As primeiras conversas entre o PSB e o PSDB sobre eleição ocorreram durante a montagem do governo Geraldo Alckmin, no final de 2010. Mas, na época, os tucanos paulistas estavam mais preocupados em firmar um acordo em torno da reeleição de Geraldo Alckmin em 2014 do que discutir a questão municipal. O presidente do PSB estadual, Márcio França, foi convidado para ser secretário de Turismo, seguindo esse entendimento.
No segundo semestre do ano passado, o presidente nacional do PSB, governador Eduardo Campos (PE), esteve em São Paulo durante o seu périplo para conseguir apoios que garantissem a eleição de sua mãe, Ana Arraes, para o Tribunal de Contas da União (TCU). A campanha o levou a tomar um café com Alckmin no Palácio dos Bandeirantes.
Foi então que os dois falaram pela primeira vez sobre 2012. Alckmin disse estar disposto a apoiar a candidatura de Jonas Donizette (PSB) a prefeito de Campinas. E Campos sinalizou com o apoio ao PSDB em São Paulo, mas fez uma ressalva: “Desde que o candidato não seja Serra”. Aliado do PT no plano nacional, Campos avalia ser complicado apoiar o inimigo dos petistas – o governador pernambucano é cotado para ser vice numa eventual reeleição de Dilma Rousseff em 2014. Além disso, na época da conversa, o veto nem chamou a atenção dos tucanos, já que Serra dizia que não era candidato, e Alckmin flertava com uma candidatura de Bruno Covas.
Mas agora o candidato do PSDB deve ser Serra. E o PSB discute qual caminho seguir: Campos querendo apoiar o petista Fernando Haddad, enquanto Márcio França e Elizeu Gabriel, presidente do PSB paulistano e aliado de Gilberto Kassab, preferindo seguir com os tucanos.
Nesta semana, Dilma e Campos falaram sobre o enrosco. Serra também atuou e conversou nesta quarta-feira com França e Gabriel. O impasse deve começar a ser resolvido no final de semana, quando o governador pernambucano desembarca em São Paulo para conversar com os líderes do partido.
A decisão do PSB envolverá a estratégia do partido não só em 2012, mas também em 2014 e 2018. Haja fôlego.
Detalhe: o PSB tem 2min38s diários na propaganda eleitoral gratuita na TV, atrás do DEM, PP e PR.
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Durante as negociações de ontem para postergar a prévia do PSDB, marcada inicialmente para o dia 4 de março, o ex-governador José Serra vetou o dia 18, por ser véspera do seu aniversário de 70 anos. A saída foi marcar no dia 25, uma semana depois. A outra proposta, que era o dia 11, foi bombardeada pelo grupo serrista, que avaliou não haver tempo suficiente para organizar a entrada do tucano na disputa interna.
Com Bruno Boghossian
Enquanto o ex-governador José Serra e aliados se esforçam para dizer que o tucano está focado na eleição para a Prefeitura de São Paulo, o PSDB não colabora muito. Na sede do diretório estadual na capital paulista, onde Serra dará daqui a pouco uma entrevista sobre sua pré-candidatura, lê-se em um painel: “Serra presidente do Brasil”. A peça é da campanha presidencial de 2010…
Para o pré-candidato do PMDB à Prefeitura de São Paulo, deputado Gabriel Chalita, a indicação do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) para a Secretaria Especial de Pesca e Aquicultura não significa que a legenda terá de apoiar o pré-candidato do PT, Fernando Haddad.
Chalita negocia o apoio do PRB à sua candidatura – por enquanto, o partido entoa o discurso do candidato, com o ex-deputado Celso Russomanno.
“Estamos conversando. Acho que não muda, não. Ali não teve uma negociação específica de que teria de apoiar o candidato do PT”, declarou Chalita.
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Com Bruno Boghossian
A pré-campanha do ex-governador José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo já começa a trazer à tona figuras que participaram da disputa presidencial de 2010.
Márcio Fortes, um dos arrecadadores da campanha presidencial, está neste momento no Edifício Joelma, que deve ser, por enquanto, o QG da pré-campanha tucana – aliás, o comitê da campanha presidencial foi lá.
Os tucanos também apostam que o marqueteiro de Serra em 2010, Luiz Gonzalez, voltará a atuar na campanha deste ano. Eles consideram Gonzalez “imbatível” em campanhas para o eleitorado paulista.
Tags: eleição 2012, PSDB, Serra
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve voltar a despachar na sede do seu instituto, na zona sul paulistana, no dia 15 de março. Lula repassou essa informação a aliados no final da semana passada.
Apesar de ainda rouco por causa da radioterapia que faz para combater um câncer na laringe, o ex-presidente chegou a comentar a decisão do ex-governador José Serra de entrar na disputa paulistana, levando com ele o apoio do PSD, de Gilberto Kassab.
Lula disse ao aliados que já esperava que Kassab migrasse para a campanha Serra, assim que o tucano decidisse entrar na disputa. Afirmou ainda não estar surpreso com a decisão. Alguns petistas avaliam que a movimentação de Kassab em direção ao PT foi um blefe para embaralhar a articulação da campanha de Fernando Haddad (PT). A senadora Marta Suplicy disse hoje no seu Twitter que o PT foi precipitado ao tentar uma aproximação com o prefeito.
O ex-presidente pretende mergulhar nas articulações políticas assim que voltar ao Instituto Lula. A mulher do petista, Marisa Letícia, reclamou que ele “anda falando mais do que deveria”. Lula tem feito consultas diárias de fonoaudiologia para recuperar a voz. Tem mantido também uma dieta com comidas pastosas.
Tags: Instituto Lula, Kassab, Marta, PT
Encontro da comissão eleitoral do PT ontem concluiu que o partido terá candidatura própria em 68 das 118 cidades brasileiras com mais de 150 mil habitantes – hoje a legenda governa 30% dos municípios desse tamanho.
Em outras 10 cidades, o PT pretende apoiar outros partidos, incluindo o PSD, do prefeito paulistano Gilberto Kassab, que se aliará aos tucanos na campanha paulistana deste ano.
O quadro, contudo, segue indefinido em 40 cidades. Nesse grupo, há 22 municípios em que o debate será “tático”, segundo definição do presidente do PT, Rui Falcão. É o caso de Belo Horizonte, onde o partido pode apoiar a reeleição do prefeito Márcio Lacerda, do PSB. Nas outras 18 cidades, a tendência é optar por candidatura própria.
Tags: PT, Rui Falcão

Aníbal (E) e Tripoli (D) no debate sobre a prévia hoje; os dois foram procurados por Semeghini (centro), que quer o adiamento da disputa interna
Com Bruno Boghossian
Atualizado às 13h05
O ex-governador José Serra deve enviar hoje ao PSDB, por volta das 16 horas, o comunicado oficial de sua intenção de disputar a prévia do partido para indicar o candidato tucano à Prefeitura de São Paulo. A expectativa é a de que ele compareça à sede municipal da legenda, no centro de São Paulo. Ontem, o tucano havia afirmado em sua página no Twitter que enviaria a carta aos dirigentes municipais da sigla na segunda-feira.
Segundo tucanos, Serra ganhou mais tempo para sentir a temperatura entre os líderes da legenda e seus dois rivais na prévia – o secretário José Aníbal e o deputado Ricardo Tripoli. Eles se recusam a adiar a prévia por uma semana, do dia 4 para o dia 11 de março, como querem os aliados de Serra e do governador Geraldo Alckmin.
A definição será feita em uma reunião da Executiva Municipal do PSDB paulistano nesta terça. A tendência é que o adiamento seja aprovado, pois Serra e Alckmin contam com maioria no grupo.
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Tags: José Serra
O prefeito Gilberto Kassab diz estar otimista com a aprovação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do aumento da participação do PSD na cota do Fundo Partidário e no tempo de televisão no horário eleitoral gratuito. Kassab tem acompanhado a “temperatura” com ministros e advogados e diz acreditar que, embora mais difícil que a criação da legenda em setembro do ano passado, a questão passará pelo crivo da Corte.
Enquanto Kassab flertava com o PT na eleição paulistana, o governo era um dos principais interessados na concessão do tempo de TV ao PSD. Agora, qualquer minuto a mais na TV que o partido de Kassab ganhar será creditado na aliança em torno de José Serra, provável adversário do petista Fernando Haddad na eleição municipal.
No final das contas, a tendência é que não haja grande implicações para a aliança tucana. Como o DEM é o principal derrotado se houver uma decisão favorável ao PSD, um lado compensará a perda do outro.
Para o prefeito, a decisão da Corte sobre o Fundo Partidário deve ocorrer nas próximas três semanas. Só a partir daí o PSD ingressará com um pedido a respeito do tempo de TV no horário eleitoral.
Tags: Fundo Partidário, Kassab, TSE
A direção nacional do PT se reúne na tarde de hoje, na sede do partido no centro da capital paulista, para traçar um panorâma do quadro eleitoral no País. O foco do encontro, no entanto, será a entrada do ex-governador José Serra na corrida pela Prefeitura de São Paulo, com o apoio do PSD, de Gilberto Kassab, o quase-aliado-petista. Também será discutida uma eventual aliança com o PMDB, que lançou Gabriel Chalita candidato a prefeito paulistano.
Depois do encontro, às 16h30, o presidente do PT, Rui Falcão, dará uma entrevista.
2013
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