
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), afirmou que o timing da oposição é diferente do do governo e que a candidatura do PSDB à Presidência já pode começar a ser formatada. “Nosso timing é diferente do de quem está concorrendo à reeleição, que já está na mídia direto, já tem ações de governo e toda a condução do processo. Para quem quer se firmar como candidato de oposição, o timing é diferente. Tem que começar num prazo maior. Acho que é prudente, se for o caso, prévias neste ano e já entrar com candidatura no ano que vem”, afirmou Richa.
O governador disse que Aécio é “a bola da vez”. Leia abaixo a entrevista.
Como o sr. vê a antecipação do debate eleitoral de 2014?
Isso sempre acaba acontecendo no ano anterior ou logo depois das eleições municipais, até porque parte da classe política sofre de ansiedade. Mas eu acho que, no caso do PSDB, até por estar fora do poder, seria importante, ainda mais nas condições do nosso pré-candidato, de se firmar como o candidato de oposição, de se tornar mais conhecido pelo País. Em muitas regiões, o grau de conhecimento dele é baixo. Então eu acho que é hora, sim, de o Aécio aparecer mais, apresentar propostas e alternativas que o PSDB tem para oferecer ao País. Acho que é válido isso.
O PSDB não tem a perder com essa antecipação?
Eu acho que não. No nosso caso, não. Acho que é importante por essas razões que eu expus agora. E acho que o Aécio, por todas as condições que ele apresenta, é a bola da vez. Está disposto, tem boa imagem, tem bom discurso, bom projeto para o País, um histórico de boas realizações, de bons feitos. Os números do governo de Minas Gerais foram extraordinários, ao longo de todo mandato foi apontado como o melhor governador do País e com grandes exemplos, com uma gestão moderna, uma gestão de austeridade, uma gestão profissional. Então ele tem todas as condições de ser um bom candidato, ter um bom desempenho e vencer a eleição.
Aécio não deve intensificar a retórica de oposição?
Ele está começando agora um discurso de candidato. Eu conheço a capacidade de expressão do Aécio, o conteúdo dele. Ele é muito preparado, além de ser, isso é importante, um político bem articulado. Consegue agregar um bom apoio em torno da sua candidatura, e ele, evidentemente, está começando agora a se firmar e a fazer um discurso mais de candidato. Acho que ele vai buscar a sintonia fina. Com o tempo, ele vai afinando o discurso.
A entrada de FHC na pré-campanha de Aécio não amarra a discussão no passado?
FHC, por várias ocasiões no passado, antes mesmo de colocar a candidatura a presidente (de 2014), já vinha falando dos erros do governo. Teve algumas discussões ásperas com o Lula, mas a participação do FHC é importante. Ele é uma grande liderança do PSDB, nacional, uma pessoa de muita credibilidade, muito respeito, é uma das maiores cabeças, um dos maiores intelectuais deste País. Todos temos orgulho das conquistas que o Brasil teve no governo FHC. Depois que o PT assumiu o poder, fizeram várias denúncias e acusações inverídicas contra o governo FHC, e agora o tempo tem se encarregado de fazer Justiça a esse homem público, que fez uma gestão de muitos resultados. O Brasil conheceu importantes conquistas no governo FHC, ele agiu com muita ética, muita austeridade. No governo dele, a gente não via com a frequência que vemos agora a gravidade de denúncias, escândalos, desvio de dinheiro, desvio de conduta, corrupção. Então tudo isso agora é valorizado na pessoa do FHC. Por esses feitos todos, tem esse reconhecimento e pode ajudar bastante o PSDB. O Aécio representa o novo, mas é importante também a experiência, o aval de um ex-presidente como o FHC para lançar a candidatura do Aécio.
Qual deve ser o discurso de oposição?
O Aécio vai buscar sintonia fina. Começou agora a se apresentar como candidato de oposição, apontando os erros do governo do PT. Isso vai se afinando com o tempo. Ele tem todas as condições, é muito antenado, tem muito conhecimento do que acontece no País, tem boas soluções para resolver os problemas mais críticos. Então, eu não vejo dificuldade. O Aécio está preparado para isso, e o PSDB está pronto para uma boa candidatura. Eu falo no nome do Aécio, porque é o que está se apresentando aí, mas não quero excluir ninguém. O partido é democrático, eu sou democrata também.
FHC e Sérgio Guerra já falaram em prévias, caso haja mais de um candidato. O que o sr. acha?
Acho que não há dificuldade, como o FHC disse, de prévias. Se houver outros interessados, aí não há problema em defender prévias para uma escolha mais ampla e democrática de uma candidatura. E, até dessa forma, buscar uma valorização do partido. As várias instâncias do PSDB poderiam opinar na escolha de um candidato, não como na vez passada (em 2006), que se decidiu numa mesa de restaurante o candidato, e os próprios caciques do PSDB reconheceram esse erro. Estão dispostos a ter uma outra forma de escolha do candidato para que todo partido possa se sentir comprometido com a candidatura, e ,dessa forma, ter mais motivação e entusiasmo para defender a candidatura, que já sairia fortalecida pelo partido pela forma democrática de escolha.
Se houver prévias, elas devem ocorrer neste ano, como dizem FHC, Guerra e o governador Geraldo Alckmin?
Pode ser. Até porque, por ser candidatura de oposição, nosso timing é diferente do de quem está concorrendo à reeleição, que já está na mídia direto, já tem ações de governo e toda a condução do processo. Para quem quer se firmar como candidato de oposição, o timing é diferente. Tem que começar num prazo maior. Acho que é prudente, se for o caso, prévias neste ano e já entrar com candidatura no ano que vem.
Qual papel que o ex-governador José Serra deve ter nesse processo?
Serra é um dos homens públicos que conheço mais sério, mais decente, muito preparado. Acho que a própria trajetória dele avaliza as minhas palavras. Já tive oportunidade de ser duas vezes candidato a governador com ele candidato a presidente. Temos uma boa sintonia. Eu acho, e sei que o partido também tem respeito por ele, que ele poderia ter um papel fundamental nisso. Poderiam buscar uma aproximação com o Serra, algumas alas que estão distantes dele, para buscar essa unidade.
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O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia (PSDB), aliado do senador Aécio Neves, afirma que a direção do partido deve se articular para definir o candidato do PSDB ainda neste ano. “A direção do partido que vai ser eleita em maio é quem vai decidir essa cronologia. Nós sabemos que um candidato identificado mais cedo tem prós e contras. É o dado da realidade. Eu, pessoalmente, acho que devemos iniciar o ano sabendo quem seria”, afirmou o mineiro.
Leia abaixo a entrevista.
Como o sr. vê a antecipação do debate eleitoral de 2014?
O que parece, o que todos observam, é que de fato o debate político relativo à eleição de 2014 já está ocorrendo. É claro que os atos formais só vão acontecer no ano que vem. Agora, se isso é positivo ou negativo, é muito difícil mensurar nessa altura. Eu acho que o PSDB, como todos os demais partidos, deve ir sempre se reciclando. É como um organismo vivo. Agora, passadas as eleições de 2012, como partido político e como uma entidade que depende de eleições, tem que ir se preparando para 2014. Mas é claro que no ritmo que a direção do partido julgar necessário.
Para o PSDB é interessante antecipar a discussão eleitoral?
Tanto na política como no futebol cada um acaba tendo uma opinião. Se você me perguntar qual a sua seleção ideal, se perguntar para mil pessoas, terá mil opiniões distintas. Então é um pouco subjetivo. O PSDB, como partido de oposição, deve fazer oposição, especialmente parlamentar, e apresentar as teses de maneira sempre construtiva, como alternativa ao partido que estará no poder 12 anos.
O PSDB não tem falhado ao fazer oposição?
Eu acho que não era tempo de começar essas teses. Primeiro, foi o esforço na campanha municipal, que terminou no final do ano. Agora começam as tratativas de identificar os grandes projetos, rumos e temas. Os temas se dividem em dois grupos: o que são conjunturais e os estruturais, que são sempre os mais relevantes. O partido vai ter que abordar exatamente esses dois grupos de temas, para discutir questões imediatas e também de longo prazo. O Brasil precisa estimular o planejamento de longo prazo. Ficamos meio atrasados nisso.
O PSDB vai falar em planejamento e economia enquanto a propaganda do governo falará em redução de miséria…
Os temas estão vinculados. Quando se fala em redução de miséria, fala-se em economia e vice-versa. O partido deve ter como prioridade de ação a questão da qualidade de vida das pessoas. Isso é inegável. Você está na vida pública por vocação e também para melhorar a vida das pessoas. Acho que o PSDB tem essa ciência. Tanto que a grande conquista que o partido teve nos últimos anos que foi o Plano Real, a estabilidade da moeda, que deu uma qualidade de vida extraordinária ao povo brasileiro e permitiu toda essa consequência de desenvolvimento que o Brasil teve nos últimos anos. Agora, os novos projetos têm que surgir. Não precisamos ficar presos a um único assunto. Então, o que se vai ver em educação, saúde, segurança, infraestrutura, assistência social e políticas econômicas, tudo vai ser objetivo desse debate, que vai caminhando para o ano que vem que numa sintonia fina que vai representar a plataforma do nosso candidato.
O sr. acha que o partido deve defender o governo FHC?
Acho que sim. O partido exerceu a Presidência da República por oito anos, governa Estados por muitos anos. Acho que todos os pontos que o partido apresentou melhora devem ser apresentados. E também receber as críticas daquilo que as pessoas acham que não funcionou bem. Debater isso. Não podemos ter nenhum preconceito contra as ideias nem contra o debate.
Mas o governo FHC foi mal avaliado por parte da população…
Naquele momento, foram avaliações de opinião pública. Você vê como o presidente hoje é reconhecido, e as pessoas percebem qual foi a importância do seu mandato e o papel que ele teve. Até o reconhecimento pela pessoa dele. Isso tudo são bandeiras que devem ser colocadas e discutidas para então perceber o que aconteceu naqueles anos e seus efeitos nos anos seguintes.
Como o sr. vê a entrada dele no debate eleitoral?
Muito positiva, não só por sua autoridade de liderança máxima como intelectual. É fundamental. Ele tem que ter um papel muito importante. É um grande orientador. Um líder muito preparado, que tem capacidade de dar ao partido essa dimensão nacional.
Ele foi injustiçado pelo PSDB nas campanhas anteriores?
A imprensa fala muito nisso, mas eu acho que nem ele considera assim. O presidente tem muito reconhecimento das pessoas, independentemente de partidos, pelo que fez de bom ao Brasil. É uma personalidade da nossa história recente que tem grande patrimônio político e eleitoral.
A candidatura Aécio é irreversível?
Eu já queria que ele tivesse sido candidato há mais tempo. Em 2010, ele próprio declinou da sua candidatura, para todos nós apoiarmos o governador Serra. Mas eu acho quem em 2014 já há um caminho a favor do senador Aécio, pela sua trajetória política, sua disponibilidade, sua capacidade de articulação e, sobretudo, pelo perfil do candidato. Ele é um candidato para cima, como boas ideias, que fez uma excelente administração aqui no Estado. Então acho que tudo isso soma positivamente.
Ele vai se apresentar como o candidato ‘bossa-nova’?
De fato, o senador Aécio tem essa personalidade. É um fato positivo da personalidade dele. É uma pessoa para cima, positiva, com boas ideias. Eu acho que isso é bom. Será uma campanha em alto astral.
Mas o discurso de oposição dele ainda não pegou.
Para uns sim, para outros não. O discurso da semana passada foi muito bem feito, tocou em pontos importantes. Mas, como as pessoas não estão neste momento vendo a questão da eleição, isso ainda não empolgou a população. Acabou de terminar uma eleição municipal. O homem comum não está pensando em eleição ainda.
Se houver mais um candidato, o sr. acha que deve haver prévia?
Foi o que presidente Fernando Henrique falou também. Se houver mais de um candidato disposto, por que não as prévias? Estou totalmente de acordo.
Ainda neste ano?
Acho que sim. Mas a direção do partido que vai ser eleita em maio é quem vai decidir essa cronologia. Nós sabemos que um candidato identificado mais cedo tem prós e contras. É o dado da realidade. Eu, pessoalmente, acho que devemos iniciar o ano sabendo quem seria.
Qual papel de Serra nesse processo?
É um papel muito importante, tem uma experiente imensa. Terá papel fundamental nessa estrutura. Vamos aguardar também qual vai ser sua posição, se ele tem pretensões, se não tem. Isso eu não posso dizer.
O senador Aécio Neves (MG) e a direção do PSDB estão à procura de um marqueteiro para comandar a campanha do mineiro. A ideia é que o profissional comece a trabalhar para o partido ainda neste ano. A estreia seria na produção das 40 inserções de 30 segundos e do programa nacional de dez minutos, a que o PSDB tem direito, em cadeia nacional de rádio e televisão, entre os dias 23 e 1º de junho. Além da área de marketing, o partido quer fechar também as pesquisas qualitativas que nortearão o discurso do candidato em 2014.
O mineiro já tem um publicitário que fez suas campanhas em Minas, Paulo Vasconcellos, que vai continuar colaborando com o senador. Mas a direção do PSDB teve algumas conversas em São Paulo, inclusive com publicitários de grandes agências, para prospectar o mercado. Ainda não conseguiram bater o martelo. Pesam na negociação questões de recursos e disponibilidade dos profissionais.
Aécio quer uma estrutura interna de comunicação bem construída antes de colocar a campanha na rua, que começa timidamente com viagens pelo País. Estão previstas, por enquanto, paradas em São Paulo, em março, para participar de um seminário do PSDB-SP, e Goiás, já na semana que vem. O objetivo das viagens é afinar o discurso com os sete governadores do partido pelo País.
De qualquer maneira, o mineiro vai continuar dosando o discurso oposicionista. Primeiro, por estilo. Depois, por estratégia. Avalia que tem a perder em antecipar a campanha e se colocar como o porta-voz da oposição a mais de um ano da disputa eleitoral. Vira alvo e perde potenciais aliados que hoje estão na base governista. As declarações recentes de críticas ao governo vão acontecer vez ou outra, até como uma sinalização ao público interno. Na lista dos alvos, estarão críticas à Petrobras e à questão energética.
Mesmo sem marqueteiro, os tucanos já estão debatendo as linhas gerais do que deve ser a campanha de Aécio, que será apresentado como o candidato “bossa nova”, num contraponto ao que chamam de sisudez de Dilma Rousseff (PT), candidata à reeleição – a informação está na coluna de Ilimar Franco, em O Globo, de hoje. “Queremos passar uma ideia de um cara jovem, não carrancudo”, disse ao blog um tucano mineiro. “É o Brasil de Juscelino, pé de valsa, alegre”, completou.
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Com Bruno Boghossian
O governador Geraldo Alckmin (PSDB) está se empenhando pessoalmente na tentativa de trocar o candidato de seu partido à prefeitura de São José dos Campos, a 94 km de São Paulo. Os tucanos correm o risco de perder o comando do município para o PT – o atual prefeito é Eduardo Cury (PSDB), mas o petista Carlinhos Almeida lidera as pesquisas de intenção de voto com 50% contra 24% do tucano Alexandre Blanco.
Alckmin e outros líderes do PSDB insistem para que o ex-prefeito Emanuel Fernandes (PSDB) assuma a candidatura no lugar de Blanco, que é seu enteado e com quem se reuniu ontem no Palácio dos Bandeirantes. O partido diz ter pesquisas internas que mostram que ele teria chances de vencer a eleição no primeiro turno.
Fernandes não queria ser candidato para acompanhar o tratamento de sua mulher, que enfrenta problema de saúde. Ele se afastou da vida política e deixou a Secretaria de Planejamento do governo Alckmin no fim de 2011 por esse motivo.
Tags: Alckmin, candidato, Carlinhos, PSDB, PT, São José dos Campos, troca
Nas eleições passadas, Lula e Dilma tiveram o “lulamóvel” e o “dilmóvel”, respectivamente. Haddad já andou pelas ruas de São Paulo no “haddadmóvel”. Agora é a vez de o ex-BBB Serginho (PSD), que disputa uma vaga na Câmara Municipal pelo PSD, desfilar pela cidade em um nada discreto “serginhomóvel”, uma van preta e estrelada repleta de adesivos com fotos do candidato.
No automóvel, ele divulga suas principais bandeiras de campanha: “igualdade de direitos e projetos de sustentabilidade na área de educação e saúde”. E também o seu perfil no twitter: @orgastic_desire.
Com Fernando Gallo
O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou que a sua sociedade com o empresário Laerte Codonho, dono da Dolly, nasceu em 2007 para a redução dos custos com publicidade da empresa de refrigerantes. Codonho foi patrocinador dos programas de Celso Russomanno e doador de campanha do candidato em 2010.
Leia abaixo a íntegra das respostas, enviadas ao Estado na sexta-feira.
Quando e onde Russomanno conheceu o sr. Laerte Codonho?
Em Brasília, no ano de 2003. Fui apresentado ao Laerte e depois o vi novamente quando das denúncias de concorrência desleal da Coca-Cola contra a Dolly.
Quais empresas do sr. Codonho patrocinaram programas de Russomanno na TV?
A Dolly, não sei precisar qual das empresas do grupo.
Qual o período de vigência desses patrocínios?
2007/2008.
Como foi o processo para conseguir o patrocínio: o sr. Codonho que ofereceu?
Acho que foi porque meus programas sempre deram boa audiência, assim como outras empresas também patrocinaram. Inclusive, é bom citar, que constitui crime exigir exclusividade de propaganda, transmissão ou difusão de publicidade em detrimento de concorrência (Lei 8.137, artigo 5º, inciso I). Portanto, eu não poderia negar qualquer empresa que se dispusesse a patrocinar meus programas.
Durante audiência para apurar suposta concorrência desleal da Coca-Cola contra a Dolly, em novembro de 2004, na Câmara, Russomanno disse ter atuado como árbitro do litígio. De que forma isso se deu? Ele participou de quantas reuniões entre representantes das duas empresas? Onde foram essas reuniões?
Durante muitos anos mantive bom relacionamento e amizade com a direção da Coca-Cola. Resolvi problemas de denúncias contra a empresa que chegaram à Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara. A primeira foi a das tampinhas premiadas da Coca-Cola, que deveriam ter sido impressas no valor de R$ 100 e foram no valor de R$ 100.000. A empresa se recusava a fazer o pagamento do prêmio que estava impresso no interior das tampas. Depois, a Coca-Cola, em Brasília, lançou uma água mineral de nome “Bonáqua”. Aí os engarrafadores de água mineral denunciaram que aquela água não era mineral, mas potável acrescida de sais minerais. Em ambos os casos, os problemas foram mediados e resolvidos. Quando me chegou a denúncia de concorrência desleal praticada contra a Dolly, tentei mediar uma solução, mas foi infrutífera. Então, levei para a Audiência Pública na Câmara. Houve reuniões em lugares pré-estabelecidos pela própria Coca-Cola a fim de que ela pudesse tomar ciência do que a Pananco (que depois se transformou em Femsa) estava fazendo contra a Dolly em São Paulo.
Nos encontros, a Dolly se ofereceu para ser vendida para a Coca-Cola?
Não.
O sr. Codonho pediu a ajuda de Russomanno durante o litígio contra a Coca-Cola?
Não, me foi trazida a denúncia, e de ofício era minha obrigação como parlamentar na Comissão de Defesa do Consumidor tomar as devidas providências.
Russomanno já usou o helicóptero do sr. Codonho enquanto deputado federal?
Sim, para trabalho da ND Comunicação.
Por que o sr. Codonho se tornou sócio da ND Comunicação em 2007?
Para a redução dos custos de produção dos seus filmes publicitários.
Houve investimento dele na empresa?
A compra de parte da empresa.
A ND Comunicação é devedora da Fazenda Nacional. Qual o valor da dívida e qual a razão dela?
Ela está no Refis.
A Justiça Federal condenou o sr. Codonho a cinco anos de prisão em regime aberto por crime contra a ordem tributária? Qual avaliação Russomanno faz dessa condenação?
Nenhuma. Tomei conhecimento disso através deste questionamento. Fiz uma consulta e me foi informado que está em grau de recurso na Justiça. Só vou opinar quando terminar o processo.
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O candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad, estreou sua campanha no Twitter usando a marca “FH”. “Quando a minha equipe twittar, usará a marca ‘FH13:’ (Equipe Fernando Haddad 13)”, declarou o petista na quarta-feira. FH é a sigla pela qual ficou conhecido o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que é tucano.
Diante da constatação, a equipe de Haddad resolveu não usar mais o “FH13″, mas sim o “H13″.
Atualizado às 17h15, dia 19/07
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Em seu programa partidário na TV que vai ao ar na noite de hoje, o DEM vai explorar a ação do partido na CPI do Cachoeira. Sem citar o nome do senador Demóstenes Torres (GO), que já foi o pré-candidato do DEM à Presidência, a legenda dirá que “vai fundo na limpeza”.
“Tem muita gente que, ao invés de limpar, costuma esconder a sujeira. Mas também tem gente que faz diferente. O Democratas vai fundo na limpeza. Corta na própria carne quando é preciso. Ao invés de passar a mão na cabeça, pune e expulsa os culpados. Seja ele quem for”, afirma uma mulher que aparece no vídeo limpando um vidro. Demóstenes saiu do DEM em abril deste ano, quando o partido ameaçou expulsá-lo após a descoberta de suas relações com o contraventor Carlinhos Cachoeira.
O presidente do partido, José Agripino Maia, diz que o partido foi “o primeiro a apoiar a CPI do Cachoeira”. “Não para posar de heróis, mas para sermos coerentes com o nossos próprios valores e nossos próprios princípios”, declara o senador.
Com um imagens de pessoas nas filas de ônibus e em favelas, o programa da legenda também diz que o DEM, antigo PFL, “ajudou a combatê-la e a consolidar o Plano Real”.
Os pré-candidatos do partido a prefeitos em capitais pelo País também aparecem falando sobre propostas para as cidades.
“Se o Brasil mudou, por que as cidades não melhoraram?”, questiona o pré-candidato do DEM à Prefeitura de Salvador, ACM Neto. “Não é só melhorando a economia do País que as coisas vão melhorar nas cidades.”
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Em encontro realizado ontem, a ala jovem do PSDB traçou uma estratégia eleitoral para passar a imagem de que o ex-governador José Serra é um pré-candidato inovador e de “cuca fresca”.
“A gente costuma brincar que o Serra só é jovem há mais tempo”, diz o secretário nacional da juventude tucana, Wesley Goggi.
Aos 70 anos, Serra é o candidato com mais idade na disputa à Prefeitura de São Paulo.
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2012