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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Paulínia agora é musical, como o SWU

Categoria: Música

PEDRO ANTUNES

Por enquanto, todo o Parque Brasil 500, em Paulínia, cidade a 117 km de São Paulo, está tomado por estruturas metálicas, tratores e trabalhadores. Mas tudo deverá mudar em 15 dias.

Às 10h da manhã do dia 12 de novembro, um sábado, começa oficialmente a segunda edição do SWU – Starts With You, o ecofestival que trará, desta vez, mais de 70 atrações para todos os gostos, em três dias de shows: do pop de pista Black Eyed Peas e do experimental Peter Gabriel, tocando seus sucessos acompanhado de uma orquestra, até o rock dos anos 90 do Alice in Chains e do Faith No More.

De acordo com as expectativas dos organizadores, cada dia de evento atrairá até 70 mil pessoas, que tomarão o parque em busca de música ou dos fóruns e debates sobre sustentabilidade, realizados ao lado das arenas, no Theatro Municipal de Paulínia.

Na tarde de ontem, as portas desta nova edição do festival foram abertas, pela primeira vez, para visitação da imprensa. No ano passado, o SWU foi realizado na Fazenda Maeda, em Itu, também no interior de São Paulo.

As mudanças de ares já mostraram um primeiro acerto: o atual espaço de 1,7 milhão de m² (o equivalente a 158 campos de futebol), contra os 170 mil m² da primeira edição.

Nesta área, há espaço de sobra para as 70 mil pessoas circularem entre os três palcos (Energia, Consciência e New Stage), a tenda eletrônica de 5 mil m² e as quatro praças de alimentação.

Eduardo Fischer, idealizador do festival, aproveitou a ocasião para anunciar as duas atrações que completam, assim, esse cardápio de atrações tão variado: o rapper Emicida abrirá a programação no Palco Consciência, no dia 12, enquanto Zé Ramalho faz o primeiro show do dia seguinte.

Tudo parece superlativo nesta nova edição do evento. Mas esse mesmo tudo está sendo construído quase do zero. O que parece ser mais assustador é a área de 4.450 m², que separa os dois palcos principais, nos quais as atrações se alternarão com estimados cinco minutos de intervalo. Onde já deveria haver grama é pura terra vermelha e remexida por tratores.

Questionada sobre isso, a organização diz que tudo estará pronto até os dias dos shows. A preocupação com as chuvas também é descartada. “O bom é que elas já passaram. Não deveremos mais ter esse problema”, disse o diretor geral do festival Milkon Mac Chriesler.

No ano passado, na Fazenda Maeda, a estrutura foi reaproveitada e isso ocasionou, por exemplo, uma má distribuição das duas áreas de camping, distantes de tudo e interligadas por poeirentas estradas de terra. Desta vez, haverá apenas um espaço para que as pessoas armem suas barracas – o suficiente para 1,5 mil delas. Com maior espaço livre e plano, o posicionamento das estruturas parece ter sido melhor planejado. Mesmo que nada ainda tenha sido terminado.

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