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Pancadaria digital e amadorismo online

Julia Duailibi

terça-feira 20/05/14

Depois de sair do ar o perfil do Twitter chamado Aécio Digital, foi a vez do site mineirobrasileiroaecio.com.br, que havia sido lançado no começo de abril, sumir da rede desde a semana passada. As duas iniciativas faziam parte da estratégia online do candidato do PSDB, Aécio Neves, e foram criadas por Xico Graziano, coordenador da área de internet [...]

Depois de sair do ar o perfil do Twitter chamado Aécio Digital, foi a vez do site mineirobrasileiroaecio.com.br, que havia sido lançado no começo de abril, sumir da rede desde a semana passada. As duas iniciativas faziam parte da estratégia online do candidato do PSDB, Aécio Neves, e foram criadas por Xico Graziano, coordenador da área de internet do tucano.

Aécio não gostou da polêmica no Twitter envolvendo o @aeciodigital e o Dilma Bolada (@dilmabr), perfil na rede que é uma paródia à presidente, tocado pelo estudante Jeferson Monteiro, e mandou suspender as iniciativas, pelo menos por enquanto. Há cerca de uma semana @aeciodigital e @dilmabr trocaram acusações no Twitter, com ofensas pessoais e bate-boca.

Hoje, Monteiro se envolveu em nova polêmica com o PSDB na área digital. Em seu perfil no Facebook, disse que um integrante do partido ofereceu dinheiro para que o Dilma Bolada apoiasse Aécio.

A cada eleição, a campanha digital torna-se mais sensível e importante. Apesar disso, os candidatos ainda não dão muita importância à estratégia online, já que no Brasil o horário eleitoral no rádio e na TV ainda tem um peso tremendo na definição do voto. Mas é fato também que a TV está perdendo importância. Muitos eleitores dos grandes centros urbanos perdem os programas dos candidatos durante a semana, já que moram cada vez mais longe do trabalho e, portanto, saem de casa cedo e voltam tarde. Há também a concorrência da TV aberta com os canais de TV fechados e a própria internet.

Essa falta de atenção à campanha na internet acaba fazendo com que amadores passem a gerenciar perfis no Facebook e no Twitter dos próprios candidatos ou que supostos “consultores” e “especialistas” vendam seus serviços a preços altíssimos. Em 2010, apareceram vários magos da internet que ofereceram seus serviços milionários. A moda na época era mostrar alguma relação com a campanha de Barack Obama de 2008, que teve uma estratégia online super agressiva. O candidato do PSDB, José Serra, chegou a contratar um guru indiano para atuar na rede por R$ 1 milhão.

Neste ano, a campanha na internet ainda está em segundo plano. A desculpa dos candidatos é que a campanha ainda não começou. Vamos ver como será quando a disputa começar para valer, a partir do dia 5 de julho.