O PSD, do ex-prefeito Gilberto Kassab, e o MD (Mobilização Democrática), partido que Roberto Freire (PPS) pretende criar, protagonizaram um bate boca hoje, via Twitter. Enquanto Kassab era prefeito, seu partido era aliado ao de Freire, que inclusive detinha cargos na administração municipal. Freire chegou a ser nomeado pelo então prefeito conselheiro da Emurb (Empresa Municipal de Urbanização) em fevereiro de 2007. Em 2011, ganhou, também do prefeito, um assento no Conselho de Administração da CET (Companhia de Engenharia de Tráfego).
Agora, com o ex-prefeito alinhado ao governo federal, a antiga aliança deu lugar ao embate. “A oposição precisa, urgente, deixar as bravatas e partir para as propostas”, disse o PSD-SP, por meio da conta no Twitter, num ataque ao MD. A resposta veio logo. O MD/PPS chamou o PSD de “partido insípido, inodoro e incolor”.
Os ataques têm prazo de validade. É só aparecer um governo do MD ou do PSD, com cargos para serem distribuídos, que os discurso volta a ser o de aliados. Aliados que têm um “projeto para o Brasil” em comum, é claro.
O pré-candidato do PTB a prefeito de São Paulo, Luiz Flávio D’Urso, participa hoje às 21 horas do Programa do Ratinho, no SBT. O PTB virou o principal alvo dos tucanos, que querem fazer uma aliança com o partido para engrossar o tempo de TV de José Serra. Mas o presidente do PTB paulista, deputado estadual Campos Machado, disse aos tucanos que não fará a coligação no primeiro turno e que vai oficializar o nome de D’Urso na convenção da sigla no próximo dia 3o.
Campos Machado alega querer fortalecer a legenda no Estado, e a candidatura de D’Urso, ex-presidente da OAB-SP, ajudaria na missão. Além de participar do Ratinho, o pré-candidato do PTB aparecerá nas inserções a que a legenda tem direito, na TV, entre os dias 25 e 30 de junho.
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A cúpula do PSB se reúne no final da tarde, na sede do PSB em Brasília, com a deputada Luiza Erundina para discutir o futuro dela na chapa de Fernando Haddad (PT). A ex-prefeita afirmou ontem que pretendia rever sua decisão de disputar a eleição municipal, depois de o PT ter fechado acordo eleitoral com o PP, de Paulo Maluf.
Os dirigentes do PSB acham difícil convencer Erundina a embarcar, de fato, na disputa, apesar de a deputada ter sido informada sobre a coligação e ter dito durante o final de semana que aceitaria a missão. Mas Erundina não engoliu a foto de Lula com Maluf – e o fato de o ex-presidente ter ido ontem até a casa do pepista.
Erundina conversou com os líderes do partido hoje, por telefone, e voltou a reclamar da aliança com Maluf, lembrando a participação dele no Regime Militar. “Não convivo com esse tipo de coisa”, afirmou a deputada.
A ideia é saber hoje se ela realmente não está mais disposta a entrar no barco petista. Se não estiver, o PSB terá que apresentar um novo nome para o PT. Participam da reunião hoje o presidente nacional da legenda, o governador Eduardo Campos (PE), o vice-presidente do partido, Roberto Amaral, e o secretário-geral do partido, Carlos Siqueira.
Para líderes do PT, a reação da deputada Luiza Erundina (PSB), que ameaça agora não apoiar mais Fernando Haddad (PT) em razão do apoio de Paulo Maluf ao petista, foi uma resposta a Lula.
O ex-presidente não conversou com Erundina desde que ela foi convidada para integrar a chapa de Haddad. Quem fez a costura foi o vereador Carlos Neder (PT), que foi ao Aeroporto de Congonhas encontrar a ex-prefeita na semana passada, com o convite enviado por Lula.
Na quinta-feira, Erundina disse sim à proposta do PT. Na sexta-feira, reuniu-se com Haddad e formalizou o ingresso na campanha petista, 15 anos depois de ter rompido com o PT. Não recebeu nenhum telefonema de Lula, que, alegando motivos de saúde, não foi ao evento que a lançou pré-candidata a vice-prefeito.
Erundina sabia que a aliança com o PP sairia. No fim de semana, chegou até a colocar panos quentes ao falar sobre Maluf, o “novo colega” de chapa.
Aí veio a segunda-feira, e Lula posou para fotógrafos de todo País acompanhado de Maluf. Nada de procurar a ex-prefeita. Minutos depois, veio a resposta de Erundina, dizendo que pretendia rever a aliança.
“Lula tem que consertar isso. Ele deveria ter procurado Erundina antes de ir à casa de Maluf. Agora só ele pode reverter essa questão”, afirmou um dirigente do PT.
O PSB paulistano aprovou ontem, por unanimidade, a proposta de pré-candidatura própria à Prefeitura de São Paulo. Votaram 60 integrantes do PSB paulistano.
Alinhada ao PSDB e ao PSD, do prefeito Gilberto Kassab, a direção paulistana do PSB propôs a candidatura própria numa tentativa de mostrar que os integrantes da legenda na capital tentam resistir ao alinhamento com o PT, defendido pelo presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), na eleição em São Paulo.
A direção nacional diz, no entanto, que em cidades acima de 200 mil habitantes a decisão sobre a candidatura é da executiva nacional do PSB.
Atualizado às 15:19, dia 31/05
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Líder do PR no Estado, Valdemar Costa Neto, o Boy, afirmou a interlocutores que descarta o apoio ao PT na eleição municipal de São Paulo neste ano. Segundo ele, seu partido deve apoiar o pré-candidato do PMDB, Gabriel Chalita, ou caminhar com o prefeito Gilberto Kassab (PSD), ligado ao tucano José Serra.
O PR analisa agora as propostas. O PMDB sinalizou com a vice, e Kassab tem um acordo com o vereador Antonio Carlos Rodrigues, outra liderança do PR no Estado, para indicá-lo a uma vaga no Tribunal de Contas do Município.
A relação com o PT azedou a partir de 2011, quando a presidente Dilma Rousseff, diante de denúncias de corrupção, promoveu uma faxina no Ministério dos Transportes, feudo do PR.
Apesar da bronca, os petistas ainda têm esperanças de uma aliança em torno de Fernando Haddad. Mas sabem que isso depende de um afago do governo federal no PR paulista. O que, por enquanto, dizem, está difícil…
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A aliança do PSDB com o PSD na chapa proporcional, a formada pelos vereadores, é hoje o principal motivo de polêmica entre os tucanos. O prefeito Gilberto Kassab (PSD) quer a aliança, e os serristas trabalham para que ela ocorra, apesar da resistência dos atuais vereadores, que temem perder espaço para os candidatos apoiados pela máquina municipal.
Na segunda-feira passada, em reunião do diretório municipal do PSDB, o ex-vereador João Câmara propôs que a decisão da coligação proporcional seja feita pelos delegados do partido, na convenção do PSDB, em junho, caso não haja consenso entre os integrantes da executiva, formada por 18 tucanos.
Isso tiraria a decisão das mãos da cúpula e a jogaria para um colegiado de mais de mil pessoas, suscetíveis aos apelos dos vereadores.
A ideia causou calafrios entre os serristas, que querem entregar a coligação PSDB-PSD a Kassab. Agora, eles vão tentar derrubar a proposta, que deve entrar em pauta na próxima reunião do diretório, agora em junho.
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Dono do quarto maior tempo de TV no horário eleitoral gratuito, o PP passou a ser cortejado por petistas e tucanos. O líder do partido no Estado, deputado Paulo Maluf, foi procurado há cerca de um mês tanto pelo pré-candidato do PSDB, José Serra, quanto pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, que esteve na casa de Maluf, no Jardim Europa, com outros dois petistas.
Os tucanos já dão como certo o apoio de Maluf a Serra. Nas tratativas, uma das sinalizações feitas pelos tucanos foi a Secretaria da Habitação (com a Cohab junto). Ontem, em jantar na casa do deputado Fabio Ramalho (PV-MG), vizinho de Maluf em Brasília, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, e os deputados Cândido Vaccarezza e Carlos Zarattini voltaram a insistir na aliança com o PT.
O PP pretende anunciar a decisão em 15 de junho.
A Executiva municipal do PSB pretende se reunir na sexta-feira para discutir a situação do partido na eleição de São Paulo. Será colocada na mesa a questão da candidatura própria. A direção nacional da legenda, liderada pelo governador Eduardo Campos (PE), pretende apoiar o PT, de Fernando Haddad, mas a ala paulistana do PSB, alinhada ao prefeito Gilberto Kassab (PSD), tenta agora evitar a aliança. Um caminho seria uma candidatura própria ou apoiar uma terceira via, já que coligação com o PSDB, de José Serra, aliado de Kassab, já está descartada.
Segundo estimativas de pessebistas, o presidente municipal da sigla, vereador Eliseu Gabriel, teria 42 dos 45 votos da executiva do PSB paulistano, caso coloque a questão da candidatura própria em votação. Restaria, então, ao diretório nacional intervir em São Paulo, caso insistisse no apoio a Haddad.
Ninguém, no entanto, acredita que a divergência chegará a esse ponto. Campos estaria esperando ação do PT em Recife a favor do seu pré-candidato, Maurício Rands (PT). Se isso ocorrer, fica muito difícil evitar a coligação com Haddad. E os pessebistas paulistanos admitem disso.
Atualizado às 15:30
A reunião do PSB foi remarcada para a próxima segunda-feira, dia 28.
Em conversa ontem em Brasília, o deputado Jutahy Júnior (PSDB-BA) propôs ao presidente do DEM, senador Agripino Maia (RN), um “apoio trocado” entre as duas legendas na eleição deste ano. O PSDB anunciaria o apoio ao candidato do DEM em Salvador, deputado ACM Neto (BA). Em troca, os democratas declarariam, no mesmo dia, o apoio a José Serra em São Paulo.
O acordo, porém, não contempla um detalhe: a vice de Serra. Os serristas não querem se comprometer com a cessão do cargo, já que trabalham para indicar como vice o secretário municipal de Educação, Alexandre Schneider, do PSD, do prefeito Gilberto Kassab.
Como o DEM só topa o acordo se tiver a garantia de indicará o candidato a vice-prefeito, o “apoio trocado” ainda não decolou.
2013
2012