Em reunião na TV Globo hoje, os assessores dos candidatos a prefeito de São Paulo chegaram a um entendimento sobre o debate da emissora, que será no dia 4 de outubro. Ficou decidido que participarão do debate os seis candidatos mais bem posicionados nas pesquisas de intenção de voto entre os 12 postulantes ao cargo de prefeito da capital paulista.
Pela regra, participariam hoje do debate: José Serra (PSDB), Celso Russomanno (PRB), Fernando Haddad (PT), Soninha (PPS), Gabriel Chalita (PMDB) e Paulinho (PDT). A emissora tentou emplacar apenas cinco candidatos no debate, mas teve que aceitar mais um postulante ao cargo, para que houvesse consenso sobre a cobertura diária da campanha.
Ficou decidido que aparecerão no telejornal da noite, o SP-TV 2ª edição, reportagens sobre o dia dos seis candidatos mais bem posicionados. O tempo de cada matéria será proporcional à posição do candidato nas pesquisas de intenção de voto mais recentes.
A agenda dos outros dois candidatos, cujos partidos têm representação no Congresso, Carlos Giannazi (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB), aparecerá no telejornal apenas com notas cobertas – quando o apresentador lê a informação do estúdio.
No Bom Dia São Paulo, telejornal da manhã, será feito um apanhado das agendas dos candidatos no dia anterior. Já o SP-TV 1ª edição terá um formato diferente. Levará ao ar diariamente entrevistas com os candidatos e perguntas com respostas de 30 segundos sobre determinados temas.
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O secretário-geral do PTB, deputado Campos Machado, convocou integrantes do seu partido e sindicatos para o que chamou de “vigília cívica” em favor do presidente nacional da legenda, Roberto Jefferson, um dos réus no caso do mensalão, quer será julgado a partir de quinta-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Presidente do PTB paulista, Campos Machado quer uma ”corrente de pensamento positivo” e “atos públicos” a favor de Jefferson. Ele critica o fato de o seu colega de partido, que denunciou a existência do mensalão em 2005, estar entre os 38 réus do processo.
“O que deveria ser considerado um ato de coragem e de dignidade, contrariando toda a sensatez, terminou por ser rotulado como uma prática delituosa”, alega.
Tags: Campos Machado, Jefferson, mensalão, PTB, STF
Com Fernando Gallo
O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, afirmou que a sua sociedade com o empresário Laerte Codonho, dono da Dolly, nasceu em 2007 para a redução dos custos com publicidade da empresa de refrigerantes. Codonho foi patrocinador dos programas de Celso Russomanno e doador de campanha do candidato em 2010.
Leia abaixo a íntegra das respostas, enviadas ao Estado na sexta-feira.
Quando e onde Russomanno conheceu o sr. Laerte Codonho?
Em Brasília, no ano de 2003. Fui apresentado ao Laerte e depois o vi novamente quando das denúncias de concorrência desleal da Coca-Cola contra a Dolly.
Quais empresas do sr. Codonho patrocinaram programas de Russomanno na TV?
A Dolly, não sei precisar qual das empresas do grupo.
Qual o período de vigência desses patrocínios?
2007/2008.
Como foi o processo para conseguir o patrocínio: o sr. Codonho que ofereceu?
Acho que foi porque meus programas sempre deram boa audiência, assim como outras empresas também patrocinaram. Inclusive, é bom citar, que constitui crime exigir exclusividade de propaganda, transmissão ou difusão de publicidade em detrimento de concorrência (Lei 8.137, artigo 5º, inciso I). Portanto, eu não poderia negar qualquer empresa que se dispusesse a patrocinar meus programas.
Durante audiência para apurar suposta concorrência desleal da Coca-Cola contra a Dolly, em novembro de 2004, na Câmara, Russomanno disse ter atuado como árbitro do litígio. De que forma isso se deu? Ele participou de quantas reuniões entre representantes das duas empresas? Onde foram essas reuniões?
Durante muitos anos mantive bom relacionamento e amizade com a direção da Coca-Cola. Resolvi problemas de denúncias contra a empresa que chegaram à Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara. A primeira foi a das tampinhas premiadas da Coca-Cola, que deveriam ter sido impressas no valor de R$ 100 e foram no valor de R$ 100.000. A empresa se recusava a fazer o pagamento do prêmio que estava impresso no interior das tampas. Depois, a Coca-Cola, em Brasília, lançou uma água mineral de nome “Bonáqua”. Aí os engarrafadores de água mineral denunciaram que aquela água não era mineral, mas potável acrescida de sais minerais. Em ambos os casos, os problemas foram mediados e resolvidos. Quando me chegou a denúncia de concorrência desleal praticada contra a Dolly, tentei mediar uma solução, mas foi infrutífera. Então, levei para a Audiência Pública na Câmara. Houve reuniões em lugares pré-estabelecidos pela própria Coca-Cola a fim de que ela pudesse tomar ciência do que a Pananco (que depois se transformou em Femsa) estava fazendo contra a Dolly em São Paulo.
Nos encontros, a Dolly se ofereceu para ser vendida para a Coca-Cola?
Não.
O sr. Codonho pediu a ajuda de Russomanno durante o litígio contra a Coca-Cola?
Não, me foi trazida a denúncia, e de ofício era minha obrigação como parlamentar na Comissão de Defesa do Consumidor tomar as devidas providências.
Russomanno já usou o helicóptero do sr. Codonho enquanto deputado federal?
Sim, para trabalho da ND Comunicação.
Por que o sr. Codonho se tornou sócio da ND Comunicação em 2007?
Para a redução dos custos de produção dos seus filmes publicitários.
Houve investimento dele na empresa?
A compra de parte da empresa.
A ND Comunicação é devedora da Fazenda Nacional. Qual o valor da dívida e qual a razão dela?
Ela está no Refis.
A Justiça Federal condenou o sr. Codonho a cinco anos de prisão em regime aberto por crime contra a ordem tributária? Qual avaliação Russomanno faz dessa condenação?
Nenhuma. Tomei conhecimento disso através deste questionamento. Fiz uma consulta e me foi informado que está em grau de recurso na Justiça. Só vou opinar quando terminar o processo.
Tags: audiência, candidato, Coca-Cola, Dolly, empresa, Laerte Codonho, PRB, Russomanno, sócios
Alexandre Pereira da Silva, filho do candidato do PDT à Prefeitura de São Paulo, Paulo Pereira da Silva, atuou na Secretaria de Emprego e Relações do Trabalho, controlada pelo partido de seu pai, sem ter vínculo empregatício com a Fundac (Fundação para o Desenvolvimento das Artes e da Comunicação), segundo informação dada pela própria entidade ao Estado.
Em 17 de julho, quando o Estado revelou que o filho do sindicalista atuava na secretaria sem ter sido nomeado para exercer uma função, o governo informou que ele tinha um contrato com a fundação. Mas, de acordo com informações da própria Fundac, obtidas pelo jornal hoje, o contrato havia se encerrado no dia 31 de maio. Alexandre foi contratado pela entidade para trabalhar por apenas por dois meses, do dia 2 de abril até o final de maio.
Em julho, ele não teria mais vínculo empregatício com a entidade nem com a secretaria. Apesar disso, o filho do sindicalista continuou despachando na secretaria, com sala, email corporativo e até secretária, além de receber prefeitos e decidir sobre a aplicação de verbas da pasta.
A Secretaria de Emprego informou na noite de hoje que a Fundac teria prorrogado o contrato de Alexandre Pereira da Silva por mais 60 dias, até o dia 30 de julho. “A Fundac informou à SERT que o contrato do sr. Alexandre Pereira da Silva, iniciado em 02/04, teve a duração inicial de dois meses, até o dia 31 de maio. Após essa data, segundo a Fundac, foi prorrogado por mais 60 dias – ou seja, ate o dia 30 de Julho. No dia 18 de julho, no entanto, o contratado solicitou sua dispensa da fundação.” A secretaria não apresentou nenhum documento comprovando a versão.
Hoje pela manhã, antes do governo procurar a Fundac, a entidade informou ao Estado: “O sr. Alexandre Pereira da Silva foi admitido em 2 de abril de 2012, tendo tido seu contrato de trabalho encerrado em 31 de maio de 2012″.
Atualizado às 20h00
Tags: Alexandre, filho, Fundac, Paulinho, Secretaria do Emprego
Uma eventual derrota do PT nas eleições em São Paulo é minimizada por analistas do mercado financeiro. Em evento hoje, na Câmara do Comércio Brazil-EUA, representantes de consultorias e bancos, além de acadêmicos, traçaram um cenário da política no País no encontro chamado Brazil – Midyear Economic and Political Outlook.
“As eleições municipais no Brasil não têm a mesma importância que as de meio de mandato nos EUA. Uma derrota do PT em São Paulo não pode ser considerada uma derrota para Dilma. O partido nunca foi muito forte na capital, apesar de ter tido duas prefeitas (Marta e Erundina). Será um problema maior para o legado de Lula”, afirmou João Castro Neves, da Eurasia.
O brazilianista Albert Fishlow prevê atrito entre Lula e Dilma. “As posições de Lula mais próximas de Chávez, as eleições municipais e os rumores de que ele possa tentar concorrer de novo devem irritar a presidente”, disse.
Também participaram do encontro Paulo Vieira da Cunha, do Banking & Capital Markets Committee e Tandem Global Partners, Tony Volpon, do Nomura Bank, Felipe Pianetti, do JPMorgan Chase, Katerina Alexandraki, do Lazard Asset Management’s Markets Debt Team, e Norman Gall, do instituto Fernand Braudel.
Tags: Câmara de Comércio, Chávez, eleições municipais, Fishlow, mercado financeiro
Com Bruno Boghossian (atualizado às 22h50)
O candidato a prefeito pelo PSDB, José Serra, recebeu no fim da tarde de hoje para uma conversa em seu escritório o presidente da União Nacional dos Estudantes (UNE), Daniel Iliescu – que é filiado do PC do B e deve participar de atos de campanha de um dos adversários do tucano na disputa pela Prefeitura de São Paulo, Fernando Haddad (PT).
Iliescu afirma que a entidade não apoiará nenhum candidato na eleição municipal. “A UNE não apoia nenhum candidato, e apresentará sua plataforma eleitoral para todos os candidatos”, diz. “Tanto Serra quanto Haddad foram líderes de movimentos estudantis, o que nos orgulha muito.”
O presidente da UNE esteve com Serra para convidá-lo para o início das obras da nova sede da entidade no Rio, em 11 de agosto. O tucano era o presidente da UNE quando o prédio que abrigava a instituição foi incendiado por agentes da ditadura militar, em 1964. O governo federal pagará R$ 40,6 milhões pela construção de uma nova sede.
Na campanha presidencial de 2010, quando Serra enfrentou Dilma Rousseff, a UNE declarou que ficaria neutra, mas aprovou um programa político que atacava “políticas de fundo neoliberal” e a “privatização do patrimônio estatal”, sem citar nenhum partido. Atualmente, a entidade ataca o governo federal por resistir à proposta de destinar 10% do PIB para investimentos em educação.
Com Ricardo Chapola
O candidato do PRB à Prefeitura de São Paulo, Celso Russomanno, admitiu ontem, em entrevista exclusiva ao Estado, que não pretende atacar o candidato do PSDB, José Serra, durante a campanha eleitoral. O tucano se encontrou com o presidente nacional do PRB e coordenador da campanha de Russomanno, Marcos Pereira, na sexta-feira passada, para falar sobre o tom da campanha. Russomanno está empatado em primeiro lugar com Serra, segundo a última pesquisa Datafolha. Ele tem 26% das intenções de voto contra 30% do tucano.
Na entrevista, Russomanno também falou sobre sua relação com a Igreja Universal, a qual o seu partido é ligado, e com a Rede Record, onde manteve até até junho o quadro Patrulha do Consumidor. Leia abaixo outros trechos da entrevista.
Adversários dizem que a sua candidatura faz parte do projeto político do bispo Edir Macedo, que já atua no setor de comunicação, com a Record, e no religioso, com a Igreja Universal.
Isso é a maior fantasia que já ouvi na minha vida. Isso é fantasioso. Tem todo tipo de fantasia possível nesta eleição. Nunca vi coisa igual. Nunca estive reunido com Edir Macedo para discutir política. Por sinal, meus encontros com ele foram há muito tempo e para falar assuntos mais variados, nem para falar sobre televisão falei com ele até hoje.
Mas o sr. entrou para o PRB em setembro de 2011 e em dezembro, três meses depois, estreou um quadro na Rede Record. Há uma ligação aí?
É tanta fantasia. Fui convidado para vir para o PRB e vim com muito carinho. Engraçado, essa relação existe agora. Eu trabalhei três vezes na Rede Record, tive três contratos, por que agora? Antes não valia nada. Quando tive contrato e estava em outro partido ninguém falava nada. As pessoas fazem muita ilação nas coisas e não tem nada a ver. ‘Ah, mas você vai aos programas da Record’. Eu vou porque dá audiência, gente. Se eu não der audiência, ninguém me convida para nada. Nem para uma ponta colocando a minha carinha.
O sr. falou que não quer trazer religião para a discussão eleitoral. Nas pesquisas de intenção de voto, o sr. vai bem entre os evangélicos. Como não fazer a associação entre religião e sua candidatura, se a cúpula do PRB é dominada por evangélicos?
De todos os vereadores eleitos pelo PRB 20% são evangélicos. E uma minoria é da Igreja Universal. A maioria é de outras denominações. Eu não vejo dessa maneira. O fundador do PRB era um católico fervoroso, o vice-presidente José Alencar (morto em 2011). Nunca fui cobrado de nada no PRB por causa de ser católico. E olha que eu, pouca gente sabe, fui coroinha, fiz encontro de jovens, fiz encontro de casais e fui coordenador de encontro de casais. Então, frequento as missas do padre Marcelo. Foi ele que fez o meu casamento, que batizou os meus filhos. Eu não preciso explicar essas coisas. Eu aprendi com a minha mãe, que era uma católica fervorosa, que o sonho dela é que fosse pregado o ecumenismo.
A candidatura do sr. é ecumênica?
Com certeza absoluta. Muita gente não pratica o crime porque tem uma linha religiosa. As pessoas muitas vezes não matam, não roubam, não é porque a lei não permite. É porque ela tem uma linha religiosa de conduta. Eu respeito cada porta que está aberta e que prega amor ao próximo e o bem.
Por que esse desempenho melhor entre os evangélicos?
Talvez porque eles gostem mais de mim. Eu não tenho, eu não faço essa diferença. Para mim, todos são cristãos.
Tags: católicos, Edir Macedo, evangélicos, PRB, Record, Russomanno
O recém criado PEN (Partido Ecológico Nacional) decidiu que apoiará o candidato do PRB a prefeito de São Paulo, Celso Russomanno. A negociação foi fechada na tarde de hoje, em encontro entre o presidente estadual do PTB, Campos Machado, e o presidente nacional do PEN, Adilson Barroso.
O apoio será apenas simbólico, já que o PEN foi criado em junho deste ano e não pode disputar eleição. Mas, para integrantes da campanha de Russomanno, poderia ajudar o candidato no discurso da sustentabilidade, principalmente depois da queda de braço que travou com os supermercados pela volta das sacolinhas plásticas.
A entrada do PEN na campanha será anunciada hoje à noite, durante apresentação do Conselho Político da campanha, que será presidido por Campos Machado. Haverá no grupo outros três petebistas: Luiz Madureira (vice-presidente do PTB), Marcio Graf (integrante do PTB municipal) e Marlene Campos Machado (presidente do PTB Mulher).
Tags: apoio, PEN, Russomanno, sacolinhas, verde
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva entrará na campanha do candidato petista Fernando Haddad a partir dessa segunda-feira, quando haverá uma reunião no Instituto Lula, na zona sul paulistana, para traçar estratégias eleitorais e definir a agenda de aparições. O encontro, do qual participa Haddad e líderes do PT, está previsto para acontecer às 17hs e marca o retorno de Lula à campanha de Haddad, depois de cerca de dez dias descansando no interior paulista.
Na reunião, os petistas vão apresentar a Lula a ideia de colocá-lo no “Haddadmóvel”, o automóvel que o candidato usará para fazer carreatas pela periferia paulistana e que segue o mesmo modelo que o “Dilmamóvel”, usado pela presidente durante a campanha eleitoral de 2010.
Como Lula ainda tem de se poupar e não pode usar muito sua voz, ainda prejudicada em razão da radioterapia feita para combater o câncer na laringe, colocá-lo no carro ao lado de Haddad, acenando para os eleitores, seria uma maneira eficaz de colar a imagem do ex-presidente na do candidato, na avaliação dos petistas.
Com Diego Zanchetta
A campanha de vereador do coronel Álvaro Camilo, ex-comandante da PM, tem incomodado seus concorrentes. Em encontro com candidatos a vereador na sede da zona norte da Associação Comercial, o coronel foi bombardeado pelos vereadores Claudinho (PSDB) e Wadih Mutran (PP) ao prometer melhorar a segurança pública da cidade.
“Segurança não é dever de vereador, é dever do governo do Estado. O senhor deveria saber que um vereador não pode criar novas despesas para o Executivo”, disparou Mutran, decano do Legislativo e candidato ao oitavo mandato consecutivo. Constrangido, Camilo admitiu ser inexperiente e prometeu “manter o gabinete aberto” para discutir problemas como o tráfico de drogas e os roubos.
A preocupação mostrada por Claudinho, campeão de votos da Freguesia do Ó, e de Mutran, o ‘rei’ da Vila Maria, atinge outros parlamentares que tentam a reeleição. Entre os atuais vereadores, Camilo é tido como candidato com potencial para “roubar” votos em todas as regiões da cidade. Além de ter coordenado a implementação da Operação Delegada, que hoje tem 10 mil soldados ganhando R$ 1.300 mensais a mais pelo ‘bico’ na Prefeitura, o ex-comandante deve contar com o apoio da maioria dos 31 coronéis que dirigem as subprefeituras da cidade.
“Por onde a campanha dele passar vai fazer estrago”, admite um parlamentar com reduto eleitoral no Brás.
Tags: Camilo, coronel, reeleição, subprefeitos, vereador
2013
2012