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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
segunda-feira 28/07/14

Usou ou não usou o aeroporto, eis a questão

Uma semana passou, e o presidenciável Aécio Neves (PSDB) ainda não respondeu se usava ou não o aeroporto de Cláudio para chegar à Fazenda da Mata, de propriedade de sua família, que fica a 6 km do local. Aécio escapa da questão e torce para que o tema perca fôlego. Enquanto ele não responde, a polêmica e os consequentes danos causados pelo caso ficam circunscritos às acusações de suposto favorecimento da família na construção do aeroporto, já que a área pertencia a um ...

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quarta-feira 23/07/14

Aécio e Alckmin: união só nas fotos

Texto publicado no Estadão Noite. Os candidatos tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin cumprem agendas eleitorais juntas, posam para fotos sorrindo, trocam elogios mútuos, mas nos bastidores a relação não é essa maravilha. Preocupado com a sua reeleição, Alckmin adotou medidas que foram na contramão do que queria o presidenciável do PSDB. O governador paulista fechou coligação com o PSB no Estado, dando o cargo de vice para o presidente estadual do partido, Marcio França. A aliança se traduziu em palanque no maior ...

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segunda-feira 21/07/14

Candidatos focam ‘horário eleitoral’ do Jornal Nacional

As campanhas dos principais candidatos a presidente da oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), dão menos importância ao horário eleitoral que à cobertura do Jornal Nacional, da Rede Globo, o telejornal de maior audiência do País. Nos bastidores, os integrantes das campanhas dizem que a cobertura do Jornal Nacional sobre o dia dos candidatos, que começará em agosto, pouco antes do horário eleitoral na TV, tornou-se mais importante que a propaganda oficial. Minimizam, assim, a vantagem que a líder ...

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sexta-feira 18/07/14

Duas questões sobre a eleição paulista

A pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto em São Paulo, divulgada ontem, evidencia duas questões da sucessão eleitoral no maior colégio eleitoral do País.

A primeira delas é que o eleitor paulista aprovou a resposta do governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) a episódios polêmicos recentes, como as demissões dos grevistas do Metrô, a ação da polícia nas manifestações (com a prisão de ativistas) e o gerenciamento da crise de abastecimento de água – a população parece ter aceitado a explicação do governador, segundo a qual o problema do abastecimento está exclusivamente relacionado à maior seca pela qual o Estado passa nos últimos 80 anos.

Pesquisas internas do PSDB já mostravam que o paulista apoiava a condução de Alckmin nesses episódios, mas nem os tucanos esperavam um desempenho tão positivo na pesquisa. O governador aparece com 54% das intenções de voto e, se a eleição fosse hoje, ele seria eleito no primeiro turno. A aprovação ao seu governo, que ajuda a manter o índice de intenção de voto neste patamar, também cresceu. Passou de 41%, em junho, para 46%.

Os adversários não estão conseguindo desidratar Alckmin com o discurso do cansaço do eleitor com os 20 anos do PSDB no poder, mesmo numa disputa em que a palavra de ordem é mudança (mais no cenário nacional, mas sem dúvida há alguma contaminação no estadual).

É aí que está a segunda questão apontada pela pesquisa. Por enquanto, a adesão do PSD, de Gilberto Kassab, do PP, de Paulo Maluf, e a adoção de um discurso linha dura não produziram um efeito positivo esperado pela campanha do candidato do PMDB, Paulo Skaf, que tem 16% das intenções de voto (em junho, num cenário parecido, ele tinha 21%). As alianças de Skaf podem, inclusive, ter funcionado com uma âncora na campanha do PMDB, já que a rejeição a Maluf e Kassab é alta entre os eleitores.

Tudo bem que a propaganda na TV não começou ainda – a partir de agosto ela entra no ar e aí a campanha começa para valer. Skaf tem o maior tempo de exposição no horário eleitoral e ainda Duda Mendonça para tocar seu programa. Mas, ainda assim, esperava-se na campanha que os atos políticos criados pelo PMDB em torno da campanha de Skaf,  assim como a estratégia de endurecer o discurso para tirar votos de Alckmin e aumentar o cacife entre os eleitores mais conservadores para forçar um segundo turno, dessem algum fôlego ao candidato.

Já o candidato do PT, Alexandre Padilha, aparece na situação mais complicada. Ele tem 4% das intenções de voto. Padilha vai crescer ainda, puxado pelo PT, que tradicionalmente tem dos 30% dos votos no Estado. O desgaste eleitoral do partido no Estado nesta eleição é maior. Talvez ele não cresça o suficiente para ajudar a forçar um segundo turno (em 2006 e 2010 0 PSDB levou a eleição no primeiro turno).  Mais difícil ainda será ele conseguir uma vaga na segunda fase da disputa.

A rejeição ao petista, que é pouco conhecido, já aparece alta, a maior entre os candidatos: 26%. Em 2012, nessa mesma época, o candidato do PT à Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad,  tinha 7% das intenções de voto. Desconhecido da população, Haddad tinha uma rejeição mais baixa que Padilha: 12%.

 

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terça-feira 15/07/14

Skaf e o discurso linha dura

Texto publicado no Estadão Noite A campanha em São Paulo começou com a corrida atrás dos votos dos eleitores mais conservadores, protagonizada pelo candidato do PMDB, Paulo Skaf, que reeditou um discurso do tipo “Rota na rua” – aliás, ele conta com o apoio do PP, de Paulo Maluf, autor da expressão. Nos últimos dias, Skaf não só deu declarações mirando o eleitorado sensível a um tom mais duro no combate à criminalidade e à “baderna” (ou manifestações) como montou uma equipe ...

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segunda-feira 14/07/14

Reforço espiritual

Integrantes da campanha à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se encontrar na noite de hoje com líderes religiosos. Os tucanos querem montar uma agenda para o candidato com segmentos evangélicos e católicos. Seis representantes de denominações evangélicas e igrejas católicas devem se encontrar na sede do PSDB com membros da campanha - o presidenciável tucano Aécio Neves será convidado para essas agendas no Estado. Com o começo da campanha eleitoral, é comum os candidatos procurarem lideranças religiosas e colocarem ...

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terça-feira 08/07/14

Moura assombra candidatura Padilha e dá combustível à fase ruim

Não bastasse o desembarque de aliados da campanha, o candidato do PT ao governo paulista, Alexandre Padilha, ainda terá que lidar com decisão da Justiça de São Paulo que, em caráter provisório, anulou a convenção estadual do partido, segundo informou a Folha de S. Paulo. A decisão da Justiça, que pode ser revertida, ocorreu em resposta a ação movida pelo deputado estadual Luiz Moura, que foi suspenso pelo PT em junho, ficando sem registro partidário para disputar a reeleição. O PT ...

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sexta-feira 04/07/14

Batalha no Nordeste

Pesquisa Datafolha, feita nos dias 1 e 2 de julho, mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem 55% das intenções de voto no Nordeste. No mês passado, tinha 48%. Já Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) têm, respectivamente, 10% e 11% - mantiveram os mesmos porcentuais que da pesquisa anterior. Nas últimas eleições, o Nordeste, segundo maior colégio eleitoral do País com 27% do eleitorado, tem dado a vitória para o PT. Em 2010, José Serra chegou a perder ...

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terça-feira 01/07/14

PP dá musculatura para ‘pesadelo’ de Alckmin

Publicado hoje no Estadão Noite Não só o PT, mas  o PSDB, do governador Geraldo Alckmin, também sai derrotado com a decisão do PP de romper com o petista Alexandre Padilha e apoiar Paulo Skaf (PMDB) na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. A nova adesão dá cerca de um minuto a mais de tempo de TV no horário eleitoral para Skaf, que já estava com a maior exposição na propaganda política entre os concorrentes ao governo do Estado. Para o Palácio dos Bandeirantes, ...

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