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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Nas garras da sogra

Categoria: TV

Juliana Faddul

Na vida real, relações amorosas costumam render situações delicadas. E a receita tende a ficar ainda mais complicada quando adicionamos elementos de ficção – mesmo que, geralmente, a ficção use ingredientes da realidade. Resultado dessa mistura são os inusitados e polêmicos casos amorosos dos personagens das atrizes Maitê Proença e Júlia Lemmertz nas novelas Passione e Araguaia, respectivamente. Tanto Stela – personagem de Maitê – quanto Amélia – vivida por Júlia – se envolveram com o ex-namorado da própria filha. Em ambos os casos, as mulheres buscam nos braços do ex-genro um escape para o casamento fracassado.

No caso da personagem de Maitê Proença, Stela é uma mulher que se relacionava com rapazes mais jovens à procura de sexo casual. Com essa intenção, ela acaba conhecendo o imigrante italiano Agnello (Daniel de Oliveira). Ocorre que, pouco depois, o rapaz se apaixona pela jovem Lorena (Tammy Di Calafiori), sem saber que a moça é filha de Stela.
Situação não menos complicada aconteceu com Amélia, personagem de Júlia Lemmertz em Araguaia. Fazendeira que se habituou à infelicidade no casamento, ela inicia um relacionamento com o jovem Vitor (Thiago Fragoso), mas só depois que o rapaz termina o namoro com Manuela (Milena Toscano), filha de Amélia.

Não é a primeira vez que esse tipo de drama envolvendo sogra, filha e genro é retratado numa novela (veja box abaixo). E certamente não será a última. Mas, para Nilson Xavier, autor do Almanaque da Telenovela Brasileira, é preciso tato para que o público não reaja negativamente à trama. “Esse tipo de gancho é interessante dramaturgicamente. Se for dado um tratamento de bom gosto, acho que não assusta o telespectador”, destaca Xavier, que defende a relação de Amélia e Vitor, em Araguaia. “Vitor e Manuela já estavam separados e nenhum dos dois demonstrava mais interesse um no outro. Logo, o caminho estava livre para Amélia”.

A intérprete da personagem, Júlia Lemmertz, conta que se surpreendeu com a virada que o autor de Araguaia, Walther Negrão, provocou na vida de Amélia. “Ela era uma pessoa cheia de vazios. Esse sentimento pelo Vitor surgiu de forma sutil”, diz a atriz. Sobre as semelhanças entre sua personagem e a Stela de Passione, Júlia acredita que é um avanço para as mulheres. “Sempre foi comum ver homens com mulheres mais novas. O público torcer para que a Amélia fique com Vitor, que é um cara mais novo, representa uma libertação”, acredita a atriz.

Autor de Passione, Silvio de Abreu é outro defensor desse tipo de envolvimento. “A relação deles (sobre Stela e Agnello) é como muitas outras, cheia de empecilhos”, destaca o novelista. “O público torce pelos dois, mas entende a atitude de Stela de priorizar os filhos. Mais ainda depois da morte do pai e da recuperação do irmão”, destaca Silvio de Abreu.

Para a psicóloga Olga Tessari, autora do livro Dirija a Sua Vida Sem Medo, os autores estão abordando um tema atual. “Os novelistas trazem à tona um assunto que faz parte do cotidiano de muitas famílias. Esse tipo de discussão é importante para que o público reflita melhor sobre essa questão e, principalmente, não julgue precipitadamente”, analisa ela.

Competição com a filha

Especialista em terapia familiar, a psicóloga Luciana de La Peña ressalta a importância de a mãe ser sincera com a filha. “Às vezes, a mãe fica com medo de magoar e acaba não falando nada. Ela tem de conversar, ouvir e respeitar o sentimento da filha”, diz. Luciana destaca, ainda, outro ponto importante nesse tipo de situação: uma possível necessidade de a mãe se sentir mais jovem – daí, se envolver com o genro. “Esse tipo de romance pode, sim, ocorrer pelo fato de a mãe querer se sentir jovem, competir com a própria filha”, observa Luciana.

A psicóloga Olga Tessari reforça essa ideia: “A mãe pode se relacionar com o ex-genro por razões como inveja da filha, competição, medo de envelhecer e necessidade de provar para si mesma que ainda é jovem e que consegue seduzir homens mais novos”.

A atriz Milena Toscano, que interpreta Manuela – filha de Amélia, em Araguaia –, acredita que o fato de a relação entre a moça e o namorado já ter acabado não reduz a gravidade do romance entre a mãe e o rapaz. “Acho que Manuela não aceitará essa relação e vai acabar se revoltando”, diz a atriz.

Olga Tessari destaca um fator importante no relacionamento entre a experiente Amélia e o jovem Vitor: o amor. “Há preconceito em relação a mulheres mais velhas com homens mais jovens. De certa forma, os autores tentam mostrar que o amor pode tudo!”, diz a psicóloga. Ocorre que, na vida real, nem sempre é assim.

3 Comentários Comente também
  • 28/12/2010 - 10:27
    Enviado por: rafilésia

    DE FATO SÃO TEMAS REAIS E QUEPROPORCIONA MUITA POLEMICA,CURTO MUITO ESTES DOIS CASAIS , NO CASO DA ESTELA(MAITE PROENÇA)É AINDA MAIS COMPLICADO PQ ENVOLVE TRÊS FILHOS OS QUAIS NAO ACEITA ESTE RELACIONAMENTO , MAS ESPERO QUE O AUTOR DE UM FINAL FELIZ PARA ELA, POIS FOI SOFRIMENTO UMA VIDA INTEIRA.ELA MERECE TAMBÉM SER FELIZ.

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  • 28/12/2010 - 12:19
    Enviado por: Felipe Silva

    Fico imaginando os dois lados da moeda… primeiro, na pele do cara que tá pegando a sogra do nível da Maitê Proença (como se todas as sogras do mundo fossem assim, a maioria dever ser uns bagulhão) e que pega a filha (que também não é nada mal). Eu ia rir muito, contar pra todo mundo, aloprar, chamar as duas pra sair junto, enfim.

    Já a filha deve se sentir uma coitada. Pq olha pra mãe e vê uma Mimosa (pra não ser indelicado), se acha A BARANGA pq foi trocada pela véia… enfim, haja psicólogo.

    Mas pensando bem, imagine-se no lugar do pai/marido. Além do cara virar corno do genro, fica vendo a filha chorar pq a mãe roubou o namorado dela? Que pu%#@ia né? rsrsrs

    abs

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  • 28/12/2010 - 14:19
    Enviado por: aluisio de oliveira braga

    É sinal que elas gostam de frango novo, como eles também gostam de uma franguinha nova.

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