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Terça-feira, 29 de Maio de 2012
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Macaco: um músico em movimento

Categoria: Música

PEDRO ANTUNES

Aos 39 anos, o músico Dani Macaco se propõe a realizar uma tarefa para – bem – poucos que cantam em espanhol: entrar no mercado fonográfico nacional. Com exceção do trabalho de nomões da música pop, como Ricky Martin e Shakira – que, vale lembrar, também gravaram em inglês – músicas cantadas na língua espanhola têm dificuldade de serem difundidas nas rádios daqui. Mas Macaco encontrou na sua capacidade de adaptação uma maneira de, aos poucos, aparecer no Brasil.

O primeiro passo foi lançar o disco Moving pela EMI, em território nacional. Não sem antes convidar músicos brasileiros para gravar com ele. A faixa que dá título ao álbum tem a participação de Seu Jorge. O rapper – ou sambista, você escolhe – Marcelo D2 está presente em Todos. Já o B-Negão e a Nação Zumbi dão uma pegada suingada à faixa Brazil 3000. “Sempre tive uma união muito grande com músicos brasileiros”, diz Macaco, por telefone, de Barcelona, sua cidade natal. “Desde pequeno ouço música de vocês, como de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Os Mutantes”, completa.

Macaco garante que a escolha das participações foi natural e ele comemora a parceria com D2: “Temos contato há muito tempo, ele já havia pedido para que gravássemos algo juntos”, conta.

Moving é um disco eclético, apesar da predominância do reggae, gênero de origem de Macaco. E não são apenas os brasileiros que participam das canções. Há espaço para o uruguaio Jorge Drexler (em Giratutto), a mexicana Natalia Lafourcade (Mama Tierra) e Ximena Sariñana (Mundo Roto), o senegalês Youssou N’Dour e a malinesa Oumou Sangaré (One Step), além dos americanos Michael Franti & Spearhead (Monkey Man).Toda a união de línguas e nacionalidades traz uma nova surpresa em cada uma das 14 faixas que compõem o álbum.

Outro passo importante para Macaco foi a inclusão da música Moving, com Seu Jorge, na trilha sonora da novela das 7, Morde e Assopra, aquela de robôs e dinossauros, da TV Globo.

Por fim, a presença dele aqui também é fundamental. Em abril, no fim de semana dos dias 16 e 17, ele se apresentou na Virada Cultural. No segundo semestre, em 30 de setembro, ele dividirá o palco com o Monobloco no palco Sunset, durante o Rock in Rio. “Acredito que devemos estar num presente constante. O passado já foi e o futuro é incerto. Estou muito contente”, completa. E o presente de Macaco é aqui.

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