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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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The Vaccines: os novos salvadores do rock?

Categoria: Música


The Vaccines – Post Break-Up Sex

Pedro Antunes

O rótulo é injusto. “Os salvadores do rock”. Da forma como a música se renova a cada ano, quem quer que seja enquadrado nele sofre uma pressão injusta. Este ano, os encarregados de renovar o gênero vêm de Londres, na Inglaterra. O quarteto Vaccines se tornou, em menos de dois meses, de banda de garagem a nome comentado do universo indie. A vacina, com o perdão do trocadilho, que irá agitar o cenário roqueiro atual.

O próprio disco da banda, lançado na semana passada evitando a concorrência do lançamento de Angles, disco do Strokes, já chega com um nome sugestivo: What Did You Expect From The Vaccines? (“O que vocês esperam do Vaccines?”). A rede de TV inglesa BBC já apontou a banda como a sensação do momento. E o que esperar de quatro garotos que, há dois meses, tinham três músicas gravadas e despretensiosamente colocadas no MySpace? Com esse punhado de composições, os Vaccines, que tinham seis meses de formação, foram adotados por Alex Kapranos, lider do Franz Ferdinand, e levados para assinar com a Columbia Records (Sony). Como avaliar o disco de estreia de um grupo que recebeu tanta atenção nos últimos meses que mais parece chegar ao terceiro ou quarto álbum, já consagrado (não comparando com Strokes, ok?)?

Wreckin’ Bar (Ra Ra Ra) abre o disco e foi a primeira música lançada, em novembro do ano passado. É um rock rápido, que emula os backing vocals do iê-iê-iê, mas o atualiza, acelera e, em menos de um minuto e meio, é o bastante para atordoar o ouvinte. If You Wanna mantém o ritmo alucinante. A Lack of Understanding soa como o Strokes, com os vocais de Justin Young lembrando Morrisey. O britpop recente, dos anos 90, aparece em Blow It Up, que poderia muito bem estar num disco da extinta banda Oasis.

O ritmo do disco é bom e atinge seu êxtase com Post Break-up Sex e seu refrão deliciosamente depressivo (“o que você esperava daquele sexo pós-termino?”). Com o peso de salvadores do rock nas costas, os Vaccines se saíram bem. Mais que isso, mostraram que o rock não precisa ser salvo. Ele, como todos os outros gêneros, se renova. E o quarteto sensação é a prova disso.

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