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Sábado, 18 de Maio de 2013
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Galeria de arte ambulante toma centro de SP

Categoria: Arte

IGOR GIANNASI

Artistas andando por ruas de Pinheiros e Vila Madalena, levando nas mãos as próprias criações para a apreciação de quem estava por ali. A iniciativa um tanto inusitada ganhou os bairros da zona oeste da cidade no dia 26 de maio e vai se repetir neste domingo,  a partir das 14h, na segunda edição do Walking Gallery, agora no centro.

O objetivo do evento é democratizar a arte, e sugerir um novo modelo de exibição que dialogue com galerias de arte e museus. “Não é para se contrapor (a eles)”, frisa a jornalista Ana Rosa Colhado, que é a organizadora dessa caminhada artística.

Ana Rosa copiou a ideia que seu amigo catalão, o arquiteto e artista plástico José Puig, começou na Espanha há três anos. O primeiro Walking Gallery foi em Barcelona e mais outras cinco cidades espanholas aderiram.

Nossos hermanos argentinos também têm, desde março, sua versão do passeio em Buenos Aires. E a capital inglesa inicia a sua edição no dia 5, quando ocorre um evento chamado First Thursdays (primeiras quintas-feiras). Nessa programação mensal, galerias de arte e museus localizados no leste de Londres ficam abertas até mais tarde e de graça.

Em São Paulo, o evento começou como uma brincadeira, conta Ana Rosa, mas já vem tomando proporções maiores. “É uma coisa que vai se construindo conforme vai acontecendo, pelo menos no início. Espero que a gente tenha um formato definido depois dos primeiros passeios.”

A articulação está sendo feita pelo Facebook – há uma página para o encontro e outra para o movimento em si, que é fechada e voltada para postagens apenas de artistas. Na noite de sexta-feira, 111 pessoas haviam confirmado a presença na página da rede social.

A primeira edição, na zona oeste, reuniu 18 artistas, além dos simpatizantes, que caminharam por cerca de quatro horas com suas obras a tiracolo – a maior parte telas. Nesta segunda edição, além de artistas levando seus próprios trabalhos, outros andarilhos devem carregar obras alheias. “Talvez agora eu ande com a obra de um que é tímido”, diz Ana Rosa.

Itinerário indicativo
O ponto de partida de hoje é a Praça Dom José Gaspar, no centro, em frente ao bar Paribar, que fica no número 42. De lá, o grupo caminha para o Vale do Anhangabaú, pega a Avenida São João e vai em direção ao Largo do Arouche. Dali, os participantes andam até a Praça da República e, em seguida, seguem para o Minhocão. Este é, na verdade, apenas um itinerário indicativo, pois o percurso será definido na hora.

A único destino certo mesmo é o Minhocão. Ali o pessoal se junta à Festa Junina do Baixo Centro, que acontece do meio-dia às 20h. “Essa será uma das atrações dessa festa, que também é um movimento de ocupação da cidade e tem a ver com essa ideia de rua que o Walking Gallery propõe”, diz a organizadora.

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