno Boghossian
Em campanha para se eleger presidente da Câmara, o deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN) recebeu cerca de 20 parlamentares para um jantar no restaurante Figueira Rubaiyat, em São Paulo. Alves, que é favorito na disputa, recebeu palavras de apoio de Paulo Maluf (PP-SP), que o defendeu de acusações de corrupção, e contou com a presença de um deputado do PSB, partido que lançou seu próprio candidato ao comando da casa.
Os convidados chegaram por volta de 19h30 e se sentaram em um salão reservado nos fundos do restaurante, protegido da visão dos demais clientes por divisórias de madeira. No espaço reservado, Alves recebeu apoio de representantes da bancada paulista da Câmara, com deputados do PT, do PSD, do PPS, do PTB e do DEM – parlamentares do PSDB não apareceram, mas declararam voto no peemedebista horas antes, na sede do governo de São Paulo.
Chamou atenção a presença do deputado Abelardo Camarinha (PSB-SP), cujo partido tem um candidato ao comando da Câmara, Júlio Delgado (PSB-MG). Três participantes do jantar relataram que Camarinha chegou a declarar voto em Alves durante o encontro. Ele nega. “Vim atender a um chamado do vice-presidente Michel Temer, meu amigo desde 1976, mas vou seguir a orientação do meu partido”, explicou-se. Questionado sobre a suposta declaração de apoio ao candidato do PMDB, resumiu: “O voto é secreto!”.
Durante a refeição, alguns convidados se levantaram para elogiar Alves. O destaque foram as palavras de Maluf, que defendeu o deputado do PMDB das acusações de que teria beneficiado a empresa de um ex-assessor com emendas parlamentares. Maluf, que responde a denúncias de corrupção por sua gestão à frente da Prefeitura de São Paulo, disse que Alves não deveria “se preocupar com isso”, segundo relatos de outros parlamentares. Todos fitaram Maluf, sem questionar seus conselhos.
Alves chegou a defender a atividade da imprensa, que publicou reportagens expondo suspeitas de corrupção em seu gabinete. Deputados contam que ele afirmou que os “exageros” são melhores que a “falta de voz” que ele atacou durante os períodos de censura da ditadura militar.
O jantar foi pago pelo PMDB nacional, de acordo com Alves. Em média, uma refeição sob a gigantesca figueira de 130 anos do restaurante sai por um preço de R$ 150 a R$ 180, sem bebidas. De entrada, foi servido coração de pupunha assado no forno a lenha com coalhada fresca e rúcula. Para o prato principal, uma escolha entre tiritas de picanha com legumes no forno de barro ou crepe de legumes. Os convidados também tinham acesso a um bufê de sobremesas. A mesa reservada abrigava 50 pessoas, mas a adesão não foi completa.
Os petistas engrossaram o público do jantar, com Arlindo Chinaglia, Cândido Vaccarezza, Paulo Teixeira, José Mentor, e Devanir Ribeiro, todos de São Paulo, e André Vargas, do Rio Grande do Sul, que é candidato a vice-presidente da Câmara. Estavam lá também Guilherme Campos (PSD), Arnaldo Faria de Sá (PTB), Arnaldo Jardim (PPS), Jorge Tadeu Mudalen (DEM) e outros parlamentares. No encontro, Alves gabou-se de ter também o apoio de partidos como o PR, o PSC e o PCdoB.
Além da troca de elogios, os deputados reclamaram entre si sobre a dificuldade de se obter emendas parlamentares e sobre a judicialização do processo legislativo – em que os tribunais são chamados a se pronunciar sobre vazios ou dúvidas deixados pelo Congresso durante a elaboração das leis.
Henrique Alves se sentou entre Chinaglia e o vice-presidente Michel Temer. Deixou o jantar correndo, às 22h, gritando: “Preciso ir porque o aeroporto vai fechar!” – ele embarcaria ainda nesta quinta-feira para Natal. Respondeu a todas as perguntas da imprensa sobre as denúncias de corrupção contra seu gabinete, destacando que “não são denúncias, mas questionamentos naturais”.
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A escolha do Nordeste como palco da próxima reunião do seu Diretório Nacional do PT teve um propósito claro. O partido quer aumentar sua inserção na região e melhorar o posicionamento da legenda por lá. Nos bastidores, a avaliação da direção petista é que o partido poderia ter se saído melhor na disputa pelas prefeituras do Nordeste na eleição do ano passado. O PT perdeu duas capitais importantes, Recife e Fortaleza, e não conseguiu emplacar o candidato petista em Salvador. Venceu apenas em João Pessoa, com Luciano Cartaxo.
O Nordeste tem sido tradicionalmente um reduto eleitoral do PT. Nas últimas três eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010), deu ampla margem de vitória para os candidatos do partido – Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Em 2010, Dilma teve 10,7 milhões de votos a mais na região que o tucano José Serra.
A avaliação é que o partido precisa melhorar a articulação política na região, sob influência do PSB, com o presidenciável Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e dos irmãos Ciro e Cid Gomes, governador do Ceará. Daí o peso simbólico da escolha do Nordeste como local para realizar a primeira reunião do diretório no formato descentralizado (geralmente, os encontros ocorrem em São Paulo). A presidente Dilma também tem uma agenda focada no Nordeste. A partir de amanhã começa um giro pela região. Passará por Piauí, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Paraíba.
A reunião do Diretório Nacional será em Fortaleza, entre os dias 1 e 2 de março, e terá a presença dos seus 81 integrantes – e, provavelmente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tem um peso importante , no momento em que devemos construir uma agenda positiva do PT”, afirma o organizador do encontro, deputado José Guimarães (CE). “É uma reunião importante para retomarmos o processo de consolidação partidária na região”, completou.
Entre os pontos que serão discutidos estão os dez anos de PT no poder, os 33 anos de fundação do partido e a reforma política. “Vamos traçar uma agenda de mobilização social. Do contrário, o Congresso não vai votar nada”, afirmou Guimarães. Em 2013, o partido tenta emplacar uma agenda positiva depois de um ano marcado pela condenação de quadros petistas no julgamento do mensalão.
O PT também colocará em pauta a discussão do PED (Processo de Eleição Direta), em novembro, quando será eleita ou renovada a direção partidária, e do seu 5º Congresso Nacional, em fevereiro de 2014.
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Com Diego Zanchetta
A família Tatto voltou a ganhar força na Prefeitura de São Paulo com a eleição de Fernando Haddad (PT). O deputado federal Jilmar Tatto, líder do PT na Câmara dos Deputados, foi indicado secretário de Transportes do novo governo. Arselino Tatto, outro irmão, será o líder do governo na Câmara Municipal. Ele chegou a ser cotado para a presidir a Casa, mas o posto ficará com o vereador José Américo (PT).
Há ainda mais dois irmãos, o deputado Enio Tatto, que continuará na Assembleia atuando em sintonia com a gestão municipal, e Jair Tatto, que foi eleito para o seu primeiro mandato e engordará a base governista de Haddad na Câmara Municipal, que já é formada por 11 petistas.
A família, que tem sua força eleitoral na zona sul paulistana e pertence à tendência PTLM (Partido dos Trabalhadores de Lutas e de Massas), não tinha tanta influência desde o governo de Marta Suplicy (2001-2004), quando Arselino foi presidente da Câmara e Jilmar secretário de Transportes.
Jilmar chegou a se inscrever para disputar as prévias que escolheriam o candidato do PT à Prefeitura neste ano. Acabou negociando uma composição a favor da candidatura de Haddad.
Em tempo: o líder do PT na Câmara Municipal será o vereador Alfredinho.
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2013
2012