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Quem Faz

JULIA DUAILIBI é jornalista, trabalhou nas redações de Veja, Folha de S. Paulo e Estadão, em Brasília e em São Paulo.
quarta-feira 23/07/14

Aécio e Alckmin: união só nas fotos

Texto publicado no Estadão Noite. Os candidatos tucanos Aécio Neves e Geraldo Alckmin cumprem agendas eleitorais juntas, posam para fotos sorrindo, trocam elogios mútuos, mas nos bastidores a relação não é essa maravilha. Preocupado com a sua reeleição, Alckmin adotou medidas que foram na contramão do que queria o presidenciável do PSDB. O governador paulista fechou coligação com o PSB no Estado, dando o cargo de vice para o presidente estadual do partido, Marcio França. A aliança se traduziu em palanque no maior ...

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segunda-feira 21/07/14

Candidatos focam ‘horário eleitoral’ do Jornal Nacional

As campanhas dos principais candidatos a presidente da oposição, Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB), dão menos importância ao horário eleitoral que à cobertura do Jornal Nacional, da Rede Globo, o telejornal de maior audiência do País. Nos bastidores, os integrantes das campanhas dizem que a cobertura do Jornal Nacional sobre o dia dos candidatos, que começará em agosto, pouco antes do horário eleitoral na TV, tornou-se mais importante que a propaganda oficial. Minimizam, assim, a vantagem que a líder ...

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sexta-feira 18/07/14

Duas questões sobre a eleição paulista

A pesquisa Datafolha sobre as intenções de voto em São Paulo, divulgada ontem, evidencia duas questões da sucessão eleitoral no maior colégio eleitoral do País. A primeira delas é que o eleitor paulista aprovou a resposta do governador e candidato à reeleição Geraldo Alckmin (PSDB) a episódios polêmicos recentes, como as demissões dos grevistas do Metrô, a ação da polícia nas manifestações (com a prisão de ativistas) e o gerenciamento da crise de abastecimento de água - a população parece ...

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terça-feira 15/07/14

Skaf e o discurso linha dura

Texto publicado no Estadão Noite

A campanha em São Paulo começou com a corrida atrás dos votos dos eleitores mais conservadores, protagonizada pelo candidato do PMDB, Paulo Skaf, que reeditou um discurso do tipo “Rota na rua” – aliás, ele conta com o apoio do PP, de Paulo Maluf, autor da expressão.

Nos últimos dias, Skaf não só deu declarações mirando o eleitorado sensível a um tom mais duro no combate à criminalidade e à “baderna” (ou manifestações) como montou uma equipe condizente com a retórica do “pulso firme”.

Divulgou que ele próprio coordenará o seu programa de governo na área da segurança pública e anunciou como conselheiros ex-policiais, criminalistas, o ex-secretário de Segurança Antonio Ferreira Pinto, considerado linha-dura, e o ex-governador Luiz Antonio Fleury Filho.

Chamou o governador Geraldo Alckmin (PSDB), candidato à reeleição, de “bonzinho” e disse que teria sido mais duro na resposta aos grevistas do Metrô, envolvidos na paralisação do transporte público no começo de junho.

Skaf busca a polarização com Alckmin e pretende crescer em cima do eleitor mais conservador, órfão do malufismo que, no embate PT versus PSDB em São Paulo, acabou emprestando o seu voto aos tucanos. O objetivo é levar a disputa para o segundo turno – Skaf tem cerca de 21% das intenções de voto, contra 47% de Alckmin e 4% de Padilha.

Do lado do PSDB, o discurso mais duro de Skaf é bem-vindo. A avaliação é a de que um tom mais radical pode até angariar alguns poucos votos entre eleitores de Alckmin, mas no geral causará rejeição no eleitorado, principalmente naqueles que tradicionalmente votam no PT – e de onde Skaf também precisaria tirar votos para crescer.

Segundo o Datafolha, Alckmin chega a 40% das intenções de voto entre os eleitores que têm o PT como partido de preferência. Já Skaf tem 23% da preferência desses eleitores – entre o eleitor tucano o candidato do PMDB aparece com 19%.

Pesquisas do PSDB mostram que o eleitor apóia, sim, uma postura mais dura em relação às manifestações e às greves de junho. Mas o tom adotado por Alckmin, considerado por Skaf como “bonzinho”, foi aprovado pelo eleitor, dizem os tucanos. A campanha do PSDB fala agora em “autoridade sem autoritarismo”, jogando no colo de Skaf o carimbo de autoritário.

O discurso linha dura, que pode servir para forçar um segundo turno, terá de ser abandonado num eventual segundo turno. O candidato do PMDB terá de amenizar o tom, não radicalizá-lo, se quiser ver seu eleitorado crescer. Terá que adotar um pouco do figurino “picolé de chuchu”. Para a missão, conta com a ajuda do marqueteiro Duda Mendonça.

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segunda-feira 14/07/14

Reforço espiritual

Integrantes da campanha à reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB) devem se encontrar na noite de hoje com líderes religiosos. Os tucanos querem montar uma agenda para o candidato com segmentos evangélicos e católicos. Seis representantes de denominações evangélicas e igrejas católicas devem se encontrar na sede do PSDB com membros da campanha - o presidenciável tucano Aécio Neves será convidado para essas agendas no Estado. Com o começo da campanha eleitoral, é comum os candidatos procurarem lideranças religiosas e colocarem ...

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quarta-feira 09/07/14

O ineditismo da derrota e a ressaca moral trazem de volta clima desfavorável a Dilma

A se tomar pelo tamanho da ressaca dos brasileiros após a derrota histórica do Brasil ontem, a campanha da presidente Dilma Rousseff, candidata à reeleição, terá de se mobilizar para tentar evitar que o mau humor atinja as intenções de voto da candidata à reeleição, como se viu pouco antes da estreia do Mundial. Após o apito final - ou mesmo antes dele com a volta dos xingamentos a Dilma no Mineirão -, atos de vandalismo e queima de bandeiras lembravam ...

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sexta-feira 04/07/14

Batalha no Nordeste

Pesquisa Datafolha, feita nos dias 1 e 2 de julho, mostrou que a presidente Dilma Rousseff (PT) tem 55% das intenções de voto no Nordeste. No mês passado, tinha 48%. Já Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB) têm, respectivamente, 10% e 11% - mantiveram os mesmos porcentuais que da pesquisa anterior. Nas últimas eleições, o Nordeste, segundo maior colégio eleitoral do País com 27% do eleitorado, tem dado a vitória para o PT. Em 2010, José Serra chegou a perder ...

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terça-feira 01/07/14

PP dá musculatura para ‘pesadelo’ de Alckmin

Publicado hoje no Estadão Noite Não só o PT, mas  o PSDB, do governador Geraldo Alckmin, também sai derrotado com a decisão do PP de romper com o petista Alexandre Padilha e apoiar Paulo Skaf (PMDB) na corrida pelo Palácio dos Bandeirantes. A nova adesão dá cerca de um minuto a mais de tempo de TV no horário eleitoral para Skaf, que já estava com a maior exposição na propaganda política entre os concorrentes ao governo do Estado. Para o Palácio dos Bandeirantes, ...

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segunda-feira 30/06/14

Com Aloysio, Aécio tenta neutralizar próprio ‘veneno’

Texto publicado hoje no Estadão Noite Com a escolha do senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP) para vice na sua chapa, o tucano Aécio Neves busca uma vacina contra estratégia aplicada por ele mesmo em 2006 e em 2010, que acabou por prejudicar a eleição nacional do PSDB. Não é segredo que, nessas duas disputas, Aécio não se empenhou pelos candidatos a presidente do seu partido em Minas, segundo maior colégio eleitoral do País. Agora, com Aloysio, Aécio quer uma proteção contra a ...

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