O candidato do PSDB, José Serra, foi comemorar na noite de ontem a passagem para o segundo turno das eleições em São Paulo numa tradicional pizzaria da capital paulista, no bairro do Bexiga, na região central da cidade. O tucano reuniu os principais aliados, como Andrea Matarazzo, eleito vereador com 117.617 votos, o senador Aloysio Nunes Ferreira e o deputado federal Vaz de Lima, além de assessores.
Serra se dividia entre bate-papo com os amigos e conversas pelo telefone pelo celular, enquanto dava goles num chope escuro e comia pedaços de pizza. No final da noite, ganhou um abraço do candidato a vereador do PC do B, Netinho de Paula, também eleito com 50.698 votos, na coligação do adversário do tucano, o petista Fernando Haddad.
Netinho parabenizou Serra pelo segundo turno e virou alvo de brincadeiras dos tucanos por estar na pizzaria comemorando sua eleição com uma camiseta azul, uma das cores do PSDB, e não com o tradicional vermelho do PC do B ou do PT.
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Na semana em que a candidatura de Fernando Haddad (PT) teve de apagar incêndio após a divulgação de um vídeo no site do candidato no qual um rapper comparava o tucano José Serra a Hitler, o comando da campanha petista terá que lidar com outra crise: a dos aliados. Candidatos a vereador do PSB e do PC do B, partidos coligados aos petistas, estão insatisfeitos com o PT, alegando que a sigla aliada não estaria dando estrutura para as suas campanhas pela cidade.
De acordo com candidatos ouvidos pelo Estado, o PT teria se comprometido a bancar a confecção de material de campanha, como cavaletes e santinhos, mas até agora só teria colocado a mão no bolso pelos quadros do próprio partido…
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A deputada Manuela D’Ávila (PC do B), pré-candidata à prefeita de Porto Alegre, não tem mais esperanças de que o PT possa apoiar a sua campanha na capital em troca da aliança dos comunistas com Fernando Haddad em São Paulo. ”O PT (de Porto Alegre) já tomou uma decisão. O partido já esgotou as tentativas”, afirmou a parlamentar.
Mas o presidente do PC do B, Renato Rabelo, pretende conversar com Lula sobre a questão antes de anunciar a aliança com Haddad. Para ele, a eleição de Porto Alegre é “prioritária” para o PC do B.
Sem o PT, que pretende lançar em Porto Alegre o deputado estadual Adão Villaverde, Manuela conseguiu o apoio de outras quatro legendas: PSB, PSD, PSC e PHS. A deputada vai anunciar o vice amanhã. Os cotados são os vereadores Nelcir Tessaro (PSD) e Airto Ferronato (PSB).
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A Comissão Política Nacional do PC do B, formada por 25 integrantes da cúpula partidária, se reúne nesta sexta-feira em São Paulo para tratar das alianças e candidaturas do partido pelo País.
A expectativa é que saia uma definição sobre a aliança com o PT em São Paulo, em torno de Fernando Haddad. Os petistas dão como certa a coligação entre os dois partidos, mas os líderes comunistas ainda dizem que a questão não está fechada internamente.
Também entrarão na pauta as candidaturas do PC do B em Porto Alegre, Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Goiânia.
Com o PSDB avançando nas alianças e fechando com o PR na corrida municipal paulistana, resta ao PT agora conseguir oficializar o apoio do PC do B e do PSB para não se isolar na disputa e tentar diminuir a crise na campanha de Haddad, intensificada com a ausência de Marta Suplicy do encontro no último sábado, quando foi lançada a pré-candidatura do ex-ministro a prefeito.
Ainda pouco conhecido do eleitor, Haddad depende de tempo na TV no horário eleitoral para se tornar competitivo. Com PSB e PC do B, o petista teria cerca de seis minutos em cada um dos dois blocos da propaganda, segundo projeção do Estado. Dois minutos a menos que Serra.
As negociações com as duas legendas são tocadas pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PSB nacional, do governador Eduardo Campos, já se comprometeu com os petistas a fechar o acordo em São Paulo. Mas, para isso, quer que o PT resolva a questão em Recife. Campos é adversário do atual prefeito, João da Costa (PT), que quer tentar a reeleição. O governador prefere outro nome na disputa, como o do senador Humberto Costa (PT), e espera uma intervenção do PT nacional na capital pernambucana para anunciar o apoio a Haddad em São Paulo – o suplente de Humberto Costa no Senado é Joaquim Francisco, do PSB.
O PC do B reclama do que chama de pouca abertura dos petistas para negociar em outras capitais do País, como Porto Alegre e Fortaleza. Flerta agora com o PMDB, de Gabriel Chalita. Apesar disso, os petistas dão como certo o apoio a Haddad em razão dos laços tradicionais entre as duas legendas e da participação do partido na administração federal, com o Ministério do Esporte, de Aldo Rebelo.
O PR, que esteve também na órbita petista, tem uma situação diferente da do PC do B. Havia sido defenestrado do Ministério dos Transportes, depois da faxina promovida pela presidente Dilma Rousseff, e não recuperou posições na administração. A legenda esperou um afago da presidente antes de anunciar o apoio a Serra. Não conseguiu e voou para o ninho tucano.
De olho no crescimento da coligação liderada por Serra, que já tem PSDB, DEM, PSD, PV, PR e, provavelmente, PP, o PT tentou criar uma agenda positiva no encontro de sábado, num momento em que as alianças a favor de Haddad ainda não foram fechadas. Mas a ausência da senadora Marta Suplicy (PT), que havia se comprometido a comparecer ao evento, serviu para dar combustível para a crise na campanha.
A orientação agora é tentar diminuir a importância de Marta e tirar o foco do isolamento de Haddad. ”Acho que é um erro político ela se ausentar dos eventos do partido e da campanha. Acho que a campanha de Haddad tem todas as condições de crescer. Tem a presença do PT na cidade, Lula e tempo de TV”, afirmou o deputado Carlos Zarattini (PT). Para Cândido Vaccarezza (PT), “quem mais perdeu foi quem esteve ausente”.
Mas, como até sábado passado a presença da senadora na campanha petista era considerada a mais importante, depois da de Lula, fica difícil acreditar que a candidatura Haddad não enfrenta um momento ruim. Notícia boa mesmo, o PT só terá se houver aliança com o PC do B e com o PSB.
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Supostamente em pólos ideológicos opostos, PC do B e PP podem caminhar de mãos dadas na eleição municipal em algumas cidades do País. A começar por Porto Alegre.
Os comunistas estão de olho no PP para fechar uma aliança em torno da pré-candidata Manuela D’Ávila na corrida pela prefeitura local. Parte do PP apoia a candidatura de Manuela, como os senadores e deputados federais do partido. Outra ala prefere caminhar com o prefeito José Fortunati (PDT), candidato à reeleição.
Esse é mais um exemplo, entre tantos outros, de como as alianças eleitorais não seguem um critério programático, mas, sim, o da conveniência eleitoral. O principal objetivo dos partidos é obter minutos no horário eleitoral gratuito. Em nome deles, negociam coligações e, em troca, cedem espaço nas chapas que vão às urnas ou no futuro governo, em caso de vitória.
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As direções do PC do B e do PT se encontram hoje em São Paulo para decidir a aliança entre as duas legendas na eleição pela Prefeitura. Na sexta-feira, o presidente nacional do PC do B, Renato Rabelo, e o ex-ministro Orlando Silva estiveram com o ex-presidente Luiz Inácio Lula para discutir a questão paulistana e as demais alianças pelo País.
Os comunistas devem fechar com a candidatura de Fernando Haddad em São Paulo. Mas demandam como contrapartida o apoio petista em outras capitais, como Porto Alegre, onde a deputada Manuela D’Ávila será candidata, e Fortaleza, com o senador Inácio Arruda.
Depois de entrar nas negociações do PT com o PSB na eleição pela Prefeitura de São Paulo, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já tem um próximo alvo entre os aliados: o PC do B. A direção do PT espera que o ex-presidente chame os dirigentes comunistas para uma conversa depois da Páscoa.
O PC do B reclama da pouca abertura do PT para negociar alianças em outras capitais do País e ameaça lançar candidato próprio, o vereador Netinho de Paula, ou apoiar o PMDB, de Gabriel Chalita.
A aliança PC do B-PMDB não preocupa os petistas. O que tira mesmo o sono é a candidatura própria, já que Netinho atrairia o mesmo perfil de eleitor que o pré-candidato do partido, Fernando Haddad.
O presidente do PC do B, Renato Rabelo, rechaça a possibilidade de qualquer negociação eleitoral com os tucanos na corrida pela Prefeitura de São Paulo. Aliados do governador Geraldo Alckmin querem costurar um acordo com os comunistas, segundo o qual seria mantida a candidatura do vereador paulistano Netinho de Paula em troca de apoio tucano em outras capitais do País. Para o PSDB, a candidatura de Netinho é interessante, porque tira votos do candidato petista, Fernando Haddad.
“Conversas oficiais têm que passar pela direção do partido”, disse Rabelo. “Isso não está nos nossos planos. Nós vamos fazer acordos com partidos da base. Qualquer acordo com o PSDB contraria a linha do PC do B”, disparou.
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Dois pré-candidatos do PT a prefeituras paulistas estão entre os campões de coligações na eleição deste ano. O prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho, já conseguiu fechar o apoio de 20 dos 29 partidos brasileiros. O deputado João Paulo Cunha, que concorrerá em Osasco com o apoio do atual prefeito, Emídio de Souza, já tem a promessa de 22 legendas. Se conseguir fechar com o PSD, do prefeito paulistano Gilberto Kassab, serão 23.
Nos dois casos, os apoios são ecléticos: vão do DEM ao PC do B. De fora, o PSDB e os partidos de esquerda PSOL e PSTU.
São Bernardo do Campo e Osasco estão entre as prefeituras paulistas que mais receberam investimentos do governo federal nos últimos anos. Tanto Marinho quanto Emídio são cotados para disputar o Palácio dos Bandeirantes em 2014.
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2013
2012