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Terça-feira, 14 de Fevereiro de 2012
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O dia das batalhas indie

Categoria: Música, Show

PEDRO ANTUNES

Em 14 horas, os 25 mil ingressos se esgotaram. Muita gente xingou muito no Twitter, mas sem sucesso. Quem comprou, comprou, e agora é encontrar alguém disposto a abrir mão de shows como Strokes, Beady Eye e 13 outras atrações do concorrido Planeta Terra, festival de música alternativa que invadirá hoje, a partir das 16h, o Playcenter, na zona norte da capital.

Quando todo o rebuliço por essa espécie de micareta indie começou, apenas cinco bandas haviam sido anunciadas: além de Strokes e Beady Eye (a nova banda de Liam Gallagher, ex-Oasis), Toro Y Moi, Vaccines e Peter Bjorn and John – as duas últimas acabaram por cancelar a participação no festival. Aos poucos, o line up ficou completo e dividido entre os dois palcos, o Sonora e o Indie, cada um em um canto oposto do parque de diversões. Mas, diferentemente de outros tantos festivais, o Planeta Terra promove shows simultaneamente e, com isso, oferece um desafio aos fãs: criar um roteiro próprio para assistir aos shows.

A distância entre os palcos, de 600 metros, é ótima para evitar qualquer interferência sonora, mas causa um outro problema. É preciso escolher entre as atrações e fazer uma programação, o que, às vezes, não é das tarefas mais fáceis. Tudo fica ainda mais difícil quando o caminho de acesso entre os palcos for apertado. Em 2010, por exemplo, o congestionamento de pessoas no festival lembrava uma espécie de Rua 25 de Março em fim de dezembro, numa versão indie, repleta de sujeitos com camisas xadrez e moças moderninhas.

A organização do evento afirmou que o espaço será aumentado nesta edição, mas vá preparado para demorar alguns minutos na transição entre os palcos. E não custa nada se programar.

Principal atração da noite, os Strokes são praticamente os únicos a não disputar espaço (e público) com ninguém. Seu show está marcado para começar à 1h30, já na madrugada de domingo, e, enquanto isso, o palco alternativo ficará vazio até 2h15, quando a Groove Armada fechará a edição do festival. De resto, é um duelo de popularidade. O rapper do momento Criolo, grande vencedor do VMB deste ano, ao levar três prêmios para casa, disputará o público que ainda estará chegando com a banda Selvagens à Procura de Lei, que precisou vencer um concurso para se apresentar ali. Os dinossauros do manguebeat da Nação Zumbi enfrentarão o trio sorocabano de garage rock e letras em inglês The Name.

Quando a noite se aproxima, os embates entre os queridinhos da crítica internacional tornam-se colossais. Os canadenses do Broken Social Scene farão queda de braço com Toro Y Moy, líder do movimento chillwave, uma música lambuzada de sintetizadores e loop.

O sempre hype Interpol dividirá as atenções com o grupo Gang Gang Dance, uma banda experimental de Nova York – chamada na última hora, após a desistência do Peter, Bjorn and John – e, depois, medirá forças com um ex-Oasis e seu Beady Eye.

Tudo, obviamente, não passa de um bom problema. As atrações do festival, este ano, dão água na boca dos fãs de música alternativa e ainda trazem de volta os queridinhos Strokes, com um disco novo na bagagem, Angles, em sua segunda passagem pelo Brasil. Quem ficou sem ingresso pode assistir aos shows, ao vivo, no Terra TV  terratv.terra.com.br). E, claro, reclamar (e vibrar) muito no Twitter. ::

PROGRAMAÇÃO DOS PALCOS

PALCO SONORA
16h – Criolo
17h30 – Nação Zumbi
19h – White Lies
20h30 – Broken Social Scene
22h – Interpol
23h45 – Beady Eye
1h30 – The Strokes

PALCO INDIE
16h – Selvagens à Procura de Lei
17h – The Name
18h30 – Garotas Suecas
20h – Toro y Moi
21h30 – Gang Gang Dance
23h – Goldfrapp
0h45 – Bombay Bicycle Club
2h15 – Groove Armada

Planeta Terra fecha lista de atrações

Categoria: Música, Show

Os organizadores do festival Planeta Terra anunciaram nesta terça-feira, 6, as três últimas atrações da programação do evento, que ocorre no dia 5 de novembro, no Playcenter, em São Paulo (com ingressos esgotados). Completam o line-up as bandas Bombay Bicycle Club, Nação Zumbi e o duo Groove Armada.

Até agora, já estavam confirmados os shows do Strokes, Beady Eye, Interpol, Goldfrapp, Peter Björn and John, Toro y Moi, Broken Social Scene, White Lies, Criolo, Garotas Suecas e The Name.

Os ingleses do Bombay Bicycle Club vêm para São Paulo apresentar as faixas do recém-lançado A Different Kind of Fix.O duo de eletrônica Groove Armada irá mostrar o projeto RedLight. O Planeta Terra espera receber 20 mil pessoas no festival.

Selo Vigilante apresenta nova geração de bandas

Categoria: Música, Show

Clipe de Let The Things Go , do The Name
 

 

Clipe de Maça, do Volantes

 

Clipe de As Coisas Que Ela Diz, do Colombia Coffee

 

Clipe de Dilema, do Vivendo do Ócio

 

Clipe de Rockstar, do MIM

 

Clipe Favorite Song, do Boss In Drama

PEDRO ANTUNES

O voo de Porto Alegre para São Paulo está marcado para as 7h. O show, para depois das 21h. “Os caras nunca pensam no vocalista. É sempre assim, né? (risos)â€. Quem reclama é Arthur Teixeira, 28 anos, cantor da banda Volantes. O show não será apenas mais um na curta carreira da banda, criada há um ano. Na noite de hoje (1/9), Volantes e outras cinco bandas (Colombia Coffee, The Name, Vivendo do Ócio, Boss in Drama e MIM) tocarão na apresentação do novo selo Vigilante, um braço de música alternativa da gravadora Deckdisc. Será o único selo exclusivamente de música alternativa do País.

Oficializado no fim de maio, com direção artística de Rafael Ramos – descobridor dos Mamonas Assassinas e primeiro produtor dos Los Hermanos –, o selo Vigilante tenta preencher uma lacuna deixada pela Trama (leia abaixo), de dar espaço para novas bandas brasileiras.

Num primeiro momento, por exemplo, os grupos não lançarão CDs e, sim, vinis em 7 polegadas. “Os discos convencionais serão lançados também. Mas não agora. Não iremos nos prender a um só formatoâ€, diz Ramos. “É como fabricar uma camiseta. Não se fabricam de diferentes tamanhos? De grande a baby look?â€.

Outra alternativa será trocar um tweet pelo download de uma música, no site do selo  www.semprevigilante.com.br). “Nem todas as bandas têm um material pronto para lançar um CD. Preferimos trabalhar mais os nomes delesâ€, completa o diretor artístico.

O material de Mariana Eva, mais conhecida como Madame MIM, ex-VJ da MTV, está mais adiantado. Ela foi a única artista que não lançou o vinil, mas será a primeira a ter um CD nas lojas. Além disso, lançará uma grife de roupa, na qual cada peça comprada virá acompanhada com um código para download de uma faixa. A data do lançamento ainda não foi definida. Entre as bandas, cada uma com um estilo diferente, há algo em comum: a descontração, seja no estilo, na música ou em ambos. MIM e Boss in Drama têm uma veia mais eletrônica.

O paranaense Péricles Martins, 23 anos, é o produtor por trás do Boss in Drama. Com um som eletro pop com disco music, ele cria tudo sozinho, num quarto do seu apartamento no Paraíso, em São Paulo. No ano passado, o Boss in Drama fez uma turnê pela Alemanha. “Era incrível ver pessoas lá que conheciam a minha música. Tudo pela internetâ€, diz Péricles.

Para essa turma, a internet é a chave do negócio. O trio Colombia Coffee, do Rio de Janeiro – mesma cidade de Rafael Ramos –, foi encontrado na rede. “O Rafael ouviu algumas músicas que tínhamos gravado e me ligou falando que queria conversarâ€, conta Caio Otero, 23 anos, um dos vocalistas do Colombia Coffee.

Para as seis bandas, hoje é um dia especial. Mas, para os gaúchos do Volantes, será ainda mais importante. “Estamos nos mudando para São Pauloâ€, diz Arthur. E, em meio a tantas opções sonoras na apresentação, ele tem um jeito peculiar de chamar a atenção para a sua banda. “Vai ser fácil me reconhecer com minha roupa de Mendigo Albino do Pampaâ€. O que quer que esta roupa signifique, ela é uma amostra que a sobriedade atual do rock – um tanto desnecessária, convenhamos – pode ser abalada por esses seis grupos de guris.

DIVIRTA-SE
Show de lançamento do selo Vigilante.
Studio SP
Rua Augusta, 591, Consolação.
Telefone: 3129-7040
Hoje, às 21h.
Ingressos: R$ 15.