Estado.com.br
Terça-feira, 29 de Maio de 2012
Variedades
Seções
Arquivos
Tamanho do Texto

VMB: a noite do rapper Criolo

Categoria: Música

FELIPE BRANCO CRUZ

Em 2009, a banda Restart entrou de penetra na festa do Video Music Brasil, o VMB. Em 2010, eles foram os grandes vencedores, levando cinco estatuetas. Neste ano, sequer foram indicados a algum prêmio. O mundo da música dá voltas. Prova disso é que, anteontem, os principais vencedores de um dos mais importantes prêmios da música brasileira foram os rappers Emicida e Criolo.

Emicida levou dois troféus: Clipe do Ano, com Então Toma, e Artista do Ano. Já Criolo venceu em três categorias: Melhor Disco, por Nó na Orelha, Melhor Música, por Não Existe Amor em SP e Revelação. “Fizemos história”, disse Emicida, que dedicou os prêmios a todos os rappers brasileiros. “O hip hop está sendo valorizado”, completou.

A festa também sofreu mudanças que deixaram a premiação mais dinâmica e moderna, promovendo a interação entre a TV e a internet. Para tanto, foram montados três palcos nos Estúdios Quanta, em São Paulo, onde rolaram os shows e as premiações simultaneamente. Os vencedores não precisaram nem sair do local para comemorar, já que a festa estava acontecendo do lado de fora dos estúdios. Ao todo, passaram por lá 29 bandas e mais de 100 músicos.

Outra mudança estratégica foi esvaziar o poder dos internautas. Foi graças à mobilização de fãs-clubes que a banda Restart, uma ilustre desconhecida há dois anos, levou tantos prêmios no ano passado. Neste ano, no entanto, das 11 categorias, apenas em quatro (Webclipe, Webhit, Hit do Ano e Artista Internacional) os fãs puderam votar pela internet. E dessas quatro, apenas uma, a Hit do Ano, tinha alguma relevância para a música e para os artistas nacionais.

As categorias de maior peso, como Melhor Disco, Melhor Música, Revelação, Aposta, Clipe do Ano e Artista do Ano, ficaram a cargo de um júri de jornalistas, músicos e produtores. Eles escolheram os vencedores a partir de uma lista de nomes de indicados pré-escolhidos pela emissora.

O humor, claro, continuou presente neste VMB. No Estúdio A, comandado por Marcelo Adnet, foi realizada a premiação oficial. No Estúdio B, com Bento Ribeiro, a MTV concedeu os bizarros troféus de Clipe Com Pessoas Andando, Clipe Mais Molhado do Ano, Fade Out em Clipe, Figuração em Clipe Nacional e Nome de Banda com Letras e Números.

Outra que roubou a cena foi Luisa Marilac, o travesti que virou hit na internet com o bordão “bons drink”. Luisa, que foi à festa acompanhada da mãe e da irmã, participou da entrega de prêmios, além de circular entre os convidados, bebendo seus “bons drink”.

O momento constrangimento da noite ficou a cargo da cantora Wanessa, no Estúdio A. Ela ouviu vaias e o público gritando “Rafinha, Rafinha”, em referência ao apresentador do CQC Rafinha Bastos, que fez piada sem graça em relação a ela e ao bebê que está esperando. Rafael Cortez, também do CQC, que participou da festa, lhe pediu desculpas nos bastidores pela atitude do colega. Lá, nem Rafael nem Wanessa comentaram o assunto, mas, ontem à tarde, a cantora resolveu se pronunciar em seu site oficial. Leia aqui.

A quantidade de atrações que ocorriam simultaneamente pelos estúdios pode ter deixado os convidados do VMB confusos. Mas uma coisa é certa: para quem assistia de casa, a premiação deste ano foi uma das mais divertidas de sua história.

Deixe um comentário: