O governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), desembarcou nesta quarta-feira nos Estados Unidos para dar uma palestra durante a Semana da Inovação nos Governos, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington.
Pré-candidato à Presidência em 2014, Campos tem cumprido um forte agenda de viagens nos últimos dias. Entre o final da semana passada e o começo desta, o governador esteve em São Paulo, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
Hoje, nos Estados Unidos, Campos fará uma palestra sobre modernização do setor público em governos sub-nacionais. Na exposição, pretende citar exemplos aplicados no Estado. Também terá um encontro com o presidente da instituição, Luis Alberto Moreno, para tratar da contratação de empréstimos para Pernambuco. Ontem, estava previsto um jantar do governador na Embaixada brasileira.
De acordo com o governo do Estado, Pernambuco já contratou R$ 1,3 bilhão em operações financeiras com o BID. Há outros R$ 2,1 bilhões com o Banco Mundial.
Na sexta-feira pela manhã, Campos volta a Pernambuco e cumpre agenda no interior do Estado, onde inaugura uma fábrica de cimento na cidade de Carnaíba.
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Nada como a perspectiva de poder. O governador de Pernambuco e presidenciável, Eduardo Campos (PSB), passou a colecionar títulos e homenagens prestadas por Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas pelo País afora.
Dia 18, receberá da Assembleia da Bahia o título de cidadão baiano. A homenagem foi proposta pelo deputado estadual Cacá Leão (PP). Na semana passada, a Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou a concessão de título de cidadão honorário da capital mineira, acatando proposta do vereador Wendel Mesquita (PSB).
Na terça-feira, em Porto Alegre, Campos recebeu a medalha do mérito Farroupilha, principal condecoração da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul.
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A escolha do Nordeste como palco da próxima reunião do seu Diretório Nacional do PT teve um propósito claro. O partido quer aumentar sua inserção na região e melhorar o posicionamento da legenda por lá. Nos bastidores, a avaliação da direção petista é que o partido poderia ter se saído melhor na disputa pelas prefeituras do Nordeste na eleição do ano passado. O PT perdeu duas capitais importantes, Recife e Fortaleza, e não conseguiu emplacar o candidato petista em Salvador. Venceu apenas em João Pessoa, com Luciano Cartaxo.
O Nordeste tem sido tradicionalmente um reduto eleitoral do PT. Nas últimas três eleições presidenciais (2002, 2006 e 2010), deu ampla margem de vitória para os candidatos do partido – Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff. Em 2010, Dilma teve 10,7 milhões de votos a mais na região que o tucano José Serra.
A avaliação é que o partido precisa melhorar a articulação política na região, sob influência do PSB, com o presidenciável Eduardo Campos, governador de Pernambuco, e dos irmãos Ciro e Cid Gomes, governador do Ceará. Daí o peso simbólico da escolha do Nordeste como local para realizar a primeira reunião do diretório no formato descentralizado (geralmente, os encontros ocorrem em São Paulo). A presidente Dilma também tem uma agenda focada no Nordeste. A partir de amanhã começa um giro pela região. Passará por Piauí, Pernambuco, Ceará, Alagoas e Paraíba.
A reunião do Diretório Nacional será em Fortaleza, entre os dias 1 e 2 de março, e terá a presença dos seus 81 integrantes – e, provavelmente, do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Tem um peso importante , no momento em que devemos construir uma agenda positiva do PT”, afirma o organizador do encontro, deputado José Guimarães (CE). “É uma reunião importante para retomarmos o processo de consolidação partidária na região”, completou.
Entre os pontos que serão discutidos estão os dez anos de PT no poder, os 33 anos de fundação do partido e a reforma política. “Vamos traçar uma agenda de mobilização social. Do contrário, o Congresso não vai votar nada”, afirmou Guimarães. Em 2013, o partido tenta emplacar uma agenda positiva depois de um ano marcado pela condenação de quadros petistas no julgamento do mensalão.
O PT também colocará em pauta a discussão do PED (Processo de Eleição Direta), em novembro, quando será eleita ou renovada a direção partidária, e do seu 5º Congresso Nacional, em fevereiro de 2014.
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O governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), telefonou nesta segunda-feria, 11, para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para avisá-lo sobre as movimentações de seu partido em torno de uma candidatura própria para prefeito de Recife. O lançamento de um candidato pelo PSB, com o apoio de Campos, rompe a aliança com os petistas na capital depois de meses de negociações.
O PT pretende emplacar como candidato o senador Humberto Costa, mas para isso enfrenta a resistência do atual prefeito, o também petista João da Costa, que é candidato à reeleição. O senador contava com o apoio de Campos, mas João da Costa não abriu mão de sua candidatura.
Sentindo “cheiro de sangue” no ar, o PSB local resolveu pular fora do barco. Eduardo Campos determinou então a desincompatibilização de quatro dos seus secretários e já conversa nos bastidores com os 17 partidos que apoiavam a candidatura da Frente Popular, que era encabeçada por PT e PSB.
Os mais cotados para concorrer a prefeito pelo PSB são Geraldo Julio, secretário de Desenvolvimento Econômico, e Danilo Cabral, secretário estadual das Cidades.
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O PSB paulistano aprovou ontem, por unanimidade, a proposta de pré-candidatura própria à Prefeitura de São Paulo. Votaram 60 integrantes do PSB paulistano.
Alinhada ao PSDB e ao PSD, do prefeito Gilberto Kassab, a direção paulistana do PSB propôs a candidatura própria numa tentativa de mostrar que os integrantes da legenda na capital tentam resistir ao alinhamento com o PT, defendido pelo presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), na eleição em São Paulo.
A direção nacional diz, no entanto, que em cidades acima de 200 mil habitantes a decisão sobre a candidatura é da executiva nacional do PSB.
Atualizado às 15:19, dia 31/05
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A CNB (Construindo um Novo Brasil), corrente do PT, lançará amanhã, às 9h30, no Hotel Jangadeiro, em Recife, a candidatura de Maurício Rands a prefeito de Recife.
O lançamento atende à negociação, promovida pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo presidente do PSB, Eduardo Campos, para que os socialistas apoiem o PT na eleição pela Prefeitura de São Paulo.
Governador de Pernambuco, Campos quer Rands, que é seu secretário de Governo, como candidato petista na capital. Ocorre que o atual prefeito, João da Costa, também do PT, quer concorrer à reeleição.
O PT local articula agora prévias entre os dois para o dia 20 de maio.
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Minutos antes do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), se encontrar com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tratar da eleição em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin descartou ontem uma terceira via como solução para o PSB em São Paulo.
O tucano, que colocou o PSB em seu governo com a Secretaria de Turismo, quer o apoio da legenda à candidatura de José Serra à Prefeitura. Como a direção nacional do partido negocia uma aliança com o PT, os dirigentes paulistas do PSB começaram a falar sobre uma terceira via em São Paulo. A saída evitaria que o partido tivesse de escolher entre tucanos ou petistas.
“Vamos todos juntos”, disse, numa referência já ao primeiro turno. Apesar das declarações de Alckmin, integrantes do governo paulista já veem a terceira via como lucro, já que a tendência hoje é que o PSB feche mesmo a aliança com o PT.
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conversou hoje por telefone com o governador de Recife, Eduardo Campos (PSB). Os dois tinham ficado de se falar nesta semana para marcar o bate-papo sobre eleições. Resolveram deixar a conversa para a próxima semana, já que Campos tem agenda em Brasília entre quarta e sexta-feira.
Lula tem cuidado diretamente das negociações com o PSB. Quer que o partido apoie o seu candidato em São Paulo, Fernando Haddad. Mas a direção paulista do PSB ameaça apoiar a candidatura tucana de José Serra.
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O prefeito paulistano, Gilberto Kassab (PSD), mergulhou nas articulações para que o PSB apóie a candidatura do ex-governador José Serra à Prefeitura de São Paulo. O principal impasse para que a aliança saia é a coligação na chapa proporcional, a dos vereadores.
Kassab encontrou-se pela manhã de hoje com o presidente municipal do PSB, vereador Eliseu Gabriel, para discutir a questão. O PSB teme que uma coligação com o partido do prefeito na chapa de vereadores diminua a atual bancada, formada por três parlamentares.
Para os líderes do PSB, a aliança na proporcional dificulta não só a ampliação da bancada como a reeleição dos vereadores. Isso porque o partido do prefeito conta com onze parlamentares com grandes chances de se reeleger e tem condições de ampliar a bancada.
O PSB municipal e estadual quer apoiar o candidato do PSDB a prefeito. Mas a direção nacional do partido prefere a coligação com o PT. Hoje o governador Eduardo Campos, presidente do PSB nacional, chega a São Paulo para discutir a questão.
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As primeiras conversas entre o PSB e o PSDB sobre eleição ocorreram durante a montagem do governo Geraldo Alckmin, no final de 2010. Mas, na época, os tucanos paulistas estavam mais preocupados em firmar um acordo em torno da reeleição de Geraldo Alckmin em 2014 do que discutir a questão municipal. O presidente do PSB estadual, Márcio França, foi convidado para ser secretário de Turismo, seguindo esse entendimento.
No segundo semestre do ano passado, o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), esteve em São Paulo durante o seu périplo para conseguir apoios que garantissem a eleição de sua mãe, Ana Arraes, para o Tribunal de Contas da União (TCU). A campanha o levou a tomar um café com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes.
Foi então que os dois falaram pela primeira vez sobre 2012. Alckmin disse estar disposto a apoiar a candidatura de Jonas Donizette (PSB) a prefeito de Campinas. E Campos sinalizou com o apoio ao PSDB em São Paulo, mas fez uma ressalva: “Desde que o candidato não seja Serra”. Aliado do PT no plano nacional, Campos avalia ser complicado apoiar o inimigo dos petistas – o governador pernambucano é cotado para ser vice numa eventual reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Além disso, na época da conversa, o veto nem chamou a atenção dos tucanos, já que Serra dizia que não era candidato, e Alckmin flertava com uma candidatura de Bruno Covas.
Mas agora o candidato do PSDB deve ser Serra. E o PSB discute qual caminho seguir: Campos querendo apoiar o petista Fernando Haddad, enquanto Márcio França e Elizeu Gabriel, presidente do PSB paulistano e aliado de Gilberto Kassab, preferindo seguir com os tucanos.
Nesta semana, Dilma e Campos falaram sobre o enrosco. Serra também atuou e conversou nesta quarta-feira com França e Gabriel. O impasse deve começar a ser resolvido no final de semana, quando o governador pernambucano desembarca em São Paulo para conversar com os líderes do partido.
A decisão do PSB envolverá a estratégia do partido não só em 2012, mas também em 2014 e 2018. Haja fôlego.
Detalhe: o PSB tem 2min38s diários na propaganda eleitoral gratuita na TV, atrás do DEM, PP e PR.
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